Responsável pela aprovação de financiamentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) é o próximo alvo da troca de comando em autarquias do governo. Ontem, o ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União (CGU), disse que a Sudene tem um 'histórico de problemas', apesar do esvaziamento político a que foi submetida desde a década passada.
O mais recente relatório de auditoria da CGU aponta problemas no desempenho da autarquia. 'A equipe de auditoria entende que não se justifica a baixa materialidade na execução das ações', diz o relatório, de novembro de 2011. Afirma ainda que foram identificadas 'fragilidades' nos contratos da autarquia, que fechou o ano de 2010 com 55 processos para a recuperação de dinheiro desviado 'aguardando na fila de prioridades'.
O baixo desempenho da autarquia é apontado reservadamente pelo ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, como argumento para trocar o comando da Sudene. Na terça-feira, nota do ministério reafirmou a intenção 'renovar os quadros das empresas vinculadas à pasta'. Embora a mudança tenha como justificativa 'aperfeiçoar práticas de gestão', há também um objetivo político. O atual superintendente da Sudene, Paulo Fontana, foi indicado pelo ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima, do PMDB.