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Dominique Strauss-Kahn convocado para o dia 28 de março


Ao final de dois dias e uma noite detido,ex-diretor-gerente do FMI foi libertado nesta quarta-feira (22) e notificado de sua convocação pelos magistrados encarregados de instruir o processo


22/02/2012 - 15h37 . Atualizada em 22/02/2012 - 18h06
France Press    
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Strauss-Kahn será interrogado sobre as festas libertinas das quais teria participado em Paris
(Foto: France Press)

O ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foi convocado para o dia 28 de março para ser formalmente acusado por 'cumplicidade em proxenetismo agravado e formação de quadrilha' e por 'ocultação de abuso de bens sociais', no chamado dossiê Carlton, informou uma fonte judiciária.

Ao final de dois dias e uma noite detido, em Lille (norte), Strauss-Kahn foi libertado nesta quarta-feira (22) e notificado de sua convocação pelos magistrados encarregados de instruir o processo.

Strauss-Kahn vai responder sobre festas libertinas das quais teria participado em Paris e em Washington.

As testemunhas sobre o caso disseram que várias viagens de mulheres foram organizadas e financiadas por dois empresários do norte da França, Fabrice Paszkowski, diretor de uma empresa de equipamentos médicos, e David Roquet, ex-diretor de uma filial do grupo de obras públicas Eiffage.

A última dessas viagens aconteceu de 11 a 13 de maio na capital dos Estados Unidos, às vésperas da prisão de Strauss-Kahn no caso do hotel Sofitel de Nova Iorque.

Na época, o então diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi acusado por uma funcionária do hotel, Nafissatou Diallo, de agressão sexual.

As acusações de Justiça americana caíram, mas Strauss-Kahn ainda terá de enfrentar uma ação civil nos Estados Unidos. A questão também gerou uma série de revelações sobre sua vida privada, convertendo-o para alguns em um ogro 'sexual' e para outros em 'vítima' de um complô. Strauss-Kahn reconheceu um gosto pela libertinagem, mas negou ter cometido qualquer ato ilícito ou violento.

O escândalo de Nova York pôs fim às ambições presidenciais de Strauss-Kahn na França, como um potencial candidato do Partido Socialista, além de ter lhe custado sua posição no FMI.

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