Os beijoqueiros de plantão precisam ficar atentoss durante a folia de Carnaval. Isso porque um simples beijo pode transmitir uma doença pouco conhecida, mas frequente entre os jovens que saem beijando várias pessoas na balada. A mononucleose, conhecida como doença do beijo, é causada por um vírus da mesma família da herpes, que é transmitido através da saliva, pelo beijo, ou em ambientes com muita gente, em que as pessoas acabam conversando mais próximas uma das outras.
Segundo o clínico geral Jamiro Wanderley, a doença é comum nesta época do ano. Por isso, é importante que os jovens vejam bem que boca estão beijando. “Os sintomas aparecem duas ou três semanas após o contato com o vírus. Geralmente, o doente apresenta dor de garganta, febre, dor de cabeça e inchaço dos gânglios no pescoço e do fígado”, explica. O doente também pode sentir dor muscular e cansaço, mas a doença sara sozinha em no máximo duas semanas, na maioria das vezes.
Segundo o médico, é preciso repousar, se hidratar e, se necessário, utilizar remédios para os sintomas como analgésico, antitérmico e remédio para enjôo.
O educador físico Jorge Fernando da Silva, 25 anos, conta que já ficou com mais de uma menina numa noite de Carnaval. “Não me preocupei com essa doença, não”, diz. Já o casal Patrícia Santana Duarte, 19, e David Lourenço Neto, 22, está tranquilo na
folia desses dias. “Nada de pegação. Vamos ficar em casa, só curtindo”, contam.