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Luiz Dutra e Arsenio Pagliarini
A digitalição da música não é novidade. Entretanto, o progresso nos equipamentos utilizados para distribuir e produzir som não para. A Consumer Electronics Show (CES) é o evento principal onde os lançamentos e inovações são apresentados anualmente. A competição entre os fabricantes é intensa em várias frentes. De um lado, existe a procura da perfeição técnica, o som mais natural e intenso possível. De outro, novos sistemas propõem distribuir, vender e compartilhar música da maneira mais confortável, eficiente e 'social' possível.
Gravar e distribuir a música digitalmente criou enormes possibilidades de utilização, mas nossos ouvidos continuam os mesmos. É preciso transformar o 'som digital' em 'som analógico', isso é, ondas que se propagam no ar. Novos materiais e a aplicação de técnicas de cancelamento de ruído produzem fones de ouvido incrívelmente bem definidos e fiéis ao som original. Somem-se a isso novas técnicas para ampliar o conforto do usuário.
Um dos aparelhos que chama a atenção é o AfterShocz, que usa a transmissão pelos ossos da face. Assim, por exemplo, um corredor pode se exercitar sem ter o incomodo do fone dentro do ouvido. Para aqueles que querem maior apuro técnico e qualidade sonora,
novos materiais moldáveis adaptam exatamente o fone para cada ouvido em particular. Uma curiosidade para quem tem pouco espaço: um novo tipo de dispositivo transforma qualquer superfície (uma mesa, uma bandeja, enfim, o que o ouvinte tiver à mão) em um potente autofalante.
Um fabricante demonstrou uma coluna de 'som 3D' - nada como o marketing para inventar nomes mais imaginativos que o próprio produto. Utilizando técnicas de processamento digital cria-se um ambiente onde, não importa a posição do ouvinte em relação à coluna, tem-se sempre a mesma sensação sonora. E falando em marketing, tem empresas que usam marketing apurado para se destacar, como o Marley, filho do lendário Bob Marley que foi a CES para promover os produtos da companhia.
Do minúsculo autofalante presente em celulares a gigantescos woofers para uso profissional, tudo pode ser visto na CES.
Do lado dos equipamentos de distribuição e armazenamento, toda uma nova categoria de equipamentos está surgindo. São os chamados 'media servers', sistemas que armazenam e distribuem conteúdo dentro de uma casa de maneira muito flexível. A Sony apresentou um sistema sem fio, cujos autofalantes podem ser distribuídos em vários lugares da casa, cada um com seu próprio
canal de som. A Samsung mostrou um sistema semelhante, com caixas sem fio, mas de alto nível, com o charme de usar válvulas nos sistemas de pré-amplificação para aumentar a qualidade sonora. A única desvantagem é que o preço é tão alto quanto a qualidade.
De qualquer jeito, agora ficou muito fácil organizar uma festa no jardim ou proporcionar uma música ambiente apropriada naquele jantar especial. Muitas empresas, além das baladas e conhecidas como a Spotify, mostraram serviços de streaming pela internet onde assinantes, por meio de seus 'media servers', têm acesso a um repositório infinito de músicas que podem ser compartilhadas e sugeridas a amigos por meio de redes sociais. Esses serviços também de estender para os automóveis e celulares, permitindo que a experiência musical possa acompanhar os ouvintes em qualquer situação, mesmo longe de casa.
O mundo sonoro trazido pela CES não tem limites, é social, móvel, confortável, fácil de usar e melhor de tudo, acessível.
* Especial para o Portal RAC





















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