Discretamente, as “magrelas” invadem as ruas dos grandes centros urbanos. Ocupando pouco espaço e com apelo por minimizar o caos no trânsito e contribuir para a redução de gases tóxicos, as bicicletas começaram a cair no gosto de mais condutores.
As ciclofaixas e ciclovias instituídas em vários municípios do País incentivam a prática para o lazer, mas também ensinam que é possível usá-las no dia a dia. Em Campinas, mais de 20 mil pessoas por mês trafegam pelos trechos exclusivos para as bicicletas durante domingos, feriados e mesmo em dias normais.
A previsão é que este ano sejam produzidas mais de 5 milhões de unidades no Brasil. O País é o terceiro maior fabricante do mundo.
O volume mantém-se estável e está longe dos recordes batidos mês a mês pela indústria automobilística. As exportações no ano passado foram de 10.343 unidades. Apesar do cenário ainda não ser o do sonhos, os fabricantes observam que os consumidores estão mais seletivos e primam por produtos com preço entre as faixas intermediária e um pouco mais elevada.
As bicicletas a partir de R$ 300,00 caíram no gosto do consumidor. O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Moacyr Alberto Paes, afirma que o mercado tem perspectivas de melhora para os próximos anos no consumo de bicicletas no Brasil.
O gerente de produtos da Caloi, Artur Silva, afirma que a leitura feita pela companhia é de uma estabilidade na quantidade comercializada de bicicletas no mercado brasileiro, mas há uma alta no valor agregado do veículo.
“Vêm crescendo as vendas de produtos com maior valor, principalmente na linha de mobilidade. Os produtos tanto servem para o dia a dia quanto para passeio”, comenta. As bicicletas da marca custam acima de R$ 300,00.
O executivo diz que as ciclofaixas e ciclovias fomentam a troca ou compra das bicicletas. “A perspectiva da empresa é que as vendas sejam 25% maiores em relação ao ano passado”, afirma.
Silva diz que a Caloi trabalha com uma gama variada de produtos, que vai desde o segmento infantil até a linha speed. “Há aumento em todas as linhas. Mas existem tendências mais acentuadas, como a venda de produtos de maior valor agregado e também que foquem na mobilidade”, afirma.
O gerente detalha que a empresa tem fábricas em Atibaia e Manaus. A Caloi vai investir R$ 30 milhões até 2015 para elevar sua capacidade produtiva e modernizar as duas unidades.