O projeto de lei de autoria do prefeito de Campinas, Pedro Serafim (PDT), que autoriza a doação de uma área de 30 mil metros quadrados para a construção da Delegacia da Polícia Federal foi retirado ontem da pauta da sessão da Câmara, por um problema técnico. Segundo o vereador Tadeu Marcos (PTB), como se trata de um terreno de grande dimensão, é preciso constar na proposta a localização exata desta área. A proposta vem sendo defendida por Serafim desde que assumiu o Palácio dos Jequitibás, como um forma de trazer investimentos para Campinas que atendam à demanda da população.
O chefe do Executivo pretende doar uma área na cidade para a construção de uma segunda Delegacia Seccional e também realizar uma permuta para que seja construída uma sede do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
A área que será doada para a Polícia Federal possui 30 mil metros quadrados e fica na Rua Jorge Figueiredo Corrêa, ao lado do Lago do Café. O prazo para que a unidade seja construída é de cinco anos. Caso a obra não se concretize, o terreno, pelo projeto, volta a pertencer à Prefeitura. A proposta foi elaborada quando Serafim ainda estava na função de vereador.
Os vereadores também aprovaram em primeira discussão a revogação da lei aprovada na gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) que autorizou a venda de uma área pública na Avenida José de Souza Campos (Norte-Sul), de 16 mil metros quadrados. Na época, o pedetista justificava que o terreno seria vendido para que o dinheiro, cerca de R$ 22 milhões, fosse usado para a construção de uma creche.
Eleições
Os vereadores também aproveitaram a sessão de ontem para tentar resguardar a imagem da Câmara após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter cancelado processo de eleição indireta na última semana. O Legislativo campineiro divulgou o calendário eleitoral após ter se aconselhado com a Justiça Eleitoral de Campinas, que orientou por um pleito indireto.
Dário Saadi (PMDB) disse que a Câmara tomou todos os cuidados para fazer o processo dentro da legalidade, mas considerou que o “dedo” do tribunal no processo torna a eleição do novo governante mais segura juridicamente. Josias Lech (PT), que é oposição ao atual governo e defende as eleições diretas na cidade, também fez comentários brandos sobre o processo que vinha sendo conduzido dentro da Casa. O Legislativo ainda aguarda um posicionamento do TRE sobre como deverá ser feita a escolha do novo governante de Campinas.