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Diretora da Orquestra Sinfônica de Campinas é exonerada


Os músicos estão se mobilizando para tentar reverter a decisão do prefeito Pedro Serafim (PDT)


30/01/2012 - 17h34 . Atualizada em 30/01/2012 - 17h43
Delma Medeiros   DA AGENCIA ANHANGUERA  
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Adriana foi pega de surpresa com exoneração
(Foto: Janaína Maciel/AAN)

'Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível' . A primeira das 100 leis de Murphy vem a calhar para a mais recente baixa na cultura campineira: a exoneração da diretora administrativa da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC), Adriana Camargo Canguçu, publicada na edição de segunda-feira (30) do Diário Oficial do Município (DOM). Informada da exoneração pela recepcionista da OSMC, Adriana diz que levou um susto. 'Saí para buscar caixas de papelão para guardar o arquivo morto da Orquestra e ao voltar, recebo a notícia de que fui exonerada. Não sei como explicar o motivo, já que o trabalho estava sendo feito da melhor maneira e em conjunto com os músicos e maestro (Victor Hugo Toro). Só consigo imaginar que foi uma questão política' , afirma Adriana.

'A decisão cabe ao prefeito, mas sinceramente, acho que não foi o momento certo. A situação da Sinfônica está em suspenso, sem a definição do local de ensaios e apresentações da temporada 2012 com a interdição do Centro de Convivência Cultural (CCC). Eu estava encarregada das negociações e agora para tudo' , explica. Adriana passou o dia de segunda-feira preparando um resumo da situação para deixar para a pessoa que for indicada ao cargo. 'Mas é complicado dar continuidade, muita coisa está só na minha cabeça. É difícil pegar tudo no meio do processo. E essa definição é mais que urgente, é para anteontem' , diz Adriana, cuja nomeação foi aprovada pelos músicos da orquestra.

Os músicos, aliás, estão se mobilizando para tentar reverter a decisão do prefeito Pedro Serafim (PDT). 'Esta notícia foi muito frustrante e deixa a todos nós muito inseguros, apreensivos e decepcionados' , afirma o violinista Milton Pires, integrante da comissão representativa dos profissionais. Para ele, o trabalho da orquestra estava sendo feito em conjunto pela diretora, maestro e músicos, em sintonia. 'Essa exoneração foi uma irresponsabilidade, neste momento já difícil para a Sinfônica. O secretário de Cultura (Flávio Sanna) nunca falou conosco. A Adriana é peça fundamental na negociação para a sede da OSMC para a temporada 2012' , diz Pires, frisando que ela lutava pelos músicos e estava respeitando a solicitação deles de não colocar a Sinfônica em local inadequado.

Leia mais nas edições de terça-feira (31) dos jornais do Grupo RAC

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