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| Douglas Fonseca | DO PORTAL RAC | ||
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O leilão realizado na manhã desta segunda-feira (6) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) definiu que o consórcio Aeroportos Brasil será a administradora do terminal aeroportuário de Campinas, o aeroporto de Viracopos. O consórcio vencedor do leilão de Campinas apresentou uma proposta de 3,821 bilhões de reais e ficará responsável pela estação aeroportuária pelo período de 30 anos.
Em conjunto com o aeroporto de Viracopos foram leiloados também o aeroporto de Brasília e de Guarulhos.
O governo decidiu pela privatização dos terminais aeropotuários para acelerar a execução das obras necessárias para atender a demanda atual e futura do transporte aéreo. Com esta ação o governo pretende resolver os problemas em relação a infraestrutura em relação à realização da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas em 2016 a realizar-se no Rio de Janeiro.
Os consórcios vencedores irão realizar investimentos para a melhoria nos aeroportos como ampliação do terminal, manutenção dos serviços e exploração dos terminais. Durante o leilão, aeroportuários realizaram um protesto em frente à Bovespa contra a privatização dos aeroportos.
O Aeroporto de Viracopos foi arremetado por 3.821.000.000 bilhoes de reais pelo consorcio Aeroportos Brasil, das empresas TPI Triunfo Participacoes e Investimentos S.A. (45%), UTC Participacoes S.A. (45%) e Egis Airport Operation (10%).
Investimentos
Até o final da concessão de cada aeroporto estão previstos investimentos da ordem de R$ 4,6 bilhões em Guarulhos, R$ 8,7bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Além disso, os contratos assinados determinam o estabelecimento de padrões internacionais de qualidade de serviço.
A partir da celebração do contrato, haverá um período de transição de seis meses (prorrogável por mais seis meses), no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), detentora de participação acionária de 49% em cada aeroporto concedido. Após esse período, o novo controlador assume a gestão das operações do aeroporto. A gestão do espaço aéreo nos aeroportos concedidos não sofrerá mudanças e continuará sob controle do Poder Público.
Embora o Tribunal de Contas da União (TCU) tenha sugerido menor participação da Infraero na concessão dos três aeroportos, o governo decidiu manter a estatal como sócia dos terminais com 49% de participação. Essa decisão foi tomada para que parte dos lucros dos novos terminais fique com o governo e ele possa investir entre os aeroportos regionais que administra
A Infraero, empresa pública federal, continuará operando 63 aeroportos no país, responsáveis pela movimentação de 67% do total de passageiros. Os dividendos decorrentes de sua participação acionária serão utilizados para investimentos nos demais aeroportos da rede. As obras em curso nos aeroportos concedidos continuarão a ser executadas pela Infraero. As novas serão de responsabilidade da concessionária de cada aeroporto.
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Com informações da repórter Moara Semeghini
















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