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| Douglas Fonseca | DO PORTAL RAC | ||
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Durante o mês de janeiro Campinas foi palco de vários protestos voltados para os mais diversos motivos. Em muitos deles, a participação política esteve no foco dos manifestantes. Desde o início do ano foram deflagradas greves, manifestações, interrupções do tráfego em Avenidas da cidade. Nesta sexta (27), uma comunidade religiosa organiza o 6º protesto do ano na cidade. A manifestação é contra o aumento dos salários dos vereadores de Campinas.
Apesar da crise política estar instalada na cidade desde julho de 2011, no começo do ano o primeiro ato de protesto foi a greve dos coletores de lixo deflagrada no dia 2. Os coletores, varredores e motoristas de caminhão cruzaram os braços em protesto por um aumento salarial. Após 40 horas de greve, aproximadamente 2 toneladas de lixo não foram recolhidas em toda a cidade e só teve o serviço normalizado no dia 7.
No dia 7, por sua vez, mutuários de obras embargadas da RMV saíram em passeata do bairro Nova Campinas (onde fica o escritório construtora), passaram pela Moraes Sales, pelo Viaduto do Laurão, pela Irmã Serafina, pela Anchieta e pararam em frente à Prefeitura, onde fizeram uma reunião.
Onze dias depois, no dia 13, cerca de 100 merendeira escolares, serviço terceirizado pela Prefeitura, realizaram um protesto em frente ao sindicato da categoria. Na ocasião as trabalhadoras reclamavam da falta de pagamento dos salários vencidos.
No dia 19 de janeiro os funcionários da Saúde do Hospital Ouro Verde, contratados por meio de um convênio entre a Prefeitura e o Hospital Cândido Ferreira, viram o contrato ser ameaçado de cancelamento e faltaram ao trabalho em protesto. A ausência dos trabalhadores causou um caos no atendimento da unidade de saúde.
Esses mesmos funcionários se uniram ao resto dos trabalhadores afetados com a crise no setor da Saúde de Campinas e se dirigiram ao Ministério público na Cidade Judiciária no dia 23 de janeiro para protestar contra a demissão em massa proposta pelo prefeito Pedro Serafim (PDT). A solução proposta pelo prefeito foi de demitir todos os funcionários e contratá-los novamente por um período de 2 anos, neste meio tempo seria realizado um concurso público para preencher as vagas abertas.
Na última terça-feira (24) integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) realizaram uma marcha na Avenida Moraes Sales e seguiram até a Avenida Francisco Glicério e de lá para a Barão de Jaguara em protesto contra a ação policial no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos. A ação da polícia tirou cerca de 6 mil pessoas que moravam no bairro da cidade que foram expulsas do terreno de propriedade particular de forma violenta após resistência por parte dos moradores.
O protesto organizado por uma comunidade religiosa, agendado para esta sexta-feira (27), é o sexto protesto no mês. Nesta ocasião os manifestantes irão às ruas para protestar sobre as ações no cenário político de Campinas como o aumento dos salários dos vereadores em 126%, a atitude contra os funcionários da saúde e toda o esquema corrupto desccoberto na cidade.






















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