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Os campeões da preservação


Prêmios RAC-Sanasa reconhece trabalhos que contribuem com o meio ambiente


29/09/2011 - 08h21 . Atualizada em 29/09/2011 - 08h28
Fabiano Ormaneze   Agência Anhangüera de Notícias  
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Família Orgânica: OURO
(Foto: Elcio Alves/AAN)

Depois de uma avaliação que levou em consideração os conceitos de sustentabilidade definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), os jurados do projeto Sanasa de Responsabilidade Ambiental chegaram aos vencedores de 2011. Esta foi a quinta edição do prêmio, que tem como principal objetivo mostrar o que vem sendo feito em termos de preservação do meio ambiente na Região Metropolitana de Campinas (RMC), valorizando e homenageando as iniciativas que, além de contribuir para a criação de uma cultura de respeito aos recursos naturais, possam estimular outras pessoas ou empresas a também desenvolverem seus projetos. 

O corpo de cinco jurados – formado por pesquisadores e especialistas da área — selecionou três projetos em cada uma das duas categorias que compõem o prêmio — Público/Privado, destinado a empresas e instituições ligadas ao poder público, e Terceiro Setor, em que foram apresentadas iniciativas de voluntários e de organizações não governamentais (ONGs). Entre fevereiro e agosto deste ano, período no qual semanalmente o Correio Popular publicou as reportagens com as iniciativas que concorreram ao prêmio, foram mostrados 29 projetos. Desses, 18 concorreram na categoria Público/Privado e 11 como Terceiro Setor. Confira abaixo as iniciativas contempladas com o prêmio neste ano. 

Confira os ganhadores:

Categoria Público e Privado
 
OURO: FAMÍLIA ORGÂNICA —
Um grupo de 20 produtores rurais de Campinas se organizou numa associação para facilitar a produção e a venda de legumes e frutas sem agrotóxicos. Cerca de 200 itens estão disponíveis para a comercialização, de acordo com a sazonalidade e respeitando o ciclo de produção natural. Semanalmente, os clientes mandam os pedidos e a entrega é feita no endereço solicitado. A associação também presta apoio a quem pretende produzir sem poluir o solo e a água.

PRATA: EKOBUILD — Empresa de Campinas produz o tijolo verde, que não vai ao forno e, por isso, diminui a quantidade de gás carbônico lançada na atmosfera. Além disso, os tijolos são assentados por meio de encaixes, o que diminui o uso de cimento. Também não são necessárias quebras para passar tubulações e fios. O fim do desperdício traz uma economia de até 30%. A empresa faz o treinamento de mestres de obras e pedreiros para atuarem em construções sustentáveis. 

BRONZE: PROJETO JOVENS CONSTRUINDO A CIDADANIA (JCC) — Policiais militares do 35 Batalhão da PM, em Campinas, realizam um projeto de conscientização ambiental em quatro escolas públicas da cidade. Com o incentivo aos alunos, já foram enviados a cooperativas cerca de 2 mil litros de óleo de cozinha usados, arrecadados pelos estudantes. A proposta é também levar aos jovens informações sobre empreendedorismo e geração de renda.

TERCEIRO SETOR

OURO: VOLUNTÁRIA JOANA GOMES DE JESUS —
Retirante nordestina, ela mantém a organização não governamental (ONG) Associação de Mães Amor à Criança, no Campo Belo, em Campinas, somente com a coleta e venda de recicláveis. Cerca de 180 crianças recebem alimentação, têm acesso ao mundo digital e fazem cursos na entidade. Recentemente, tem coletado também resíduos eletrônicos e encaminhado para processos de manufatura reversa.

PRATA: MOVIMENTO ASSISTENCIAL ESPÍRITA (MAE) MARIA ROSA — Entidade do Jardim Campineiro, em Campinas, oferece a adolescentes e jovens do bairro formação para transformar materiais recicláveis em peças de decoração ou brinquedos. Além disso, há uma oficina de recuperação de móveis. O projeto envolve o empreendedorismo juvenil, já que muitos descobrem no projeto uma forma de complementar a renda familiar. 

BRONZE: COOPERATIVA SÃO BERNARDO — Associação de catadores de materiais recicláveis garante renda a cerca de 20 famílias, diminui preconceitos e todos os meses retira dos aterros sanitários 46 toneladas de lixo. Na cooperativa, há espaço e condições adequadas de trabalho e separação dos materiais recolhidos. O projeto surgiu a partir do estímulo da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Campinas.







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