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Escolas incluem educação ambietal na grade curricular


O Colégio Renovatus aborda questões como reciclagem, agricultura orgânica e preservação de ambientes naturais


25/08/2011 - 09h39 . Atualizada em 25/08/2011 - 09h44
Fabiano Ormaneze   Agência Anhangüera de Notícias  
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Alunos do Colégio Renovatus depositam lixo em coletores de recicláveis instalados dentro da escola para estimular o descarte seletivo
(Foto: Carlos Sousa Ramos/AAN)

Há tempos, a educação ambiental entrou para a pauta e, principalmente, para a sala de aula. Mas, o que ainda é novidade é a inclusão de uma disciplina apenas para essa finalidade. É isso que desde o ano passado tem feito o Colégio Renovatus, na Vila Industrial, um dos pioneiros na cidade a dedicar horas de sua grade para um componente curricular que, durante todo ano, aborda questões como reciclagem, agricultura orgânica e preservação de ambientes naturais. A disciplina, que agora concentra conteúdos antes trabalhados em ciências e geografia, também é o ponto de partida para projetos interdisciplinares e está sendo ministrada com uma hora semanal entre o 6° e o 8°ano do Ensino Fundamental.

“Resolvemos criar a disciplina, pois é mais um apelo na conscientização dos nossos alunos”, explica a professora Cláudia Kalafi. De acordo com ela, a educação ambiental, apesar de ser um tema apresentado como exigência pelos currículos oficiais, ainda enfrenta algumas dificuldades, como o pouco espaço nos livros didáticos. “De um modo geral, é apenas um conteúdo trazido nos livros de ciências do 6° ano. São poucos os autores que expandem a discussão”, diz.

A cada bimestre, a disciplina e o colégio como um todo desenvolvem um tema específico. Neste ano, a ideia foi acompanhar os jornais e pautar as discussões a partir das notícias. Assim, no primeiro e segundo bimestres, os estudantes trabalham com assuntos ligados às desordens climáticas, impulsionados pelas fortes chuvas que deixaram mortos e desabrigados no Estado do Rio de Janeiro, e pelo terremoto no Japão, quando também apareceu a oportunidade para discutir a geração de energia e, principalmente, os benefícios e consequências da radioatividade.

Agora, as turmas se preparam para apresentar, no final de setembro, os resultados desses trabalhos e de outros estudos sobre sustentabilidade no projeto Escola Aberta, exposição realizada anualmente para pais e o público externo ao colégio. O tema central será o Ano Internacional das Florestas, comemorado em 2011. Para isso, uma das ideias que estão sendo desenvolvidas é a montagem de um estande onde será possível visualizar como é um trecho de mata preservado e outro, bem ao lado, depredado.

Embora tenha sido criada a disciplina de educação ambiental, o tema tem sido trabalhado em conjunto com outras matérias. No caso da professora Cláudia, há uma parceria com português e informática. “Os alunos estão fazendo pesquisas sobre matas, fauna e flora. Depois, produzem o material e usam recursos de informática para gerar uma apresentação multimídia”, explica. Entre as atividades está, inclusive, um levantamento de poesias da literatura brasileira que abordam a preservação e a sustentabilidade e serão declamadas pelos estudantes.

A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental 2 (que compreende as séries entre o 6° e o 9° ano), Roberta Selmi Baptista, explica que, além das atividades previstas para a disciplina, cada turma está sendo responsável por cuidar de um canteiro numa horta reativada na escola. “Essa iniciativa também faz parte de um trabalho sobre agricultura orgânica e hábitos alimentares saudáveis. Nossa proposta tem sido trabalhar com temas que pensem a sustentabilidade de forma integral, indo além da necessidade de preservação dos recursos”, afirma. A escola também instalou várias lixeiras para a coleta de materiais recicláveis.

“Depois de tanto ouvir falar sobre o meio ambiente, eu me sinto responsável por ele. É como se ele estivesse nas minhas mãos”, diz Gabriel Cruvinel Carvalho, de 12 anos. Assim como ele, outros estudantes já conseguem indicar mudanças de hábitos. “Tenho certeza de que, depois que começamos a estudar educação ambiental, eu gasto menos água no banho”, garante Leonardo Yudi Yamaguishi, de 13 anos.








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