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| Daniela Prandi | Agência Anhangüera | ||
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A campineira Ana Araki, aluna do quarto ano do curso de Midialogia da Unicamp, está desde o ano passado em um intercâmbio estudantil em Paris (Université Sorbonne Nouvelle), que terminará em junho. No semestre passado, ela e três amigos (Flávia Cardoso Sampaio, Guilherme Ferraz e Alina Bogdan) realizaram um curta-metragem de 5 minutos. O trabalho, inscrito no Short Film Corner do Festival de Cannes 2011, foi aceito. 'Graças à seleção do nosso filme, ganhamos credenciais para assistir às sessões do festival, que ocorrerá entre os dias 11 e 22 de maio', conta.
O filme, rodado inteiramente na França, se chama La Fille de Dibutades (A Filha de Dibutades). Trata-se de uma reflexão sobre a relação entre a arte fotográfica e a morte: como guardar a última imagem de alguém que já morreu? 'Para tal questão, partimos do mito da filha de Dibutades, mito da origem da pintura, e de um grupo de fotografias 'post-mortem' do final do século 19 e início do século 20. Utilizamos material próprio, como câmera, microfone, e improvisamos as locações, editamos no meu notebook e o figurino veio do armário dos atores mesmo', continua Ana.
O curso de cinema da Université Sorbonne Nouvelle de Paris tem uma formação estritamente teórica. 'Portanto, rodamos o filme com os conhecimentos que cada integrante do grupo tinha obtido anteriormente ou por meio de cursos fora da Université. No meu caso, foi a formação em Midialogia e o contato com algumas práticas em cinema e vídeo que foram essenciais no processo', completa.
Confira o trailer
La Fille de Dibutades (Teaser) from Ana Araki on Vimeo.
Mostra Um Certo Olhar
Trabalhar Cansa, primeiro longa da cineasta campineira Juliana Rojas e Marco Dutra, também fará parte da seleção oficial de Cannes. O filme, que foi rodado em Paulínia em 2010, terá sua estreia mundial na mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard), competindo pelos prêmios desta mostra e também pelo Caméra d’Or, reservado aos diretores estreantes em longa.
Juliana e Marco já exibiram seu trabalho duas vezes no festival francês: o curta O Lençol Branco (2004) fez parte da seleção da Cinéfondation e Um Ramo (2007) passou na Semana da Crítica. Este último levou o Prêmio Descoberta, entregue ao melhor curta da seleção segundo o júri.
















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