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01/02/2012 10:46:37
Decreto reduz área de quadra em loteamento  Compartilhar
foto: Prédios construídos em uma mesma quadra no Mansões

Prefeitura só vai aprovar novos parcelamentos do solo se as quadras tiverem, no máximo, 180 m de extensão

A Prefeitura de Campinas só vai aprovar novos parcelamentos do solo se as quadras tiverem, no máximo, 180 metros de extensão e, no mínimo, 40 metros de profundidade. Decreto publicado ontem no Diário Oficial do Município suspendeu a execução da lei que fixa o limite máximo de extensão da quadra em 300 metros e estabeleceu a regra de transição de 180 metros até que a legislação urbanística seja revista. A mudança atende a termo de compromisso e ajustamento de conduta (TCAC) assinado com o Ministério Público, que permitiu o desembargo dos empreendimentos da MRV, no Parque Jambeiro.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) acredita que a medida vai encarecer os empreendimentos e esse custo será repassado ao consumidor. O grande problema que o diretor da entidade, Márcio Benvenutti, vê no setor é a insegurança jurídica criada com as constantes alterações nos procedimentos de aprovações. “Hoje parece que tudo está sob suspeita e isso traz muita intranquilidade”, afirmou.

O tamanho das quadras está diretamente ligado ao aproveitamento do terreno. Quanto maior as quadras, mais possibilidade de construir torres na área. Com a redução, sobra mais espaço para o sistema viário. É o que ocorreu, por exemplo, nas Chácaras Primavera, onde as quadras enormes propiciaram o excesso de prédios, sem a devida infraestrutura, e criou um adensamento populacional indesejado na região.

“As exageradas dimensões provocam nefastos efeitos na circulação de veículos e permite excessivo adensamento populacional”, disse o promotor Valcir Kobori, que alinhavou o acordo assinado no início do ano. Segundo o promotor, a lei de 2004, sancionada pela prefeita Izalene Tiene (PT), é inconstitucional por vício de origem (foi apresentada por um vereador, quando deveria ser de autoria do Executivo).

No mesmo decreto de ontem, o prefeito Pedro Serafim (PDT) determina que os órgãos municipais observem as exigências do plano de estruturação urbana da região centro-sul (Parque Jambeiro) nos empreendimentos que aderiram ao TCAC. Esse plano é um projeto de regularização das aprovações dos empreendimentos, calculado em R$ 53 milhões, que visa dotar a região da infraestrutura necessária à qualidade de vida da população que reside e irá residir naquela região, que vive intenso adensamento.

Antes da MRV, que se comprometeu a investir R$ 31,8 milhões para sanar irregularidades geradas na aprovação do conjunto imobiliário Parque das Águas, a construtora Sol Panamby já havia assinado um compromisso com a Prefeitura para investir R$ 2,23 milhões em obras de infraestrutura na região do Parque Jambeiro, onde está construindo um bairro planejado, formado por três diferentes tipologias arquitetônicas. A empresa, que atualmente implanta o Prime Acqua, não tem obras embargadas, mas decidiu participar do acordo, antecipando investimentos que seriam feitos nos demais empreendimentos, como plano viário, de drenagem e demais infraestrutura. Falta, ainda, a adesão da Goldfarb ao termo de compromisso.

Lei antiga
A regra vai valer até que o Grupo Especial de Revisão da Legislação Urbanística (Gelu) faça a análise das leis e proponha mudanças. A legislação atual é antiga. A do parcelamento do solo, por exemplo, é de 1959 e foi sendo remendada ao longo do tempo. A de uso e ocupação do solo é de 1986, e também está remendada. Além de antigas, não são respeitadas.

A revisão da legislação urbanística é uma demanda também do promotor José Roberto Albejante, que atua na área do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico. Entre os projetos que o promotor considera a necessidade de um amplo debate estão o anteprojeto sobre os vazios urbanos, os decretos de licenciamento ambiental municipal, e propostas como a criação do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos de Campinas (Graprocamp), a lei de parcelamento do solo, de uso e ocupação do solo e o plano de melhoramentos urbanos.

Para Albejante, essas avaliações “são indispensáveis para evitar que o crescimento de Campinas incida nos dois maiores flagelos dos grandes centros urbanos: congestionamentos de tráfego e enchentes”.

Unidades de interesse social são novo foco

A Prefeitura deverá, nos próximos dias, editar novos decretos para o cumprimento do acordo feito com o MP. Os promotores têm preocupação com a concentração de unidades habitacionais de interesse social (Ehis). A lei diz que essas unidades devem ocupar lotes com área máxima de 10 mil m2.

Para quem já protocolou pedido de aprovação de Ehis, as rotinas e procedimentos estão mantidos, mas os novos vão observar regras de transição. O acordo com o MP prevê que a Prefeitura estabeleça que glebas que foram objeto de parcelamento com até 100 mil m2 possam ter somente um empreendimento tipo Ehis; para glebas de 100 mil m2 a 250 mil m2, serão permitidos dois empreendimentos; de 250 mil m2 a 500 mil m2, serão permitidos somente três e acima de 1milhão de m2, cinco.

Também é parte do acordo que a Prefeitura não mais aprove a abertura de sistema viário em glebas e áreas não parceladas. A exceção se dará apenas quando se tratar de alargamento de vias já existentes ou de diretrizes previstas no Plano Diretor ou nos planos locais de gestão (PLGs).
 

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26/01/2012 11:42:11
Estudante é o cliente da vez  Compartilhar
foto: Claudio Santos é o idealizador do Projeto Universi

Ingresso de calouros nas universidades e faculdades dispara a demanda no mercado imobiliário

Pico nas operações de aluguel ocorre entre os meses de dezembro e março

A locação para estudantes está entre as mais fortes vocações imobiliárias do Distrito de Barão Geraldo, seguida pelos loteamentos e condomínios fechados. A demanda gerada pelos calouros e universitários também já influência os preços de imóveis oferecidos na região do campus da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), principalmente nas avenidas de acesso aos portões da universidade e interligação com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), como a José Próspero Jacobucci e a Ana Maria Silvestre Adade.

Mas o movimento  impulsionado pelo público estudantil não se restringe a apenas as ofertas geradas no entorno das universidades e faculdades da cidade. De acordo com o presidente da Rede Imobiliária Campinas, Rodrigo Otávio Coelho de Souza, o ingresso dos  calouros faz com que a procura pela locação de imóveis aumente até 50% em Campinas também.

O pico nas operações de aluguel, segundo dados da entidade,ocorre entre os meses de dezembro e março, época mais aquecida. Segundo Souza, somente no entorno da Unicampo número de locações aumenta 35%, movimentação que prossegue até o final de março.

As operações de aluguel durante esse período do ano são aquecidas praticamente por esse público em particular, que prefere imóveis próximos às faculdades ou em localizações centrais.  O estudante procura um local com acesso facilitado a transporte coletivo, lojas de conveniência e supermercado no entorno, por exemplo. Regiões como o Centro, próximo ao campus Central da PUC Campinas, Botafogo, Mansões Santo Antônio e Barão Geraldo estão entre as mais procuradas pelos estudantes.

Em 99% dos casos, aponta Souza, os contratos são feitos pelos pais dos alunos e 70% deles optam pelo fiador como garantia locatícia. Os preços mais procurados variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil, chegando a R$ 2,3 mil com taxa de condomínio para apartamentos com três dormitórios e até duas vagas na garagem. Além do primeiro trimestre, outra época do ano com aumento na demanda pela locação de imóveis é  julho, graças à realização de vestibulares de Inverno.

No Distrito de Barão Geraldo,os  jovens são o principal público do mercado de locação e chama à atenção de cerca de 25 imobiliárias na região, aponta um levantamento feito pelaImobiliário Professor Sebastião, uma das mais tradicionaisno ramo.

No início de cada ano, na Imobiliária Professor Sebastião (IPS), o gerente de locação José Renato Rodrigues conta que os estudantes geram 90% domovimento de  locação. Segundoele, no começo do ano até a última chamada da Unicamp,em  meados de março, quitinetese apartamentos de um dormitório geram a maior  procura pelos jovens que estão se matriculandona universidade.

A faixa de preço mais procuradavaria de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil. Já no último trimestre do ano, o padrão dos imóveis disputados pelos universitários sobe e eles se interessam por casas de quatro ou cinco dormitórios. “Nessa fase, os alunos que estavam em  quitinetes vão formar as repúblicas, pois já têm afinidade com vários colegas e terão mais conforto e liberdade em casas amplas e bem localizadas”, observa o gerente  da IPS.

CONCEITO INOVADOR

Começa a funcionar no dia 6 de fevereiro a Universidades Hotel, empreendimento no bairro Mansões Santo Antônio voltado à  moradia de estudantes, porém, com conceito diferenciado. Segundo o idealizador do  projeto, Cláudio Santos, que se aposentou como livre docente em física pela  Unicamp, trata-se de um produto que oferece, além de moradia no estilo apart-hotel,  uma infraestrutura que proporcione segurança, bem-estar e praticidade para  estudantes de graduação e pósgraduação, que todos os anos migram para  Campinas.

O condomínio-hotel ocupa uma área de 7,5 mil metros quadrados no  final da Rua Arquiteto José Augusto Silva, 835. Até agora 320 pré-reservas foram   registradase a expectativa é de que a demanda exceda a capacidade do  Universidades Hotel, que consegue receber até 672 estudantes, acomodando até  quatro hóspedespor unidades. Serão colocados no mercado 168 apartamentos,  distribuídos em três torres, duas com 14 pavimentos e a central com 15 andares.  Cada torre terá quatro unidades por andar, com metragens entre 54 e 58 metros e quadrados. “Duzentos alunos deverão ocupar o empreendimento neste primeiro  semestre”, conta o idealizador do projeto.

Semelhantes a imóveis de padrão médio, os apartamentos estão divididas em duas suítes, sala e jantar e estar, cozinha americana e área de serviço. O complexo conta ainda com ampla área de lazer, composta por piscina, churrasqueira, quiosques, academia e quadra poliesportiva. Na Torre do Saber, localizada no 15º pavimento do prédio central será construída uma biblioteca com espaço para pesquisas e trabalhos em  grupo. 

PERFIL

  • Campinas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, conta com 68.863 universitários matriculados
  • Na cidade estão instaladas 22 instituições, segundo dados do MEC.
  • A PUC-Campinas vai receber 6.225 calouros a partir do dia 13 de fevereiro e a Unicamp, 3.320 calouros, com início das aulas marcado para 28 de fevereiro.
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04/01/2012 11:39:43
Novo impasse prolonga espera por desembargos  Compartilhar
foto: Compradores de imóveis da MRV, durante protesto re

MRV avalia benefícios e decisão pode demorar mais um mês

A espera pelo desembargo dos empreendimentos imobiliários do Parque Jambeiro, em Campinas, com obras paradas desde junho do ano passado, pode se estender por mais um mês. Em uma reunião ontem entre a MRV e a diretoria do Procon para a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do órgão, a construtora afirmou que irá analisar o documento e fazer uma contraproposta. A empresa tem até  o dia 31 de janeiro — prazo estipulado pelo Ministério Público para a assinatura do texto — para fazer as alterações no documento, que passará ainda pelo crivo do Procon antes de ser aprovado

Procon quer alterar cláusula que retira subsídio de mutuários

O motivo que impediu a construtora de assinar o texto do órgão municipal foi a   cláusula que trata dos subsídios concedidos aos mutuários, através do Programa Minha Casa, Minha Vida. No documento do Procon, os benefícios do programa  habitacional seriam concedidos a todos os compradores da MRV, da mesma formaque foi simulado no momento da assinatura da compra dos apartamentos. O    texto difere do acordo redigido pelo Ministério Público (MP), em que os benefícios só seriam destinados aos mutuários que não se enquadrassem mais no programa atual do governo federal. Procon e compradores argumentam que muitos mutuários tiveram aumento na renda durante esses meses, por isso teriam os subsídios  reduzidos nos moldes atuais do Minha Casa, Minha Vida.

Diante deste cenário, o prefeito Pedro Serafim (PDT) pode seguir por dois caminhos. Uma das opções é assinar o TAC do MP e desembargar as obras nos próximos dias. Porém, Serafim disse à reportagem na segunda-feira que, se o impasse entre construtora e Procon não fosse resolvido nesta semana, ele iria aguardar o retorno do promotor de  urbanismo, Valcir Kobori, que está de férias até fevereiro, para resolver o assunto.

O secretário de Gestão e Controle, André Laubenstein, disse que a intenção da  Prefeitura é resolver a questão o mais rápido possível, porém, é necessário que as  partes cheguema um consenso. “É um assunto que envolve a vida de milhares de  pessoas que estão morando de aluguel, de favor na casa de parentes. É um  documento complexo, que não pode ser assinado sem a dimensão dos efeitos que ele pode gerar”, disse Laubenstein.

A assessoria da MRV foi procurada durante todo o dia de ontem para comentar o assunto, mas não foi encontrada. A diretora do Procon, Viviane Belmont,afirmou que os advogados da construtora disseram não ser possível atender as solicitações dos mutuários em relação aos subsídios. “Por  enquanto, o único consenso que existe é emrelação ao congelamento do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) que será retroativo a até seis meses a data de assinatura do contrato”, disse Viviane. A diretora afirmou ainda que os  mutuários já abriram mão de coisas importantes e que ficaram de fora do TAC, como as medidas compensatórias (auxílioaluguel) e ressarcimento dos custos dos corretores. “No entendimento dos compradores, todas essas medidas seriam justas, mas para facilitar o processo eles acharam melhor resolver isso em um segundo momento.”

Um dos representantes dos mutuários, o analista de produção Daniel Cantarani, de 27 anos, disse que os compradores estão angustiados, mas que é melhor queo documento seja assinado de forma justa. “Se o prefeito assina o acordo doMP como está, não poderemos pagar os apartamentos”, disse.

Hoje, a reunião será entre o Procon e a PDG (antiga Goldfarb), que também tem empreendimentos imobiliários embargados no Jambeiro. Entre obras da MRV e PDG, são 11 mil unidades embargadas por irregularidades no projeto aprovado.

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04/01/2012 11:33:48
Aeronáutica libera prédios a morador de área de risco  Compartilhar
foto: Residencial Parque Campinas: ocupação estava suspe

Aeronáutica autoriza residencial em “área de aproximação” de Viracopos

O Comando Aéreo Regional (Comar) do Ministério da Aeronáutica autorizou a Prefeitura a liberar o Residencial Parque Campinas, no bairro Vida Nova, para ser ocupado por moradores de áreas de risco. A transferência das 140 famílias para ocupar as unidades estava paralisada desde novembro, com risco de ser embargada porque o empreendimento está no chamado “cone de aproximação” do  Aeroporto Internacional de Viracopos e teria sido construído sem o necessário laudo do Comar atestando a viabilidade do empreendimento.

Na segunda-feira, o comando emitiu laudo autorizando a ocupação dos imóveis e, com isso, informou o secretário de Negócios Jurídicos, Antônio Caria Neto, a Prefeitura irá emitir o Habite-se e hoje a Secretaria de Habitação repassará o nome das pessoas que irão adquirir os apartamentospara a Caixa Econômica Federal (CEF), para que sejam  chamadas para assinar os contratos.O residencial integra o programa Minha Casa,  Minha Vida, e está concluído desde outubro. Ele possui sete torres, que custaram R$  ,280 milhões e estão destinadas a famílias com renda de até R$ 1,6 mil.

A legislação estabelece que “todos os lotes do loteamento, bem como as áreas  públicas de praças, equipamentos públicos e comunitários, deverão obedecer ao  limite máximo de 8 metros de altura para as edificações e demais equipamentos, contados a partir da cota natural do terreno”. Os prédios têm 14 metros de altura,  mas estão a mais de dez quilômetros de Viracopos, fora, portanto, da Zona de  Proteção de Aeródromo. Com base nisso, o Comar liberou a obra.

A falta deumlaudo  foi verificada durante as auditorias que têm sido feitas em todos os contratos da gestão anterior à do atual secretário de Urbanismo, Luis Yabiku.

O gerente regional  da CEF, Marcos Fontes, disse que todos os procedimentos legais, ambientais e operacionais previstos foram adotados, inclusive diretrizes municipais, como projeto aprovado pela Administração municipal e alvará de construção emitido pela  Prefeitura.A construtora havia comunicado à Caixa que já tinha protocolado no Comaro documento solicitado, atendendo à nova exigência da Secretaria de  Urbanismo. (Maria Teresa Costa/AAN)

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05/12/2011 10:57:34
Imóvel na praia. Mas em Miami  Compartilhar
foto: Bonita, cobiçada e, agora, barata: assim é Miami B

Brasileiros adquirem propriedades num dos endereços mais badalados do mundo

Miami Beach é um dos endereços mais badalados do mundo e enário de vários filmes e seriados.

Crise nos EUA fez os preços despencarem em cerca de 70%

Já o Brickell é umdos grandes centros de negócios do planeta e caminho certo para quem quer prosperar nos Estados Unidos. Até poucos anos, ter a posse de um imóvel em uma dessas cobiçadas praças era umsonho de consumo mesmo para os brasileiros mais abastados. Mas isso é passado. Hoje, os mercados de Miami e de outras grandes cidades norte-americanas vêem os compradores daqui adquirirem casas, apartamentos e salas comerciais com um apetite considerável - e muitos já  planejam as férias de final de ano aproveitando o Sol que brilha forte na Flórida.

Os  imóveis mais procurados pelos brasileiros têm preços que variam de US$ 120 mil (cerca de R$ 215 mil) a US$ 500 mil (cerca de R$ 896 mil) - preços totalmente  inimagináveis há cinco anos, quando eram, no mínimo, 70% maiores. Menos possível    ainda era que os brasileiros da classe média alta tivessem acesso a eles com  tamanha facilidade, como acontece agora.

Boa parte dos produtos à venda é de  imóveis que foram devolvidos aos bancos pelos antigos proprietários: duramente  atingidos pela crise financeira, eles não conseguiram pagar as dívidas com as instituições, que então os retomaram.

Mas se aventurar no mercado imobiliário dos EUA exige cuidados com a legislação e o apoio de profissionais que conheçam o mercado imobiliário americano. O que também já não é mais um problema: com o fluxo de negócios tão intenso, já há escritórios de  advocacia  e imobiliárias brasileiras enorte-americanas que firmaram parcerias para  cuidar dos interesses dos clientes daqui.

“A maioria dos compradores quer um local próprio para passar as férias ou para algum parente ficar.” GIULIANO GUERREIRO GHILARDI - Advogado especializado

O trabalho conjunto facilita para os brasileiros acessarem as ofertas do mercado dos  Estados Unidos. Mais do que isso, quem já comprou afirma que é fundamental ter esse tipo de suporte. O advogado da Guerreiro, Valio e Advogados Associados, Giuliano Guerreiro Ghilardi, comenta que vários compradores que buscaram por imóveis em Miami eram proprietários de casas ou apartamentos em cidades litorâneas brasileiras.

Outros procuravam por produtos no Litoral brasileiro, mas os preços não  estavam nada convidativos. “A maioria dos compradores que assessoramos  procurava pelo imóvel para passar férias ou como moradia para um familiar que passaria uma temporada nos Estados Unidos. Mas há uma parcela, entre 20% a 30%  das pessoas, que comprou o imóvel para investir. Os apartamentos ou casas ficam alugados o ano todo. E grande parte dos locatários é brasileira”, diz.

Ele relata que  90% das transações que tiveram a assessoria do escritório foram em Miami e 10% em  Orlando.Ghilardi afirma que há várias oportunidades no mercado americano hoje   em carteiras de bancos, leilões e nas imobiliárias de lá. “Os imóveis já são periciados e  vistoriados. Assim, o comprador tem maior garantia de que está adquirindo o que    deseja”, comenta.

Mas ele alerta os interessados que é preciso trabalhar com imobiliárias reconhecidas no mercado. “Há regras legais que devem ser seguidas. As exigências sãomaiores no  rasil e o ideal é que o comprador tenha o acompanhamento de um bom corretor e  também de um escritório de advocacia”, recomenda.

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01/12/2011 15:30:08
Galante amplia e renova  Compartilhar
foto: O diretor do Grupo Galante, Cláudio Galante, comem

Reestruturação organizacional resulta no
desmembramento de três áreas de atuação

A Galante Imóveis, uma das mais tradicionais empresas do ramo imobiliário e de administração condominial de Campinas, iniciou uma reestruturação organizacional, com a criação do Grupo Galante Imóveis e o desmembramento das três áreas de atuação da imobiliária — condominial, locação e administração de imóveis e venda de  imóveis prontos e lançamentos.

De olho na expansão imobiliária que vem ocorrendo nos últimos anos em Campinas, a Galante Condomínios se desvinculou fisicamente da Galante Imóveis, que continua  funcionando com as áreas de venda e locação no número 2024 da Avenida Orosimbo Maia, sede da empresa há 35 anos.

O novo endereço para o atendimento de síndicos que integrama carteira de clientes, com aproximadamente 100 condomínios e seis mil  condôminos, desde a primeira quinzena de setembro é a Rua Coronel Quirino, 1847, no coração do Cambuí. “Estudamos a reestruturação durante um ano e optamos pelo Cambuí. Além do fácil acesso, estamos próximos dos nossos clientes”, afirma o diretor do Grupo Galante, Cláudio Galante.

A sede da Galante Condomínios funciona em um espaço integrado, unindo o departamento pessoal, contabilidade e  gerenciamento administrativo, onde ocorre o atendimento propriamente dito de síndicos e moradores de cada empreendimento. 

Integração de departamentos trouxe dinamismo, eficiência e a redução dos custos

Segundo Galante, a integração dos departamentos proporcionou maior ritmo da produção interna, dinamismo, minimizou custos e aumentou a eficiência no trabalho. Outra mudança impulsionada pela reestruturação foi o aumento de 30% no número de funcionáriospara o mesmo volume de condomínios em carteira. “Trata- se de um novo  conceito administrativo. Reorganizamos e treinamos nossa equipe para oferecer a  mesma qualidade de atendimento dentro do nossoplano de expansão.” Um dos  indicativos de qualidade nos serviços e fidelização entre os clientes, compara o   diretor, é o fato de a maior parte dos condomínios manter contrato com a empresa há mais de 10 anos, e alguns permanecem com a administradora desde que a   empresa foi fundada. A meta para 2012 é incrementar a carteira de condomínios com uma expansão de 40% no volume de clientes.

Entre as regiões estudadas pela empresa para novas captações estão o Parque Prado, Jambeiro, Mansões  Santo Antonio e o próprio Cambuí. A autogestão, modalidade na qual o próprio condomínio cuida de suas contas, segundo Galante, é adotado em cerca de 30% dos residenciais da cidade. “A tendência é a profissionalização da gestão condominial,pelas vantagens que vão desde economia nas despesas até a responsabilidade por manter os serviços pagos funcionando”, explica.

  • A Galante Condomínios administra aproximadamente 100 condomínios em Campinas, dos quais mais de 40% estão localizados no Cambuí e imediações.
  • O departamento jurídico da administradora é assessorado pelos advogados Henrique Palmieri Gabi e André Capponi.
  • Tradicionalmente, a área condominial é responsável por gerar um terço do faturamento do Grupo Galante Imóveis. Com a ampliação da carteira, a  previsão é de que a participação do segmento passe para 50% do faturamento do grupo.
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29/11/2011 16:59:55
Índia inaugura casa "ao contrário"  Compartilhar
foto: AFP

Casa feita de ponta cabeça é vista em rua de Nova Déli, na Índia. A construção, recentemente inaugurada em Indirapuram, deve abrigar uma casa noturna e será a terceira casa "ao contrário" do mundo

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08/11/2011 16:05:15
Construtora fará obra para liberar imóveis no Swift  Compartilhar
foto: Veículos passam por condomínio em fase final de ob

Goldfarb terá de investir R$ 1,4 milhão em intervenções na área

A empresa Goldfarb Construções assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Campinas no valor de R$ 1,4 milhão para intervenções no sistema viário na região do bairro Swift. Com o acordo, a Prefeitura liberou o Habite-se para que os compradores se mudem para os apartamentos do Residencial Perfect Life. O prazo inicial de entrega do imóvel era março.

Prédios deverão ser ocupados antes do início das ações

Com esse valor, serão feitas intervenções paliativas para viabilizar o trânsito local, que é uma das áreas com maiores pontos de congestionamento de Campinas devido ao fluxo intenso de pessoas que frequentam a Universidade Paulista (Unip) e hipermercado Extra. A Goldfarb terá de realizar estudos sobre a quantidade de veículos que trafegam pela área. Somente depois disso, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) determinará as intervenções a serem feitas.

A Emdec informou que a Goldfarb terá de implantar novos semáforos, construir trevos e realizar pinturas no solo, além de colocação de placas. A empresa tem até o final de novembro para apresentar esse estudo. As intervenções deverão ser feitas até fevereiro do ano que vem, aproveitando o período de férias da Unip e a consequente diminuição no trânsito.

Para o secretário de Urbanismo, Luis Yabiku, as medidas serão suficientes para evitar colapso no trânsito local. Ele também garante que não haverá problemas pelo fato de as intervenções serem iniciadas depois que os apartamentos começarem ser ocupados pelos compradores.

Somente no Residencial Perfect Life  serão cerca de 700 famílias a mais circulando pela região. Outro empreendimento da  Goldfarb, localizado ao lado, é o Residencial Inspiratto que possui 400 apartamentos e  já começou ser ocupado. “São apenas 700 famílias e o grande problema ali é no  horário de pico e por causa da Unip na entrada e saída dos alunos”, disse o  secretário.

A Goldfarb não se manifestou sobre as ações exigidas pela Prefeitura.  Informou apenas, por meio de assessoria de imprensa, que as obras serão entregues  até o final de fevereiro do ano que vem. A construtora também não informou quando  entregará as chaves aos compradores. Somente que será realizada uma assembleia  para que seja definida a gestão do condomínio, como a escolha de um síndico, por  exemplo, mas não há data definida.

Plano macro A
assinatura do TAC foi uma medida  para sanar de forma imediata o problema de trânsito na região do Swift. A Prefeitura  articula um plano macro que tenha abrangência das empresas instaladas na região. Nesse projeto poderá ser exigido desde alargamento de ruas até construção de  viadutos. A Prefeitura pretende exigir investimentos da Unip, Extra e de uma empresa (de nome não divulgado) que planeja um empreendimento no local, além da Goldfarb.       

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26/10/2011 10:33:51
União vende 44 imóveis ferroviários  Compartilhar
foto: Área de 56,4 mil metros quadrados, entre as ruas A

Bar tradicional situado na Estação Cultura consta na lista publicada no Diário Oficial da União

O governo federal vai vender 44 imóveis em Campinas, que pertenceram à extinta  Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), e fazer caixa para o pagamento de participações dos acionistas minoritários da rede ferroviária, despesas decorrentes de condenações judiciais, de regularização e administração. A venda gerará recursos destinados ao Fundo de Contingente, operado pela Caixa Econômica Federal. A maior parte dos imóveis está ocupada irregularmente e são poucos os que pagam concessão pelo uso das áreas.

Comércio ocupa locais de forma irregular e não paga concessão

Os 44 imóveis são parte de um lote de mais de 500 terrenos e edificações em todo o País que o governo quer vender para arrecadar R$ 703,2 milhões, valor estimado pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), atual proprietária dos bens. Um dos imóveis  listados ontem em publicação no Diário Oficial da União é o bar dentro da Estação Cultura e que há mais de 60 anos é administrado pela família dos atuais concessionários Marcos e Emílio Rogel. O bar é parte da história da estação e exerceu papel significativo, junto com a barbearia, no período de decadência da ferrovia, quando os trens de passageiros deixaram de circular e a estação ferroviária ficou abandonada. Os irmãos Emílio e Marcos Rogel foram os guardiões da estação,  impedindo que ela fosse atacada por vândalos.

Marcos gostaria de comprar o bar. Hoje ele tem a concessão, por tempo indeterminado, daquele espaço, mas acha difícil essa venda se concretizar. “Como você passa a escritura de um imóvel que está dentro de outro? É a mesma coisa que você comprar apenas um quarto de um apartamento”, analisa. O bar foi oferecido algumas vezes pela rede ferroviária e pela SPU, mas ele tem dúvida sobre a legalização da venda, no entanto, se houver leilão, ele dará um lance. A maioria dos imóveis que serão colocados à venda é formada por terrenos, que somam 332,8 mil metros quadrados. Muitos estão ocupados, como uma  área de 1,5 mil metros quadrados na Avenida Barão de Itapura, que é utilizada por uma loja de móveis rústicos.

A proprietária Adriana Bezerra disse que tem interesse em adquirir o terreno desde que comprou o ponto, há dez anos, para poder regularizar  a situação. Antes dela, o local era uma loja de móveis e antes, uma loja de  autopeças. Esses comércios tomaram posse do terreno, sem fazer qualquer  pagamento à União. É parte do lote que será leiloado em data ainda a ser definida, dois terrenos na Rua Artur Canguçu, que junto somam 2,2 mil metros quadrados. A área  está ocupada por barracões. O Correio não conseguiu contato com o dono da loja de locação de geradores instalada no área da antiga RFFSA. O governo incluiu na lista  uma edificação dentro do patio ferroviário central, parte dos bens não operacionais da  América Latina Logística (ALL), que no passado foi utilizado por uma barbearia.  

Hoje não há vestígio do prédio, no meio do abandono dos imóveis ferroviários na Vila   Industrial. Também a sede do lube ferroviário, que ficava  em área que hoje está sendo  ocupada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), será vendida. 

Uma área de 56,4 mil metros quadrados, entre as ruas Ary Barroso e Mário  Natividade, o Taquaral, também será colocada à venda. Essa área é parte do antigo leito da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e integra uma negociação que há  muito tempo vem ocorrendo entre Prefeitura e União. A Prefeitura planeja utilizar essa área e todo o trecho do leito ferroviário até próximo ao Galleria Shopping como corredor de ônibus. Um projeto de inclusão desse trecho foi incluído do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Grandes Cidades, mas acabou sendo retirado em função dos cortes que o governo fez nas demandas de Campinas.

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20/10/2011 10:19:06
Salão é vitrine de imóveis  Compartilhar
foto: Dostoiévscki Vieira Silbonne, diretor executivo do

Feira acontece de 27 a 30 deste mês, no estacionamento coberto do 2º piso do Shopping Iguatemi Campinas

Expectativa é atrair 12 mil pessoas e movimentar cerca de R$ 350 milhões

O 3º Salão Imobiliário de Campinas e Região (SIM), evento do setor imobiliário que tem a participação de imobiliárias, incorporadoras e loteadoras, transforma a cidade em uma vitrine do setor, com a oferta de 15 mil imóveis. A expectativa dos organizadores da feira é atrair 12 mil pessoas e movimentar cerca de R$ 350 milhões entre os negócios fechados durante o evento e nos próximos 90 dias. Em 2009, o 2º SIM atraiu 10 mil pessoas e gerou R$ 250 milhões em negócios. Serão 50 estandes de  imobiliárias e incorporadoras, com várias opções de imóveis usados, novos e loteamentos em diversas cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), além de ofertas no Litoral Norte de São Paulo. Segundo o organizador do evento,  Dostoiévscki Vieira Silbonne, diretor-executivo da EPX de Comunicação, o carro-chefe do evento serão os lotes, que devem representar 40% do volume ofertado, com terrenos de 125 metros quadrados a partir de R$ 60 mil, em cidades como Hortolândia,  Sumaré e Itatiba. Cerca de 25 imobiliárias estarão presentes no 3º SIM, somando cerca de 25 mil unidades em estoque, 10 mil imóveis com preços entre R$ 150 mil e R$ 250 mil. Uma das novidades, antecipa Silbonne, é a linha de crédito  imobiliário do Banco do Brasil, que oferece uma das mais competitivas taxa de juros de 8,4% ao ano, que chega a ser até 1% menor em relação às taxas do mercado.

O 3º SIM destaca ofertas localizadas em diversas cidades da RMC, Capital e até no Litoral Norte

Muitos empreendimentos serão lançados simultaneamente, como lotes, apartamentos, casas e condomínios fechados para os variados públicos. Com a estimativa de gerar cerca de R$ 4 milhões em negócios, a Provectum Imóveis vai oferecer casas e apartamentos, além de lançamentos em fase inicial e final de construção em  condomínios fechados. “Temos um banco de dados com mais de quatro mil imóveis usados. A nossa estimativa é vender cerca de 15 imóveis durante a feira. O valor médio será de R$ 250 mil”, diz o presidente da Provectum Imóveis, Luís Bueno. A Brookfield Incorporações vai apresentar dois prédios residenciais — com apartamentos de 119 metros quadrados e 96 metros quadrados —, informa o gerente comercial Guilherme Salgado. “Eles não estarão à venda, mas vamos mostrar o projeto e, com certeza, despertar o interesse dos clientes" , afirma. (Colaborou Luciana Brunca/AAN)

MIX DE OPÇÕES
Quem visitar o 3º SIM vai encontrar ofertas localizadas em diversas cidades da RMC, Capital e Litoral Norte. Em parceria com a incorporadora Oportuna, a Macerata  Empreendimentos Imobiliários terá quatro lançamentos em Campinas e Valinhos. São condomínios fechados, com lotes de 94,92 a 432 m2, e mais de 100 unidades em vilas residenciais. A Fernandez Mera Imobiliária fará o lançamento de 400 casas e 800 apartamentos populares, loteamentos fechados de 137 a 1.000 m2, de médio e alto  padrão, em Campinas, Indaiatuba, Valinhos e Holambra. A Scopel, parceira da Carlyle Group, um dos maiores fundos de private equity no mundo, apresentará residenciais de alta qualidade, diferenciados para diversos perfis de consumidor. A Linha Reserva, por exemplo, conta com um conceito inovador, desenvolvido por um dos maiores  escritórios de arquitetura do mundo, E-Sciences Sustainable Landscape Architecture,responsável por parte dos projetos da Universal Studios e famosos residenciais da Flórida. Os interessados em comprar terrenos de 360 m² em loteamento fechado na cidade de Itupeva, podem procurar a Horto da Mina. O  empreendimento, de alto padrão, conta com cerca de 100 mil m² de área verde, um clube privativo com piscinas, quadras, campo gramado, academia, salão de jogos,  salão de festas, sauna, além de trilhas e um lago. O loteamento fica na Estrada da Mina, com fácil acesso pelas rodovias dos Bandeirantes, Anhanguera e Vice Prefeito Hermenegildo Tonoli, apenas dois minutos do centro de Itupeva e a 35 minutos de São  Paulo.

NA AGENDA
3º SIM — Salão Imobiliário de Campinas e Região
Data:
27 a 30 de outubro Local: estacionamento coberto do 2º piso do Iguatemi Campinas.
Horário de funcionamento:
10h às 22h (nos dias 27, 28 e 29/10) e das 10h às 20h (no dia 30/10)
Entrada:
gratuita, mediante inscrição pelo site www.simrmc.com.br.
Os interessados poderão doar alimentos não perecíveis.3º SIM — Salão Imobiliário de Campinas e Região

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07/10/2011 14:45:08
Mapa da contaminação em SP inclui área do Mansões  Compartilhar
foto: Condominio Parque Primavera, construído em área co

Bairro campineiro e Aterro Mantovani, em Posse, estão na lista dos 10 casos mais graves do Estado

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) incluiu a área do Mansões Santo Antonio, em Campinas, na lista dos dez locais de contaminação mais graves do Estado de São Paulo por colocar em risco a vida das pessoas que moram próximas. A lista, que está no site do órgão fiscalizador, traz também o Aterro Mantovani e Cetrin, em Santo Antonio de Posse, na Região Metropolitana de Campinas (RMC). O caso aparece entre os cinco que têm relatórios em fase de elaboração — portanto não há detalhes disponíveis sobre a extensão contaminação.

Além desses dois casos, o relatório inclui o Shopping Center Norte, na Capital; o terreno onde funcionava a fábrica da Duracell no bairro de Jurubatuba (zona sul de São Paulo), além de bairros e conjuntos habitacionais na Grande São Paulo.

A contaminação ambiental no bairro campineiro foi causada pela extinta indústria de recuperação de solventes Proquima. A empresa esteve instalada na área de 1973 até 1996, período em que sofreu 13 autuações da Cetesb, entre multas e advertências. A indústria chegou a ser interditada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em 1990, após um incêndio em suas instalações, mas continuou funcionando sob força de liminar até outubro de 1996.

Encerradas as atividades, a Proquima vendeu lotes do terreno à construtora Concima, que ergueu no local três torres residenciais, com 52 apartamentos cada uma. Dessas, apenas uma está ocupada, e poderá ser interditada pela Prefeitura. O projeto inicial da Concima era erguer oito torres, em dois lotes, mas a constatação da contaminação impediu o projeto.

O Aterro Industrial Mantovani, localizado no Sítio Pirapitingui, em área rural do município de Santo Antonio de Posse, iniciou suas atividades em 1974, recebendo, no início de suas operações, resíduos industriais gerados no processo de reciclagem de óleos lubrificantes. Posteriormente, o aterro passou a receber outros tipos de resíduos industriais, até que, em setembro de 1987, teve suas atividades interrompidas pela ação de fiscalização e controle da Cetesb, constituindo hoje um passivo ambiental de contaminação do solo e das águas subterrâneas por diversas substâncias químicas orgânicas e inorgânicas.

Outro empreendimento, a Central Técnica de Tratamento e Disposição de Resíduos Industriais (Cetrin) também exerceu a atividade de aterro industrial na área do Sítio Pirapitingui, recebendo basicamente lodos de sistemas de tratamento de efluentes líquidos de galvanoplastias, no período de 1984 a 1987, quando também teve suas atividades interrompidas pelo órgão estadual.

O Ministério Público (MP) ingressou, em 1988, com uma ação civil pública contra os aterros. Como resultado desta ação, em 1995, o responsável pelas áreas foi condenado a pagar mais uma indenização para reabilitar o local. Tendo em vista que as ações desenvolvidas, tanto pela Cetesb quanto pelo MP, até então, não produziram efeito prático, porque o proprietário dos aterros não cumpriu as exigências formuladas, alegando dificuldades financeiras. A partir de 2000, a estatal e os promotores decidiram, conjuntamente, acionar as empresas que depositaram resíduos nos aterros, para a busca de solução.

Esta ação culminou com a assinatura, em 1º de setembro de 2001 de termo de compromisso entre a maioria das empresas envolvidas. Este instrumento, aditado por diversas vezes, tem sido o responsável pelo desenvolvimento de ações para resguardar receptores de risco, diagnosticar a contaminação da área e implantar as medidas necessárias para sua reabilitação.

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03/10/2011 10:19:21
Construções verticais paralisadas  Compartilhar
foto: Prédios inacabados na Avenida José de Souza Campos

1 - Av. José Sousa Campos (Norte-Sul) ao lado do nº 1.320 – Cambuí
Obras em andamento para futura concessionária de veículos


2 - Av. José Sousa Campos esquina com Rua Nuporanga – Cambuí
Obras em andamento para futura concessionária de veículos
 

3 – Rua Orlando Fagnani, nº 418 – Nova Campinas
Obra parada


4 – Rua Chrispin Ferreira Sousa ao lado nº 117 – Jd. Paranapanema
Obra parada


5 – Rua Proença, nº 1233 – Jd, Proença
Obra parada


6 – Av. Princesa D’Oeste, nº 859 – Jd. Proença
Obra parada


7 – Rua José Paulino entre os nºs 89 e 109 – Centro
Obra parada


8 – Rua Álvares Machado, ao lado nº 272 – Centro
Obras em andamento para prédio residencial


9 – Rua Francisco Teodoro, nº 1261 - Vila Industrial
Obra parada

10 – Rua Irmã Serafina, nº 885 – Centro
Prédio paralisado, usado como estacionamento


11 – Rua Silva Telles esquina com Rua Torlogo Dauntre – Cambuí
Obra parada


12 – Rua Benjamin Constant ao lado do nº 1820 – Centro
Obras em andamento para prédio residencial


13 – Rua Santos Dumont, nº 277 – Cambuí
Obras em andamento para prédio residencial


14 – Rua Falcão Filho esquina com Rua Hercules Florense – Botafogo
Obras em andamento para prédio residencial


15 – Rua Luiz José Pereira Queiroz, nº 130 – Botafogo
Obra parada


16 – Rua Antonio Lobo, nº 637 – Vila Itapura
Obras em andamento para prédio comercial


17 – Rua Dr. Alberto Ferraz de Abreu, nº 78 – Jd. N. Sra. Auxiliadora
Obra parada


18 – Rua Jorge Krug, nº 311 – Guanabara
Obras em andamento para prédio residencial


19 – Av. Andrade Neves – Botafogo
Obra parada
 

20 – Rua Nelson Alaite, ao lado do nº 71 – Mansões Santo Antônio
Obra parada
 

21 – Rua Hermantino Coelho ao lado nº 704 – Mansões Santo Antônio
Obra parada
 

22 – Rua Adelino Martins ao lado nº 431 – Mansões Santo Antônio
Obra parada
 

23 – Rua Arquiteto José Augusto Silva, nº 811/835 – Mansões Santo Antonio
Obra parada
 

24 – Rua Campo Grande esquina R. João Batista Alves da Silca Telles – Vila Maria Eugênia
Obra parada
 

25 - Rua Campo Grande, esquina com Rua Waldemar José Strazzacappa -
Vila Maria Eugênia
Obra parada
 

26 – Rua Manoel Silvestre de Feritas, esquina R. Santa Rita do Passa Quatro Nova
Europa
Obra parada
 

27 – Rua Itapemirim ao lado nº 175 – Jd. Itaiú
Obra parada
 

28 – Rua Dom Joaquim Mamed Silva Leite, nº 40 – Jardim do Lago
Obras em andamento para prédio residencial
 

29 – Rua Hermantino Coelho, nº 299 - Mansões Santo Antônio
Obra parada
 

30 – Rua Vitoriano dos Anjos, esquina com Rua Sandoval Meirelles – Ponte Preta
Obra parada

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03/10/2011 09:46:14
Jambeiro: secretário diz ter acordo  Compartilhar
foto: Obras de imóveis residenciais no Parque Jambeiro,

Segundo Luis Yabiku, acerto, que ainda depende de aval do MP, pode desembargar imóveis

O secretário municipal de Urbanismo de Campinas, Luis Yabiku, garantiu ontem que tem em mãos um acordo que pode finalmente acabar com o embargo das obras de empreendimentos imobiliários no Parque Jambeiro desde julho. Segundo ele, falta apenas o sinal positivo do Ministério Público (MP)—mais precisamente dos promotores Valcir Kobori, de Habitação e Urbanismo, e José Roberto Carvalho Albejante, de Meio Ambiente — para que seja firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Com isso, os trabalhos já poderiam ser retomados. A única questão é que, das quatro construtoras envolvidas no assunto, apenas uma, a Goldfarb, teria assinado oficialmente o acerto.

Intenção é firmar um compromisso formal com a Promotoria

As empresas MRV, que tem obras embargadas ao lado da Goldfarb, a Sol Panamby e a Rossi, que não estão envolvidas no problema, mas contam com empreendimentos na região afetada pelo embargo que podem ser beneficiados pelas melhorias no futuro, ainda não teriam oficializado a sua concordância com o que pretende o governo municipal. A MRV e a Goldfarb teriam que desembolsar R$ 30 milhões para as obras. A Rossi responderia por R$ 4 milhões e a Sol Panamby, por R$ 2,5 milhões. “A empresa continua analisando a proposta apresentada pela Prefeitura acerca dos projetos de melhorias no Parque Jambeiro”, informa uma nota oficial divulgada pela Rossi, deixando claro que ainda não tem a decisão final sobre o assunto. O secretário  reforça que o drama para os compradores dos apartamentos embargados pode chegar ao fim em breve. “Na semana que vem, nós levaremos à Promotoria essa  proposta. Vamos mostrar que todas as iniciativas que a Prefeitura tomou   atendem ao que eles (os promotores) estavam esperando. O trabalho não foi feito por  terceiros, mas pelos próprios técnicos da Administração”, aponta Yabiku. “Nós sabemos muito bem que tipo de necessidade e equipamentos públicos a população precisa lá. Por exemplo: escolas, creches, postos de saúde e praças. Tudo foi contemplado. Além de melhorias das ruas”, garante o chefe da pasta de Urbanismo. Ainda segundo Yabiku, o estudo de drenagem também foi realizado. “Ali sempre foi  uma área de enchentes. Em função disso, a Goldfarb atendeu o pedido daAdministração de colocar mais dois tubos debaixo da Rodovia Anhanguera, com diâmetro maior, para dar vazão à chuva. Esse pedido vai ser atendido, assim como  também a necessidade da construção de um viaduto sobre a estrada para melhorar o fluxo de veículos, além de fazer uma via marginal na altura do bairro”, comenta o  secretário. “São grandes obras onde a cidade como um todo vai ganhar”, diz, atestando que tanto a Rossi quanto a Sol Panamby aceitaram participar do rateio para as obras. “Elas vão desembolsar um valor menor, mas já concordaram em participar. É preciso essa ajuda porque os seus empreendimentos vão se beneficiar das melhorias no sistema viário e de drenagem ali”, afirma o secretário. Jarretta O ex-secretário municipal de Urbanismo Hélio Jarretta — que ocupou a pasta durante o governo de  Hélio de Oliveira Santos (PDT)—poderá depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção na próxima quartafeira, no plenarinho da Câmara. A informação é   do presidente da comissão, o vereador Artur Orsi (PSDB). O depoimento é um dos  mais aguardados pelos parlamentares porque a gestão do exsecretário foi envolvida em denúncias de supostas irregularidades. Jarretta foi o responsável, por exemplo, pela liberação dos empreendimentos do Parque Jambeiro sem que fossem realizadas obras básicas de infraestrutura, o que acabou gerando o embargo que afeta a vida de milhares de pessoas atualmente. O depoimento é uma oportunidade de ele, enfim, dar a sua versão dos fatos. De acordo com estimativas feitas pelo atual secretário de  Urbanismo Yabiku, as construtoras deixaram de realizar obras de infraestrutura — as chamadas contrapartidas — que somam pelo menos R$ 100 milhões em investimentos na região das obras colocadas sob suspeita. 

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29/09/2011 15:04:15
Taxa em bolsões é colocada em xeque  Compartilhar
foto: Guarita com portão delimita a Rua Rafael Siglioni,

A cobrança polêmica, segundo decisão recente do Supremo Tribunal Federal, é inconstitucional

Uma decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, no último dia 20, coloca em xeque o polêmico pagamento de taxa de condomínio por moradores de vilas e ruas que foram fechadas por moradores em busca de segurança. O assunto é discutido na Justiça em Campinas desde os anos 1990. A cobrança, segundo a recente decisão da corte, é inconstitucional. Com isso, fica aberto um precedente que  pode ser usado como jurisprudência em casos semelhantes. Moradores que foram à Justiça contra a cobrança e perderam podem recorrer usando como base o pronunciamento do Supremo.

Precedente pode ser usado como jurisprudência

Foi a primeira vez que o STF se manifestou sobre o tema. Em Campinas, segundo dados da Prefeitura, há dezenas de ruas fechadas com cinturões de segurança e entrada controlada por guaritas. Elas estão espalhadas por pelo menos 15 bairros. A estimativa é de que cerca de 100 outros condomínios semelhantes tenham sido formados sem a aprovação formal do município. No Estado de São Paulo, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi), há cerca de 3,3 mil loteamentos fechados. Em geral, as ruas são fechadas com o objetivo de aumentar a segurança, restringindo a circulação de pessoas que não vivem na área. Depois de fechar a rua, os moradores criam uma associação para poder cobrar as taxas, instalar guaritas, cercas e outros mecanismos de segurança. Os valores cobrados são usados também para manter serviço de vigilância, limpeza e coleta de lixo, por exemplo. Todos os    moradores são chamados a contribuir, mas são raros os casos em que esse   pagamento é opcional. Como justificativa, as associações afirmam que a pessoa usufrui, em igualdade de condições com todos os demais moradores, dos serviços prestados. Só no Estado de São Paulo, há mais de mil casos semelhantes já julgados e outros milhares em andamento. Em Campinas, das dez varas que julgam casos do tipo, nove costumam ter entendimento a favor das associações e pelo não pagamento da   taxa. Com a decisão do Supremo, todos esses casos podem ter as decisões alteradas com recursos na Justiça. “Essa cobrança é irregular. Se você compra uma casa ou apartamento em um condomínio, é obrigado a ratear asdespesas da manutenção das áreas comuns. Isso é legal. Mas essas vilas fecham ruas públicas e começam a cobrar por serviços que deveriam ser prestados pela Prefeitura ou pelo governo estadual”, afirmou o advogado Gustavo Magalhães Vieira, que defendeu esse argumento no STF em favor de um morador do Rio de Janeiro. A decisão diz respeito a um caso específico, mas o entendimento pode tornarse jurisprudência se for repetido outras vezes na mesma corte. Segundo o advogado, outros juízes    poderão se basear na decisão do STF para julgar casos parecidos. “Com certeza  abre precedente. Isso não quer dizer que todo juiz vai seguir esse caminho, mas  serve de referência.” De acordo com o relatório do ministro Marco Aurélio Mello, nenhum morador pode ser obrigado a associar-se e pagar as taxas definidas poressa  entidade. “A associação pressupõe a vontade livre e espontânea do cidadão em associar- se”, disse o relator, por meio da assessoria de imprensa do STF. Dessa forma, a inconstitucionalidade da cobrança vale apenas para aqueles moradores que não estão associados. O pronunciamento também desobriga o cidadão a ingressar na entidade. Secovi Para a diretora Secovi de São Paulo, Mariangela Iamondi Machado, a decisão do STF vai além e dá amparo a pessoas que moram em associações que não estão regularizadas, mas que mantêm a cobrança obrigatória aos moradores. “Enquanto o mercado pode julgar que essa decisão do STF foi ruim, há uma visão positiva, porque separa ojoio do trigo. As (associações) que forem irregulares não devem receber essas taxas”. A associação do Rio de Janeiro, segundo Vieira, estava devidamente legalizada. De acordo com ela, para uma associação estar regularizada é preciso ser registrada em cartório e ter a maioria dos moradores favorável para que o bairro seja fechado. Também é preciso haver prestação de contas em assembléia   anual e que os serviços assumidos pela associação sejam “percebidos” pelos moradores.

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29/09/2011 10:57:34
Lançamentos imobiliários caem 94%  Compartilhar
foto: Operários em obra de condomínio no Parque Prado: a

Crise política faz setor, que crescia 30% ao ano, parar; desde maio, empreendimentos zeraram

O número de lançamentos imobiliários, que vinha crescendo 30% ao ano desde 2008, teve uma queda vertiginosa em 2011, por conta da crise política que atingiu a  Prefeitura de Campinas e freou as aprovações de empreendimentos.
Em 2010, foram lançados 51 empreendimentos, enquanto este ano foram apenas três até agora—uma redução de 94%. Desde maio, quando teve início a crise com as denúncias de existência de uma suposta rede de corrupção e lavagem de dinheiro, que resultou na implosão do núcleo de poder do governo Hélio de Oliveira Santos (PDT), não ocorreram novos lançamentos e o setor imobiliário teme que 2011 seja o pior ano de vendas, por falta de produto no mercado.

Prefeitura nega haver represamento na aprovação de projetos

O número de lançamentos foi apurado pela Inteligência de Mercado Lopes e aponta que, em 2008, ocorreram 30 lançamentos, em 2009 mais 41, no ano passado, 51, e, em 2011, apenas três empreendimentos de porte. A Prefeitura, que reconhece a existência de gargalos na aprovação de projetos, nega, no entanto, que esteja represando as aprovações. Relatório divulgado ontem pela Secretaria de Urbanismoaponta que de janeiro a 14 de setembro emitiu 56 licenças de execução de obras de empreendimentos acima de mil metros quadrados (23 delas, acima de 5 mil metros quadrados). Esse documento permite aos empreendedores registrarem em cartório as incorporações e iniciar vendas. Segundo o secretário de Urbanismo, Luiz Yabiku, foram aprovados, ao todo, 47,1 mil metros quadrados, com 3.268 unidades, entre habitacionais e comerciais. Além disso, de 7.197 pedidos de alvarás de uso, foram deferidas 1.797 licenças, indeferidAs 153 e o restante está em análise,  segundo o diretor do Departamento de Controle Urbano, Guilherme Tadini. A paralisia criticada pelo setor da construção civil está trazendo prejuízos. Segundo o levantamento, Campinas contabiliza apenas R$ 80 milhões em lançamentos em 2011,  contra R$ 1,9 bilhão no ano passado. Se comparado a Curitiba, mesmo sendo uma  cidade com uma população superior a de Campinas (são 1,7 milhão de habitantes ante 1,1 milhão), é possível ter uma noção do tamanho do impacto da crise. Na capital  paranaense foram lançados, até abril, 24 empreendimentos com 3.216 unidades e com um valor geral de vendas (VGV) de R$ 910 milhões. Em Campinas foram apenas três, com 104 unidades. O diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon), Márcio Benvenutti, afirmou que 2011 está sendo o pior ano para a aprovação de empreendimentos, não apenas pela crise política, mas também pelas  exigências ambientais que começaram a vigir em Campinas. A necessidade de licença  prévia tem atrasado as liberações — entre o pedido de alvará até a liberação   da licença de execução, a demora tem sido de um ano, afirmou. Os cartórios, que segundo ele passaram a exigir o alvará de execução no registro da incorporação,  também ajudaram a formar uma cadeia de atrasos. O diretor do segmento dedesenvolvimento urbano do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi), Fuad Jorge Cury, disse que, enquantoo setor imobiliário está em alta no País, em Campinas ocorre o contrário. O maior problema que ele vê é a insegurança jurídica instalada. Cada secretaria, afirmou, interpreta a legislação de uma maneira. “O Grupo de Análise e Aprovação de Projetos de Campinas (Graprocamp), que a Prefeitura quer implantar, não vai resolver. Será mais um entrave para a interpretação coletiva.”

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27/09/2011 16:45:46
Crescimento  Compartilhar

O crescimento imobiliário em Campinas dobrou nos últimos três anos, segundo a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). O Valor Geral de Vendas (VGV) saiu dos R$ 1,7 bilhões em 2007 para R$ 3,6 bilhões em 2010. O número de metros quadrados construídos passou de 1,380 bilhões em 2007 para 2,675 bilhões em 2010.

O número de empregados na construção civil também aumentou, mas não acompanhou o ritmo de crescimento do mercado em Campinas, de acordo com a Acic: os 14 mil em 2007 passaram para 22.500 em 2010. Laerte Martins, economista da Acic, afirma que há um déficit de no mínimo mil trabalhadores no setor.

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23/09/2011 14:36:06
Casa Cor Campinas premia oito projetos de destaque  Compartilhar
foto: Festa de premiação na Casa Cor Campinas, na última

Ambientes foram escolhidos por grupo de profissionais de diversas áreas

A Casa Cor Campinas premiou os projetos que se destacaram em oito categorias – Mais Sustentável, Mais Original, Mais Ousado, Melhor Projeto de Uso Público, Melhor Projeto Comercial, Melhor Projeto de Paisagismo, Melhor Projeto em Casa Cor Campinas, além da categoria inédita Organização Nota 10. Os ambientes foram  analisados e julgados por cinco profissionais de diferentes áreas de atuação, pela   organização do evento e pelos profissionais da imprensa que participaram da apresentação da mostra, realizada no início da semana.

Após visitar a exposição, os profissionais escolheram os melhores projetos dentro da cada categoria e o voto foi  depositado dentro de uma urna. A premiação dos profissionais ocorreu na noite da  última quarta-feira. “O anúncio dos vencedores no início da mostra é uma das  características dos eventos da marca Casa Cor. É um reconhecimento aos  profissionais que se sobressaíram na elaboração do projeto”, disse a presidente da  mostra, Silvia Quirós. Os vencedores receberam um troféu e certificado. A Casa Cor  Campinas que acontece no prédio do antigo Hospital Santa Isabel, vai até dia 30 e  mostra as tendências em decoração, arquitetura e paisagismo, em 45 ambientes. 

OS PREMIADOS

Projeto Mais Sustentável
Banheiros do Restaurante, das designers de interiores Daisy Gueiros Arantes e Sibila Antoniazzi

Projeto Mais Original
Suíte dos Trigêmeos, do designer de interiores Beto Tozi

Projeto Mais
Ousado Suíte Master, da designer de interiores e paisagista Renata Strazzacappa Barone e da arquiteta Mariana Oliva Melhor

Projeto de Uso Público
Laboratório do Chef, do gestor de produtos da Companhia das Ervas Cláudio Fernandes Cury Melhor Projeto de Uso Comercial Restaurante, da designer de interiores Marcela Mendes da Costa Melhor

Projeto de Paisagismo
Jardim dos Sabores, da arquiteta, paisagista e designer Marina Khattar de Godoy Melhor Projeto em  Casa Cor Campinas Sala de Convívio, da arquiteta Elaine Carvalho 

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22/09/2011 15:05:40
Em Números  Compartilhar

- Campinas registrou um crescimento imobiliário de 40% em 2010, inclusive com a atração de empresas da Capital e de outros Estados, segundo dados do Secovi-SP.

- Mercado imobiliário na cidade movimenta cerca de R$ 3,6 bilhões por ano. O fato de a região abrigar fortes pólos universitários, industriais e tecnológicos, é um ponto importante para o número manter-se sempre elevado.

- Parte dos mais de cinco mil condomínios existentes em Campinas são comerciais, industriais e mistos.

 

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22/09/2011 15:04:19
Cresce Demanda por crédito  Compartilhar

Ao lado do crescimento das vendas de imóveis, aumentou também a procura por crédito imobiliário na região. Na loja do Castelo é que funciona o departamento de crédito da Dimarzio, onde uma equipe de consultores negocia as melhores taxas de juros junto aos bancos para os clientes. “Temos bancos parceiros e nossos funcionários batalham para os clientes as melhores taxas de juros. Em quase 100% das vezes conseguimos condições muito mais vantajosas de financiamentos”, explica o superintendente da empresa, Rodrigo Coelho.

O volume de financiamentos imobiliários cresceu 55% no Brasil no primeiro semestre deste ano e bateu o recorde R$ 37 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip). O índice da Abecip leva em conta também as obras de reformas e compra de material de construção. Em relação ao segundo semestre de 2010, o crescimento foi de 14%. As unidades financiadas no primeiro semestre somam 226,5 mil, uma alta de 26% em relação ao mesmo período no ano passado. O mês de junho foi de maior procura por financiamentos de imóveis e terrenos, R$ 7,7 bilhões, umacréscimo de  48% em relação ao mesmo período em 2010. Outro serviço da imobiliária é de    pesquisa e catalogação de imóveis para construtoras e empresários.
“Organizamostodas as informações relevantes e damos tudo esmiuçado para as construtoras ou incorporadoras”, finaliza 

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