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14/05/2012 15:15:52
Um regionalista, outro urbano, mas com muito em comum  Compartilhar
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O ano de 2012 será especial para quem estuda e aprecia a literatura brasileira. Isso porque dois grandes nomes estarão completando seu centenário de nascimento: Jorge Amado e Nelson Rodrigues. Há várias coincidências entre os dois autores, o que certamente facilitará as comemorações e lembranças, o que não quer dizer, obviamente, que cada um não tenha suas idiossincrasias e não tenha deixado um autêntico legado. As coincidências começam pelas características do nascimento: ambos são nordestinos, do mês de agosto de 1912. Jorge nasceu em Itabuna (BA), no dia 10. Nelson é do Recife (PE), onde veio ao mundo no dia 23.

Infelizmente, outra característica que os aproxima é uma dificuldade de muitos, inclusive da mídia de um modo geral, em compreender seus legados: não é difícil ouvir alguém dizer ou o que é pior, escrever, que tanto Amado quanto Rodrigues são escritores que esbanjaram em cenas sensuais e supervalorizaram a sexualidade brasileira. De fato, a obra dos dois autores é bastante marcada por personagens que, além de todas as suas outras características – muito bem construídas, principalmente em Nelson Rodrigues e na primeira fase de Jorge Amado (até os anos 1960, mais ou menos) – são compostos por comportamentos sexuais. Na verdade, isso chama a atenção porque não era muito comum, até então, ter o assunto trazido com tanta naturalidade, desnudo nas páginas.
 

Em Nelson, os tabus sexuais são levados para a cena, com motivo para acontecerem. Não estão ali de graça, como se vê facilmente na televisão ou mesmo no teatro nos dias de hoje. Ao levar, ainda nas décadas de 50 e 60 para o teatro temas como homossexualidade e incesto, Nelson antecipa conflitos que, ainda, são alvos de discussões calorosas. Os conflitos de apelo sexual, muitas vezes, são pretexto para falar de temas maiores, para ser uma crítica sobre a moralidade exagerada em que nos colocamos. Obviamente, não se pode esquecer que o escritor, além das peças que o tornaram conhecido e revolucionaram o teatro brasileiro (principalmente Vestido de Noiva, em 1943), também soube usar a experiência que tivera no início da carreira como repórter para, a partir das histórias que acompanhou na vida real, criar suas narrativas ficcionais. Ele foi ainda um cronista ímpar, principalmente na área esportiva, criando textos memoráveis sobre o futebol brasileiro. Para muitos e corroboro dessa opinião, ele é praticamente o único nome da crônica futebolística brasileira, gênero que morreu junto Nelson, depois do jogo do Fluminense, seu time do coração, contra o Flamengo, inspiração para o seu último texto. Todas essas características e méritos ficam apagados, muitas vezes, por uma leitura superficial e frugal do seu legado.
 

Morto em 2001, Jorge Amado construiu personagens famosos, como Gabriela, Dona Flor e Tieta, que ficaram muito mais conhecidos pelas interpretações cinematográficas e televisivas dadas por belas atrizes, como Sônia Braga, Giulia Gam e Betty Faria e menos pela palavra escrita, como é comum no Brasil. Jorge foi um dos grandes divulgadores da cultura brasileira no Exterior e o nosso escritor mais traduzido: em 49 línguas se pode conhecer melhor elementos inerentes à nossa cultura, como o candomblé, a miscigenação, o Carnaval, a luta por terras, o poderio dos coronéis do sertão nordestino e a situação do menor abandonado. Se não fosse por esses temas sociais, suas obras não teriam sido queimadas ainda na ditadura Vargas, quando o baiano escancarou em Capitães da Areia a situação, num relato quase jornalístico, de dezenas de garotos abandonados que viviam fazendo pequenos furtos nas ruas de Salvador. Para dar mais credibilidade e contribuir, inclusive, para o debate futuro da proximidade que pode haver entre literatura e jornalismo (guardadas as especificidades), ele mistura, em Capitães, trechos de jornais e cartas reais que chegavam às redações baianas denunciando a realidade dos meninos moradores de rua.
 

Antes mesmo do movimento feminista da década de 1960, Jorge também já denunciava o machismo e a posição de submissão requerida da mulher. É assim com a personagem Ester, por exemplo, de Terras do Sem Fim. A obra de Jorge, como se pôde ver também em Mar Morto, Jubiabá, Tocaia Grande e até mesmo em Gabriela, aborda também assuntos com a questão fundiária e o poder do coronelismo, ainda pertinentes. Embora estejamos falando de brasileiros, o grande escritor tcheco Franz Kafka tinha toda razão quando disse que “toda literatura é sempre uma expedição à verdade”.
 

A nossa dificuldade em falar de sexo e a curiosidade intrínseca ao tema, ao lado da abordagem sempre muito mais focada nessa temática feita pela TV, fez com que muitos reduzissem a obra dos dois quase que a uma “semipornografia”. Na verdade, o que se tem é uma catarse: não falamos de sexo, não encaramos tabus, dizemos que o assunto é polêmico demais, mas lemos e assistimos, seja para criticar o que ainda não aceitamos em nós ou simplesmente matar nossa curiosidade e nos sentirmos satisfeitos pelos relatos que acompanhamos.

Que o ano dedicado aos dois autores seja de debate e redescobertas, mas nunca de certezas sem discussão. Pois, como fez Nelson, ao mesmo tempo em que criou frases que, fora do contexto, polemizam, como “toda mulher gosta de apanhar”, ele mesmo ressaltava que “toda unanimidade é burra”.

enviada por Fabiano Ormaneze
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06/05/2012 22:48:05
Leitor Imersivo  Compartilhar
foto: pcmag.com

No texto publicado em nosso blog na semana passada, a professora Ângela Junquer analisa os tipos de leitores deixando-nos com a grande interrogação: que tipo de leitor é o imersivo ou virtual?


Para compreender e interagir com esse tipo de leitor há necessidade de estarmos conectados ao ciberespaço ou a um sistema de comunicação eletrônica global que reúne os humanos e os computadores em uma relação muito próxima, que cresce graças à comunicação interativa. Essa afirmação de Lúcia Santaella encontra-se no texto “Os espaços líquidos da cibermídia”(http://www.compos.org.br/seer/index.php/ecompos/article/viewFile/26%3E/27). Ela afirma que é um espaço informacional, onde os usuários podem acessar, movimentar e trocar informação com um incontável número de outros usuários. O ciberespaço inclui, portanto, todas as modalidades de uso que as redes possibilitam.


Nesse contexto, o leitor imersivo (http://foreverlove.loveblog.com.br/12289/O-leitor-imersivo-virtual/), não se predispõe a utilizar de rolos de papel como na Antiguidade ou nem de grandes blocos de papel com anotações. Encontra-se a todo tempo em prontidão para receber e ler novas informações, traçar seu próprio caminho em navegações alineares ou multilineares. Passeia por várias notações de conteúdos como se fosse uma aranha a trabalhar a sua teia, utilizando-se de uma leitura que não tem fim, entrecruzando os dados dos textos gerando outros conteúdos.


O leitor contemplativo, meditativo da idade pré-industrial, do livro impresso e da imagem expositiva, fixa, que nasceu no Renascimento e perdurou hegemonicamente até meados do século XIX, sentiu a sua transformação em leitor do mundo em movimento, dinâmico, de imagens, um leitor filho da revolução industrial e do aparecimento dos grandes centros urbanos: o homem na multidão. Desde as últimas duas décadas até o momento, essas mudanças continuam a ocorrer e acompanhar o avanço da tecnologia e a figura do leitor contemplativo, do movente passa a conviver com a do leitor imersivo ou virtual.


Portanto, concordo com todos os autores lidos e pesquisados de que não há um só tipo de leitor a tomar o lugar de único nesse universo apaixonante da leitura. A cultura humana é cumulativa e todos nós somos e atuamos como atores nesses três universos de leitura. Como a autora Lúcia Santaella afirma, navegamos nos espaços líquidos da cibermídia e não podemos ser ingênuos a ponto apresentarmos ideias saudosistas a respeito de como líamos e nem aplaudirmos com veemência, somente o leitor imersivo.
 

enviada por Elizena Cortez
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30/04/2012 08:58:40
Quem é o leitor do século XXI?  Compartilhar
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Os modos de ler se modificaram no decorrer dos tempos, a prática social de leitura sofreu e continua tendo inúmeras transformações. Hoje em dia os hábitos e comportamentos de leitura são diferentes no cotidiano de cada leitor. Há aqueles que estão no Messenger lendo e mandando mensagens enquanto estão na piscina, na praia tomando sol, há ainda aqueles que vivem conectados lendo e postando mensagens e fotos para as redes sociais nos lugares mais inusitados possíveis... Os suportes são vários: Ipads, tablets, kindle, smartphones, etc. Mas existem aqueles leitores que ainda preferem o velho e tradicional suporte de leitura, que é o livro impresso, lido em locais silenciosos e calmos como bibliotecas, no jardim, no silêncio do quarto...


Foi pesquisando esses tipos de leitores, que encontrei no livro “Navegar no Ciberespaço – O perfil cognitivo do leitor imersivo”, (Lucia Santaella, Editora Paulus, 2004) muitas respostas e esclarecimentos, com ótimas definições de tipos de leitores e como eles se comportam, o que esperam dos textos, estejam estes em que suporte estiverem. A autora os classifica em três categorias: leitor contemplativo, leitor movente e leitor imersivo.


O leitor contemplativo é o leitor da era do livro impresso e da imagem fixa, que se isenta de situações mundanas para se concentrar na leitura, numa atividade solitária, que pode ser interrompida para reflexão, retornada, feita novamente por dezenas de vezes até que o entendimento seja feito do modo desejado. É o leitor que procurou o isolamento para absorção do conteúdo, que não se preocupa com quanto tempo faz que esteja lendo nem tem pressa para terminar. Ser responsável por sua leitura proporciona a ele a capacidade de ler e reler inúmeras vezes e da forma que melhor lhe agrada, sem restrições sendo que, “a leitura silenciosa criou a possibilidade de ler textos mais complexos” (Chartier, 1999, p. 24).


O leitor movente surge após Revolução Industrial e vai até o final do séc. XX. É o leitor do mundo em movimento, dinâmico, mundo híbrido. Foi aquele que viu as locomotivas trazendo esperanças em formato de produtos produzidos em grande escala, que ganharam horários rígidos nas fábricas e que tudo isso, junto com o cinema, a luz elétrica, o telégrafo, depois os jornais, revistas e tudo que poderia cercar as pessoas com informações. Todos os lugares tinham textos que acendiam e apagavam nos luminosos dos estabelecimentos comerciais dos mais diversos tipos, além de cartazes de propaganda, rótulos de produtos, fachadas, automóveis, placas de sinalização. Todo mundo lendo tudo ao redor, rapidamente e com menos concentração e com a pressa que a vida pós Revolução Industrial foi emprestando para todos.
É o leitor típico dos grandes centros urbanos. Por isso, é um leitor fragmentado, mas dinâmico, posto que intercala sua leitura com textos registrados em suportes como o livro, o jornal, a revista, em sua maioria repletos com fotos e ilustrações, tendo como referências notícias sobre cinema e televisão.


Finalmente, há o leitor imersivo ou virtual, que é o tipo de leitor que surge nas últimas décadas do séc. XX para o XXI. Iremos falar sobre ele na próxima semana. Por ora, caro leitor, vamos pensando no tipo de leitor que você é de acordo com a classificação de Santaella.Pense também nos espaços e nos suportes que você prefere para ler e o tempo gasto com sua leitura diária...

enviada por Ângela Junquer
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23/04/2012 12:33:32
LEGENDA OU TRADUÇÃO TRAIDORA?  Compartilhar
foto: cinemadois.com.br

Gosto de assistir a filmes principalmente antigos, às vezes até em branco e preto, pois eles mantêm uma inocência sutil tanto na trama quanto na atuação dos personagens de diferentes gêneros: faroeste, romântico, de tensão etc, todos invariavelmente afinados com o tempo e emoções contidas com paisagens simples, mas reais.

Embora aprecie tais filmes antigos, há um ponto em que a televisão peca terrivelmente: são as legendas traduzidas abaixo da fala dos atores…
Falas em descompasso com as originais, quando não fora de lugar e de tal forma que se torna impossível assistir a filmes dublados. Falta bom pagamento para tradutores? Falta de cuidado do operador?

Seja por este ou por aquele fato, o caso é que o que falta mesmo é responsabilidade por parte de algumas emissoras, chegando até às raias de se modificar o sentido da fala dos personagens…

A falta de leitura também pode ter reforçado tais problemas, uma vez que um certo percentual de telespectadores não consegue ler a legenda, ainda que em português, com desenvoltura.

Resta-nos a triste sina de aceitar tais descompassos ou, no melhor, assistir filmes no seu idioma original sem traduções traidoras ou fora de lugar.
 

enviada por CECÍLIA PAVANI
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19/04/2012 16:09:56
6º SEMINÁRIO "O PROFESSOR E A LEITURA"  Compartilhar
foto: GRUPO RAC
enviada por CORREIO ESCOLA MULTIMÍDIA
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10/04/2012 22:28:50
Campinas revive as indiretas  Compartilhar
foto: Tiago Gonçalves

Charge de Fabiano Carriero retrata a vitória de
Serafim Jr. em eleição indireta (Foto: Reprodução)

A história se repetiu...

O que antes estava tão longe da vida campineira, volta a marcar o ano de 2012 como sendo o retorno da falta de responsabilidade de governos, que não honraram os votos que receberam do povo desta cidade.

Elege-se um prefeito com a intenção de que ele realize um bom trabalho, que pense no povo e que administre a cidade da melhor forma possível. Acredita-se que essas intenções vão permanecer durante o mandato, para o qual o candidato foi eleito.

Mas, a realidade parece-nos determinada a desmentir essas afirmações.

Os candidatos que disputaram o cargo de prefeito para o mandato-tampão, na eleição indireta na Câmara de Campinas intensificaram as articulações para disputar o cargo, que esteve inconstante nas mãos de vários prefeitos este ano em nossa cidade.

A crise que Campinas vive desde o ano passado é a grande causa da instabilidade política e governamental que estamos vivendo. Os serviços de apoio à vida cotidiana deveria ser o principal objetivo do governo, que foi eleito pelo voto direto e deveria atender às exigências crescentes dos seus cidadãos em termos de serviço e suporte. Como a realidade não corresponde às expectativas de cada cidadão, o que presenciamos foi um total desrespeito aos direitos de todos em ter uma cidade que possibilite o exercício pleno da cidadania.

Para que esta cidadania possa acontecer é necessário que o prefeito eleito hoje, junto com sua equipe, assuma um papel de mobilizador, articulador e mediador entre os diversos setores. Há necessidade de um planejamento estratégico, que tenha um plano de ação e demandas que atendam às verdadeiras necessidades do povo campineiro.

Resta-nos mais uma vez, depositar as nossas esperanças no prefeito eleito Pedro Serafim e esperar que as afirmações acima possam fazer juz ao que Campinas e os seus cidadãos merecem.

Dessa forma, em outubro próximo, se as nossas expectativas não se concretizarem novamente, teremos a possibilidade pelo voto direto, de eleger um novo prefeito que talvez possa cumprir as intenções que afirmou em campanha.


 

enviada por Elizena Cortez
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02/04/2012 07:53:43
Correio Escola Multimídia-2012  Compartilhar
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 Hoje se inicia o curso de extensão cultural “A Leitura e o Discurso Jornalístico” do Projeto Correio Escola Multimídia de forma semipresencial. Fundamenta-se na leitura de jornais impressos e digitais, com a disponibilização de atividades, vídeos e assessoria pedagógica via internet.

Estaremos iniciando mais um ano de trabalhos, atividades e socializações com todos aqueles que se inscreveram e se interessaram pela proposta do Curso, que é a de oferecer aos participantes (professores e interessados em discutir criticamente a mídia) uma visão de como o jornalismo e os meios de comunicação produzem sentidos frente aos acontecimentos do cotidiano.

Durante os encontros, o participante pode conhecer as diferenças entre o jornal impresso e o on-line, o processo de produção das reportagens, além de discutir de que forma o olhar sobre os fatos e o próprio jornalismo podem gerar discussões nos mais diferentes grupos sociais, dentro ou fora da escola formal. A formação também permite conhecer ferramentas para comparar a cobertura feita por diferentes meios de comunicação.

(http://www.rac.com.br/institucionais/correio-escola-multimidia/projeto/.)

No início de março o Projeto Correio Escola completou 20 anos.Durante todos esses anos ele foi se atualizando e se dinamizando, e nesses últimos, incorporou o jornalismo digital no programa de seu Curso de extensão e a valorização de atividades de comunicação comparada.

Para conhecer um pouco mais a história desse projeto visite o site que conta toda sua trajetória através de uma linha do tempo:

http://www.rac.com.br/institucionais/correio-escola-multimidia/20-anos/

Das 14h30 às 17h30 de hoje, estaremos participando da 1ª aula presencial no Hotel Vitória de Campinas (Avenida José de Souza Campos, 425, Cambuí) onde será feita a apresentação do Curso pela professora Cecília Pavani, idealizadora do Projeto.

Haverá uma palestra sobre Interação da mídia impressa e digital, gêneros e jargões jornalísticos e as atividades do módulo, que deverão ser desenvolvidas durante o mês. São atividades, que serão realizadas à distância pelos participantes e referentes aos módulos apresentados mensalmente pelos palestrantes nos encontros presenciais.

Muitas surpresas ainda e novidades estarão reservadas para os professores e participantes dessa edição 2012, como o 6ºSeminário Nacional “O professor e a Leitura de Jornal” em julho na Unicamp. O tema do seminário será“Redes Sociais e interatividade"e todos os alunos do Curso serão convidados a participar.

Portanto, estaremos aguardando com muita expectativa e motivação, todos os alunos inscritos para o Curso de Extensão do Correio Escola Multimídia deste ano. Sejam todos bem-vindos!


O projeto é também parceiro da Associação de Leitura do Brasil (ALB) e da Faculdade de Educação da Unicamp no desenvolvimento do Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal”, realizado bianualmente (neste ano, nos dias 13 e 14 de julho), e os fóruns permanentes Desafios do Magistério, a cada bimestre. É também participante da equipe organizadora do Congresso de Leitura do Brasil (Cole). O Correio Escola Multimídia é vinculado, desde a sua origem, em 1992, ao Programa Jornal e Educação, da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

enviada por Ângela Junquer
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28/03/2012 16:48:44
Que alunos nós queremos?  Compartilhar

Atuo no Projeto Correio Escola Multimídia, do Grupo RAC, desde 2007 e encontrei nessa atividade uma série de afinidades. Sempre acreditei que os meios de comunicação, se quiserem desenvolver sua dimensão cidadã, devem se envolver em projetos de educomunicação e estar abertos às críticas.

Em contato com as atividades desenvolvidas pela equipe, confirmei algumas das hipóteses que eu carregava desde os tempos da faculdade. Se a escola abrir espaço para a discussão sobre os produtos jornalísticos e a atuação na mídia na sociedade, certamente, tanto o trabalho da escola quanto da imprensa serão melhores. A escola desenvolverá a atividade de, além de transmitir seus conteúdos programáticos, gerar discussão e refletir criticamente sobre a produção de sentidos e a interferência que diariamente a mídia produz no cotidiano. Alunos terão mais elementos para reconhecer o que é uma boa cobertura jornalística, comparar abordagens de veículos e, principalmente, desenvolver habilidades que são próprias do jornalista: a desconfiança e a inquietação diante da realidade. Por outro lado, o jornalista que tem a oportunidade de ver seu trabalho sendo analisado e se tornando parte da formação de crianças e jovens ganha elementos para que possa também fazer a análise daquilo que produz, de sua importância e relevância.

O Correio Escola também não parou no tempo nesses 20 anos que projeto completou no início de março e esse é outro ponto que me chama a atenção. A incorporação do jornalismo digital no programa de seu curso de extensão e a valorização de atividades de comunicação comparada são provas de que o projeto, embora nascido dentro do Correio Popular, não se limita a incentivar a leitura de jornais do Grupo RAC, que o mantém. Isso tudo porque o aluno que o projeto pretende ajudar a formar é bem mais ampla.

O aluno que o Correio Escola quer formar é aquele que sabe procurar informações, comparar dados, refletir criticamente sobre o que se coloca à sua frente e, principalmente, que seja capaz de discernir o que é o bom jornalismo, que deve sempre valorizar o aprofundamento, a apuração de qualidade, a diversidade de fontes e a opiniões.

Queremos, portanto, um aluno que seja capaz de perceber que não basta a tecnologia. É preciso pensar em conteúdo, mais do que em suporte. O aluno que esperamos ajudar a formar é aquele capaz de perceber que cada elemento, imagem, foto ou palava é dotado de ideologia e gera sentido, mas que, ao final, a conclusão sobre tudo isso será sempre conduzida pelo repertório do receptor.

enviada por Fabiano Ormaneze
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19/03/2012 15:44:28
Do papel ao digital: 20 anos do Correio Escola  Compartilhar
foto: Cedoc Grupo RAC

2 Março, 1992 – Início de trabalhos com notícias na sala de aula, de forma contínua, reflexiva. Ler, ler rapidamente e entender o texto jornalístico impresso para debater novas ideias e pontos de vista foi a proposta muito bem recebida por alunos e professores. Trazer o cotidiano para a sala de aula e contextualizar o conteúdo programático estava se disseminando rapidamente. Em abril de 93, a partir da solicitação de um grupo de 15 professores, nascia os primeiros grupos de estudos sobre jornal e educação, com a participação de jornalistas e professores da PUC-Campinas e Unicamp.

2 Março, 2012 – Passados 20 anos, rememoramos altos e baixos vívidos com garra e disposição e evoluímos para o multimídia com novos desafios e olhares sem fronteiras pela frente.
Ler, ler rapidamente e entender a mensagem continuam nos nossos objetivos, mas em novos suportes: laptop, celulare, I-pad ao lado do texto impresso.
A leitura, fator preponderante no Correio Escola Multimídia, continua a ser exercitada nos vídeos, telejornais, em encontros presenciais e atividades on-line.
Se você, caro leitor, estudante, professor, vestibulando ou universitário quiser saber mais a respeito, acesse o nosso site Correio Escola Multimídia 20 anos: www.correioescola.com.br


 

enviada por Cecília Pavani
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11/03/2012 22:23:53
Informar e Formar  Compartilhar
foto: Correio Popular

Desde criança sempre gostei muito de ler. A leitura foi a minha porta de entrada para o mundo da informação. Essa prática tão intensa para mim, talvez tenha a mesma representatividade para muitos, que encontrei pelo caminho. Isso fez com que o meu horizonte fosse cada vez mais ampliado e proporcionou-me incorporar informações, que deram sentido ao meu cotidiano.


E foi dessa forma que me inspirei como professora, desde que comecei a lecionar. Passei a Incentivar os meus alunos a se conectarem com o mundo, pelas leituras que proporcionava em minhas aulas. E a partir dessa prática, a minha convicção sobre a forma de aprender estava cada vez mais relacionada com a possibilidade de informar para formar.


Logo que o Correio Escola passou a existir, a professora Cecília Pavani soube do meu trabalho, como professora de Geografia, que utilizava o jornal como suporte pedagógico em sala de aula. E essa comunicação veio pela exposição que a minha escola estava proporcionando aos pais e a comunidade onde ela estava inserida. Uma mostra das atividades desenvolvidas no ano de 1992, e que havia um espaço onde os alunos demonstravam como a informação pelos jornais mudou a forma de olharem a sua cidade, o seu país e o mundo.


A partir do nosso primeiro encontro, engajei-me nesse projeto e percebi que tínhamos uma mesma visão sobre a educação de qualidade, que voltada para as conquistas sociais, proporcionava aos alunos um contato mais próximo com a realidade publicada pelos jornais. Passei a fazer parte do Correio Escola e a trazer outras pessoas que compartilhavam das mesmas ideias, como a professora Ângela Junquer. O nosso objetivo era levar aos alunos e professores desse projeto, uma visão mais ampla da vida, pelas matérias publicadas, não só pelo jornal Correio Popular, mas por todos os suportes textuais que selecionamos em nossas aulas.


Foram vinte anos de muitos acertos e diversas indagações, movimentos positivos após alguns tropeços, mas sempre voltados para novas conquistas. Incorporamos ao texto impresso as novas tecnologias, que tornaram as nossas vidas mais conectadas e passaram promover movimentos significativos na vida de nossos alunos. Não seria justo com os objetivos sociais e educacionais desse projeto, privá-los de acompanhar as mudanças geradas pela Terceira Revolução Industrial - a revolução Técnico Científica.


Hoje, os nossos horizontes passaram a incorporar a comunicação em nuvem, mas não distanciamos da realidade. O nosso olhar nunca se afastou do grande objetivo, levar uma leitura de qualidade para alunos e professores, para leitores dos diferentes espaços, para uma comunidade que necessita estar sempre bem informada, para identificar os seus direitos e deveres.


Sinto-me honrada em participar há tantos anos desse projeto e penso que o nosso objetivo de promotoras de leitura não foi em vão, pois ajudamos a formar sujeitos leitores independentes, críticos e cidadãos responsáveis. Essa tarefa não foi fácil, principalmente na escola, mas a possibilidade que a leitura oferece para a formação levou-nos a nunca fugir de nosso norte. Não compartilhamos do mesmo conceito de leitura de muitos, que encontramos nesses anos, mas como a leitura propõe um diálogo, essa prática social muito nos enriqueceu e será sempre o motivo pelo qual continuaremos a mobilizar as novas propostas desse projeto, para reinventá-lo a cada dia.

 

enviada por Elizena Cortez
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05/03/2012 07:16:27
Correio Escola 20 anos!  Compartilhar
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Nesse mês estamos comemorando os 20 anos do Projeto Correio Escola e fomos brindados ontem (04/03) com um Caderno Especial “Do papel ao Digital” publicado pelo jornal Correio Popular relatando toda a trajetória desse Projeto, que foi “a primeira iniciativa de educomunicação em empresa jornalística, desenvolvida no estado de São Paulo e um dos primeiros do Brasil.” (E2-Correio Popular, 2/03/2012)

Lendo o referido caderno, reportei-me ao início do meu envolvimento com o Correio Escola no final de 1993. Nessa época ainda não fazia parte da equipe pedagógica e como professora buscava me informar sobre a melhor forma de inserir o jornal nos projetos de ensino. Foi a profª Elizena Cortez, minha colega na Escola Vilagelin Neto, que me convidou para assistir uma palestra sobre como usar o jornal na sala de aula como ferramenta didática de ensino.

Nesse tempo, as reuniões do Correio Escola aconteciam numa pequena sala da Livraria Papirus, em frente ao Pão de Açúcar do Cambuí. Eram aulas com pequenos grupos de professores e onde tive contato pela 1ª vez com Cecília Pavani, coordenadora e idealizadora desse Projeto.

Daí para frente não parei mais de me interessar e incorporar nas minhas aulas todo o conteúdo dessa inovadora proposta de ensino. Logo comecei a colher os resultados junto com a profª Elizena, e passamos a elaborar Projetos Interdisciplinares usando as matérias do jornal Correio Popular. As aulas ficavam mais envolventes e os alunos interessavam-se mais pela leitura dos textos informativos.

Naquela época, as exposições do Projeto aconteciam no Centro de Convivência Cultural, onde todos os trabalhos com o jornal, realizados pelos alunos das escolas participantes do Projeto Correio Escola, eram apresentados ao público de Campinas.

Quanto empenho e dedicação para incentivar a leitura dos jovens alunos usando o jornal impresso! Quantas estratégias para inseri-lo no cotidiano das aulas! Tornar o aluno crítico era (e continua sendo) o nosso lema. Eles não tinham acesso às informações com rapidez e facilidade como hoje. Às vezes o jornal trabalhado em aula era a única fonte de informação.

O tempo passou e me tornei uma grande defensora desse suporte midiático no Ensino. Fui pesquisando, estudando, participando de seminários de leitura e me aprimorando nesse conhecimento e passei a fazer parte da equipe pedagógica do Correio Escola.
Hoje, depois de tantos anos, agora no Correio Escola Multimídia, continuo no empenho por uma leitura mais crítica, buscando sempre incentivá-la nos meus alunos, usando diferentes suportes tecnológicos.

Atualmente vivo duas realidades diferentes: professora de uma escola particular e de uma ONG, mas meu objetivo continua o mesmo: tornar esses alunos informados e participantes dos fatos e acontecimentos de seu tempo.

Usar a leitura das mídias para reflexão e debates de opinião é uma necessidade hoje. O aluno se sente capaz de expressar suas opiniões, exercendo assim sua cidadania, e passa a contextualizar os conteúdos programáticos estudados na escola, concretizando uma educação que visa o processo do conhecimento fundamentado na realidade social.

Mais uma nova década para o Correio Escola Multimídia repleta de novidades e inovações! Parabéns a todos que participaram do Projeto ao longo desses 20 anos!

enviada por Ângela Junquer
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27/02/2012 12:13:52
O CELULAR EM NOSSA VIDA  Compartilhar
foto: immagineblog.com

Celular é um suporte e tanto: falamos de nossos problemas e discutimos sobre tudo no cotidiano; marcamos e desmarcamos encontros, trocamos impressões a respeito de objetos e lugares já visitados etc, mas nos esquecemos da modalidade “olho no olho”, o conversar com o outro “ao vivo”, isto é, já não vemos pessoas num restaurante ou bar conversando animadamente olhando uma para as outras, mas todas com seus celulares.
 

Na rua, no cinema(!), na cafeteria,sozinhos ou com amigos, as pessoas lá estão empenhadas naquele minúsculo aparato falante como se ele fosse mais importante que um ser humano.
Podemos dizer que criamos uma nova dependência, a de não conseguir deixar o aparelhinho quieto!
 

Se no telefone fixo com o outro, era algo que requeria tempo e atenção, hoje, com o celular, o comportamento é outro: o tilintar de um fone, uma música ou chamado leva as pessoas a largar de imediato o que estão fazendo para atender o celular, como se o chamado fosse sempre uma emergência!
No ônibus, na rua, na padaria, sala de aula ou mesmo em meioa uma reunião ou celebração religiosa, pasmem! As pessoas ficam como que anestesiadas pelo chamado e não atendê-lo, parece a maior de todas as ofensas!
 

É claro que há chamadas necessárias em caso de doença, acidente, trabalho, mas será que todas as chamadas correspondem a tais situações?
O celular é útil, sem dúvida, mas sua utilização está merecendo analise comportamental.
 

Participamos, querendo ou não, de discussões entre casais, pais e filhos, de bate-papos entre amigos e outras conversas, como se estivéssemos em uma roda de pessoas alucinadas, falando sozinhas a todo momento…
Felizmente há locais em que a solicitação para desligar celulares faz parte de suas funções, mas infelizmente, há muito que se pensar e aprender sobre educação ao telefone celular, aliás, hoje, uma disciplina em falta nos bancos escolares…

 

enviada por Cecília Pavani
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13/02/2012 15:06:36
O calor dos últimos dias...  Compartilhar
foto: radiohertz.pt

 Os nossos sentidos são usados como uma maneira bem imediata de estimar a temperatura, mas essa prática pode ser considerada imprecisa. A sensação térmica varia de pessoa para pessoa e o nosso sentido não é um termômetro, não sendo, portanto, sensível à temperatura, e sim ao calor. Temos o hábito de olhar se alguém se encontra com febre tocando-lhe a testa com a mão e esse procedimento é fisicamente incorreto.


A temperatura não é uma medida de calor, mas a diferença de temperaturas é a responsável pela transferência da energia térmica na forma de calor entre dois ou mais sistemas. Quando dois sistemas estão à mesma temperatura diz-se que estão em equilíbrio térmico e neste caso, não há calor.


Ao analisarmos as considerações acima descobrimos que estamos sofrendo as consequências de altas temperaturas, a cada ano, pois os sistemas que interligam a biosfera estão demonstrando diferenças significativas de temperatura, sendo responsável pela grande emissão de energia térmica na forma de calor, que estamos sentindo a cada dia.


Frequentemente acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como as que têm ocorrido nos últimos anos. Muitos cientistas aceitam a tese do aquecimento global e outros mais céticos, ignoram as mudanças reais pelas quais estamos sendo submetidos a todo instante. Basta olhar as pessoas nas ruas, dentro de casa, em lugares públicos e até os demais seres vivos manifestando sinais de saturação e incômodo pelas altas temperaturas apresentadas.


Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis, na atmosfera. Estes gases como o ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação nfravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.


O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colaboram para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas consequências no âmbito global.


As consequências do aquecimento global são perceptíveis ao observarmos o aumento do nível dos oceanos, o crescimento e surgimento de desertos, o aumento de furacões, tufões e ciclones e as ondas de calor que afetam as regiões de temperaturas amenas.


Portanto, se ainda duvidamos de que a biosfera sofre mudanças profundas e que principalmente o homem, pelas suas ações, é ao mesmo tempo objeto de causa e sente os efeitos do aquecimento global, basta olharmos no espelho e ver refletido em nossa imagem, o brilho do suor ou sentir o calor que nos deixa indignados com a nossa própria insensatez.

enviada por Elizena Cortez
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06/02/2012 12:15:54
Mais um ano letivo que se inicia...  Compartilhar
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Hoje a rotina de muitos estudantes vai mudar, ainda que a maioria deles já tenha começado suas aulas na semana que passou. Um novo fôlego para o trabalho letivo se faz necessário, tanto para os alunos quanto para os professores. Novos projetos, planejamentos e propostas já foram discutidos pelos docentes, resta agora conhecer sua clientela e aplicá-los!
Mas, antes temos que pensar que a escola sempre muda a cada ano que passa: alunos novos chegam assim como novos professores e todos esperam ser acolhidos no novo espaço escolar com a expectativa de encontrar uma escola nova. Segundo Profº Moran, professor de Comunicação da USP, uma escola é nova “quando tem educadores, materiais, atividades e ambientes de aprendizagem - físicos e virtuais - acolhedores, estimulantes e desafiadores para os alunos; projetos colaborativos, onde os alunos aprendem juntos, realizam atividades em ritmos e tempos diferentes. Os professores descem do pedestal e desempenham fundamentalmente o papel de orientadores. Saem do centro, do estrado, da lousa para circular, orientando os alunos individualmente e em pequenos grupos nas atividades de pesquisa, análise, apresentação, contextualização e síntese, de forma semipresencial. Escola que estimula múltiplas leituras de múltiplos textos de múltiplas formas: impressos, digitais, multimídia; simples e complexos; com histórias e conceitos.” Enfim, a escola que o professor sempre sonhou, mas que na realidade do nosso sistema educacional, falta muito ainda para se tornar realidade...
Após fazer uma reflexão sobre essa fala do Profº Moran, conclui que estou vivendo “a descoberta” dessa nova escola. Depois de ter encerrado meu trabalho docente na escola pública, com uma aposentadoria que me deixou a sensação de dever cumprido com a Educação e com a carreira que me propus seguir no magistério, fui convidada a retornar. Agora na escola particular, com aquelas prerrogativas que todo professor sonha: salas pequenas, com um número mínimo de alunos, para poder se dedicar com mais qualidade, recursos tecnológicos de última geração à disposição e todo suporte necessário para desenvolver uma aula de qualidade. Uma realidade que deveria ser a de todos os professores, ou melhor, daqueles que estão empenhados em um ensino de qualidade. Dessa forma, me propus a esse novo desafio nesse início de ano letivo e como qualquer aluno iniciante e ansioso para começar sua vida acadêmica, assim também me sinto, com a diferença de que a minha responsabilidade é muito maior. Enquanto educadora, considero-me uma agente de mudança na formação desse aluno, e colaboradora para que todos os objetivos propostos pela equipe gestora escolar se concretizem. Vencer os obstáculos, que impeçam que essa aprendizagem seja acolhedora e estimulante será o grande desafio!

enviada por Ângela Junquer
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29/01/2012 13:57:26
REDUÇÃO DE IPI x REDUÇÃO DE INFORMAÇÃO  Compartilhar
foto: tecnocracia.com.br


Redução de IPI: momento propício para aquisições de eletrodomésticos da linha branca. Motivada como muitos, fui a uma loja no shopping e adquiri uma geladeira Eletrolux, com ótimas avaliações custo /benefícios.
Perguntei sobre a tomada e a vendedora me assegurou que seria de três pontos; perguntei novamente para saber se aquela geladeira não seria de estoque e, portanto, ainda com tomada de dois pinos. Ela prontamente me assegurou que impossível, pois agora só há eletrodomésticos  de três pinos. Muito bem. Chegando em casa, como todo comprador, chamei o eletricista para a troca de tomada, uma vez que a minha ainda era de dois pinos. E aí, novo questionamento:
- A senhora sabe se são pinos grossos ou finos?
- Hein? Como assim? Agora além de trocar tomada, ainda tenho que ver se são grossos ou finos os pontos?
- Pois é, recentemente adquiri um ferro e troquei a tomada e qual não foi minha surpresa quando, ao tentar ligá-lo, a sua tomada era de três pontos finos.
- Liguei logo para a loja e fiz a pergunta cuja resposta levou quase cinco minutos por passar de mão em mão e não saberem responder. Finalmente veio um rapaz me dizendo que a geladeira era de dois pinos finos!
- Mas como? A vendedora X me jurou que era tomada de três pinos.
- Pois é, senhora, esta é de dois pinos finos.
- Mas a vendedora havia dito três pinos.
- Esta é de dois pinos finos, senhora.
 

Nessa altura, com o eletricista a me olhar e a tomada coms seus fios a esperar, só me restou desligar o telefone com um “OK” desanimado.
Bem, caro leitor, não que eu seja a única consumidora a ter tal problema, mas convenhamos, não seria menos desastroso se os vendedores conhecessem um pouquinho mais a respeito do vendem e assim evitar situações menos conflitantes?
Pois é, não há interesse em prover o que consumidor de melhores detalhes. Para quê? Ele que comprou!
Resumindo: A geladeira chegou com dois pontos!
Sem comentários…
 

enviada por Cecília Pavani
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23/01/2012 12:57:28
Vale a pena fazer faculdade de Jornalismo?  Compartilhar

Como jornalista e professor da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, sou constantemente interpelado por jovens em fase de escolha profissional. Eles perguntam se é justificável fazer o curso de Jornalismo diante da não obrigatoriedade do diploma, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há três anos. É comum também que familiares desses jovens tenham a mesma dúvida. Pensando nisso, aproveito esse espaço para abordar este assunto.

A resposta para quem diz que quer ser jornalista e pergunta se vale a pena fazer faculdade de Jornalismo é sempre uma afirmação. Sim, ainda é necessário e adequado fazer a faculdade. A não obrigatoriedade do diploma não significa o fim dos cursos ou então do campo de trabalho, como a própria dinâmica da área mostra. Diversas empresas de comunicação, inclusive, já se manifestaram sobre o assunto, dizendo que continuam a buscar, nos bancos universitários, seus profissionais.

Um levantamento recente, feito por meus alunos, comprovou que, nas redações de Campinas, por exemplo, ninguém foi contratado sem ter diploma na área. Há casos, inclusive, de estudantes que, mesmo já selecionados pelas empresas, tiveram de esperar a emissão do certificado para serem admitidos.

Os cursos de Jornalismo são compostos por disciplinas humanísticas, teóricas e práticas. Passando por eles, não só se aprende a técnica da profissão, como também se fazem reflexões sobre sua prática, seus princípios e sua importância. Além disso, se terá acesso a informações de diversas áreas do conhecimento, importantes para a compreensão de temas que são pauta na mídia. Muitos dirão, no entanto, que “o mercado é que realmente forma o aluno, já que as faculdades estão longe da prática”. Essa é uma opinião leviana. De fato, a experiência profissional ajudará na formação, mas a base e as condutas mínimas virão da faculdade, inclusive por ter uma série de programas de inserção no mercado, estágios e atividades laboratoriais.

Em qualquer carreira, não se pode comparar um recém-formado com alguém que já tem anos ou décadas de carreira. Por acaso, alguém tem dúvida de que um advogado com anos de profissão terá, em geral, mais facilidade para uma defesa do que um recém-formado? Alguém imagina que um médico que acabou de pegar seu diploma está totalmente preparado para uma cirurgia de grande complexidade?

É notável, ainda, que o número de pessoas com curso superior está crescendo. Numa realidade em que a qualificação é cada vez mais cobrada, faz toda a diferença ser bem formado. Vale ainda lembrar que a não obrigatoriedade do diploma coloca a profissão em paridade com outras tantas que também não o exigem. Nos Estados Unidos, apenas quatro carreiras carecem, pela legislação, do diploma universitário: Medicina, Enfermagem, Contabilidade e Direito. No Brasil, de acordo com o Ministério do Trabalho, 23 exigem a formação superior. Basta pensar em quanto esse número é pequeno: a oferta de cursos superiores no País excede 60 opções. Não há nenhuma obrigatoriedade, por exemplo, para o trabalho em campos como Publicidade, Design e Administração, que continuam formando milhares de profissionais todos os anos e nas quais o diploma tem sido cobrança frequente dos empregadores. Mas, será que os formados em Jornalismo não têm agora muitos outros concorrentes, de modo que bacharéis em outras áreas possam querer postos nas redações? Muito me estranharia pensar que alguém faça uma faculdade para trabalhar numa área totalmente diferente. Quem faz Engenharia quer ser engenheiro. Quem faz Direito, advogado.

Os produtos jornalísticos se fazem com um mosaico de gêneros: artigos, reportagens, notícias, crônicas, cartas, charges e outros. Nunca foi exigido que os articulistas, cronistas ou chargistas, por exemplo, fossem jornalistas. Nesses espaços, inclusive, é bom que se tenha diversidade, enriquecendo a discussão. A importância disso é, inclusive, ensinada nos cursos de Jornalismo e mostra que ter o diploma não significa cercear a liberdade. O curso superior, em qualquer área, deve ser motivo de luta da sociedade. Ter profissionais capacitados e bem formados, em qualquer campo, será sempre um ganho para o País.

enviada por Fabiano Ormaneze
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16/01/2012 21:54:44
As contradições de Janeiro  Compartilhar
foto: http://www.jornalcorreiopopular.com/index.php?id=1

Janeiro é o primeiro mês do Calendário Gregoriano e é muito peculiar. É o início de um novo ciclo, quando nos preparamos para iniciar uma nova etapa em nossas vidas, quando se reaviva em nós, a esperança de que tudo pode ser diferente. E pode desde que queiramos.


É um mês repleto de datas marcantes em nossa história, curiosidades e acontecimentos que mudaram o rumo de décadas, centenas de anos e milênios da vida em nosso planeta e ao seu redor. Repleto de pessoas ilustres que se foram, e outras, que nesse mês nasciam e tornavam-se célebres mais tarde.Desses acontecimentos podemos citar vários nascidos ilustres como Joana d’Arc, Isaac Newton, Benjamin Franklin, Amadeus Mozart,Lewis Carrol, Al Capone, Martin Luther King,Umberto Eco,Elvis Presley,Nicolas Sarkozy,Euclides da Cunha,Oswald de Andrade,Luiz Carlos Prestes,João Cabral de Melo Neto e Tom Jobim. Da mesma forma podemos elencar várias mortes que deixaram o nosso mundo mais aliviado ou mais órfão de grandes pensadores como Al Capone, Marco Polo, Galileu Galilei, Christian Bach, Gregor Mendel, Rosa de Luxemburgo, Lenin, Mahatma Ghandi e Marechal Rondon.


Mas os acontecimentos não se resumem somente a nascimentos e mortes e nesse mês a Igreja excomungou Martinho Lutero, Galileu descobriu as maiores luas de Júpiter e morreu nesse mesmo mês e Joana d’Arc foi acusada pela inquisição.A lenda descreve a possível fundação de Roma, a coroação de Dom João como rei de Portugal, a inauguração oficial da primeira linha do metrô em Londres, a transferência oficial da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, a assinatura do tratado de Hubertsburg, que põe fim a Guerra dos Sete Anos, entre a França e a Inglaterra.Nesse mesmo mês a insulina é usada pela primeira vez em humanos, no tratamento à diabetes e o deputado federal Rubens Paiva, cassado pela ditadura, é preso em casa por militares. Ele seria morto e dado como desaparecido.


Esse olhar para o passado nos leva a refletir que hoje, quando abrimos o jornal também nos deparamos com muitos fatos em nosso país que podem nos deixar mais felizes ou não. Quando acreditamos que Janeiro significa o mês das férias, do descanso merecido, dos filmes, dos livros e de intensificar o convívio com os familiares e amigos visualizamos que os fatos, não retratam a realidade. Muitos perdem a vida pelas estradas mal conservadas ou por imprudência do próprio homem e também pelas próprias catástrofes naturais, como as grandes chuvas.


Se olharmos ao redor veremos o exemplo da grande imprudência do próprio homem a comandar grandes transatlânticos que transportavam em águas italianas vidas e sonhos interrompidos, golpes militares, confrontos entre grupos radicais, exposição da situação política e financeira dos países europeus e de muitos outros com grandes problemas estruturais nos setores da economia, saúde e educação. Em diferentes continentes acontecem novos processos eleitorais, que deixam o mundo em uma situação imprevisível.


Talvez se o homem centralizasse mais seus esforços em proporcionar férias mais agradáveis para todos e os nossos governantes não transformassem a sua política em trocas parlamentares, poderíamos evitar parte de todos esses problemas vividos por nós e por muitos nos demais continentes.


Portanto, para honrar o significado do mês de Janeiro como sendo o de um descanso merecido ou de um recomeço caracterizado pela esperança de dias mais tranquilos, temos que acreditar e procurar mudanças de atitudes para esse novo ciclo.
 

enviada por Elizena Cortez
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09/01/2012 08:21:43
Férias, Cinema e Leitura...  Compartilhar
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Cinema e leitura foram as distrações que escolhi para aproveitar minhas férias em janeiro. Um dos filmes a que assisti e do qual gostei muito foi “O garoto da bicicleta”. O tema central do filme gira em torno de Cyrill, uma criança abandonada pelo pai, carente de afeto e atenção. O pai o deixa em um orfanato antes de desaparecer. Aí surge Samantha, a cabeleireira, que recupera a bicicleta para ele e passa a ficar com ele nos finais de semana. Sua busca pelo pai passa a ser angustiante na medida em que ele não quer mais o filho em sua vida. A bicicleta representa a liberdade para ele, que não foi ensinado a expressar seus sentimentos. Frente à rejeição do pai, Cyrill torna-se violento, rebelde e inconformado como qualquer criança que precisa de um pouco de amor e atenção. Todos esses detalhes caracterizam o tema do filme sobre a infância problemática. É a história de que o amor de um adulto pode muitas vezes resgatar uma criança da rejeição, da marginalidade, da falta de afeto e de carinho. Foi para mim uma boa reflexão sobre os alunos adolescentes que tive ao longo da minha carreira do Magistério e o encaminhamento dado àqueles que apresentavam “desajustes” de comportamento. Às vezes um caminho, uma alternativa para esse problema estava tão perto de nós, professores, mas queríamos complicar com encaminhamentos para a Eca (Estatuto do Menor e Adolescente), juizado de menores, psicólogos, etc. Realmente, o menor “problemático” exige uma dedicação muito grande do seu professor ou cuidador, mas geralmente falta tempo e disposição para enfrentar essa batalha! É um bom filme para ser visto por professores que trabalham com adolescentes com comportamentos difíceis. Pode ser visto no Cine Topázio Shopping Prado 3,que agora está com um recente “Projeto Literatura no Cinema” em que disponibiliza livros de sua biblioteca recém-criada para o público que frequenta o local.(Correio Popular-9/1/2012-Caderno C)
Quanto à leitura, reli um livro que foi marcante entre as minhas leituras acadêmicas: ”O queijo e os vermes” de Carlo Ginzburg. É a história de um moleiro, Menocchio, que na época medieval é investigado pelo tribunal da inquisição sobre a acusação de sustentar a ideia de que o mundo tinha sua origem na putrefação. [O mundo foi feito] "do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos.” Ele passa a disseminar suas idéias heréticas ao povo de sua aldeia. ”Graças a uma farta documentação, temos condições de saber quais eram as suas leituras e discussões, pensamento e sentimentos: temores, esperanças, ironias, raivas, desesperos” Retrata bem a cultura popular do século XVI, mais especificamente a cultura camponesa da Europa pré-industrial, marcada pela difusão da imprensa e a Reforma protestante. ”O queijo e os Vermes” é mais do que a história de um moleiro, é um escrito histórico, Ginzburg faz um estudo da história cultural e das mentalidades.
Uma leitura mais leve e descomprometida foi a que encontrei no livro “Sobre homens e lagostas” de Elizabeth Gilbert, mesma autora do grande sucesso e best-seller do ano passado “Comer, Rezar e Amar”. É seu romance de estreia em que ela constrói a personagem principal - Ruth como uma heroína indomável que enfrenta um mundo dominado por pescadores de lagostas nas remotas ilhas na costa do Maine. Os conflitos e guerras acontecem há gerações pelo direito da pesca na região. Ruth, com sua personalidade forte faz uma transformação no sistema de pesca das ilhas, assim como mostra aos seus habitantes um novo modo de pensar e ver o mundo. Uma literatura de ficção prazerosa de se ler!
Outros filmes que estão na minha lista e em cartaz nos cinemas da cidade:  "Cavalo de Guerra" de Steven Spielberg e “Late Bloomers-O amor não tem fim” com William Hurt e Isabella Rossellini.

 

 

enviada por Ângela Junquer
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02/01/2012 08:41:25
ANO NOVO  Compartilhar

Ano Novo,novos sonhos, novas propostas de vida...Todos nós, a cada ano que se inicia,temos anseios: carro novo, casa para morar, viajar mais para conhecer novos lugares e pessoas, sermos mais bonitos e atraentes; muitas vezes também almejamos casamentos cheios de romance, empregos sem estresse, filhos educados e tranqüilos, trânsito pacífico, emagrecimentos” ä jato”etc ,mas nos esquecemos do balanço do ano que se findou e procurar exercer o ritual da gratidão pelos bons momentos vividos até aqui : agradecer aos que nos auxiliaram a chegar até aonde estamos, aos pequenos favores recebidos e äs surpresas que a vida nos reservou até agora, pois ela está sempre se modificando, o tempo passa com emoções que vêm e vão.

Tragédias ocorrerão, chuvas fortes e desmoronamentos virão, mas também haverá gente heróica ofertando de si para outros salvar;
alegrias de metas alcançadas, de compartilhar sucessos e encontros, de se sentir realizado, com autoestima valorizada,pois a esperança está sempre ao nosso lado, mesmo em momentos de tristeza...

Todos nós, indiferentemente,desejamos ser reconhecidos com respeito, ter bons relacionamentos e realizaçòes, ser amados, sobretudo. Que este novo ano nos anime para o que “der e vier” com muito otimismo, boa vontade, paciência, porque a vida, embora tenha momentos desanimadores, é bela e temos competência para lutar e vencer , alimentando a esperança para um mundo melhor, com menos estresse e maior reverência para com os bons momentos...

Lembremo-nos que “é por causa dos sonhos que a vida sempre vale a pena e faz sentido”. (1)

Cecília Pavani

1-Ivo Lima dos Santos; O recheio que faltava em sua vida.

enviada por Cecília Pavani
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26/12/2011 22:04:09
Feliz Ano Novo!  Compartilhar
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Não tem muito como ser diferente! Nessa época do ano, todo mundo quer mesmo é comemorar, refletir sobre os últimos doze meses e fazer uma série de planos para os próximos. E tem que ser assim: todos precisamos (e merecemos) parar uns dias, descansar, viajar, reunir amigos e, com certeza, sonhar com os meses que virão. Depois, é lutar para que tudo se torne real.

Que o seu ano novo seja assim: cheio de sonhos se tornando reais.

Para marcar a passagem de ano, fica o poema de Carlos Drummond de Andrade, que traduz muito bem esse sentimento de transformação e recomeço:

Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente...

enviada por Fabiano Ormaneze
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