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Com solo do trompetista russo Vladislav Lavrik (foto), a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas se apresenta hoje e amanhã (sábado) no auditório da FCM, na Unicamp, sob a regência do maestro convidado Alessandro Sangiorgi. Além do Concerto para Trompeteem Mi Bemol, de Hummel, com o solo de Lavrik, o programa traz ainda as peças Concertante, de Carmargo Guarnieri; e a Sinfonia número 38 - Praga, de Mozart. Hoje, às 20h; e sábado, às 16h, com entrada franca. Os ingressos são distribuídos com uma hora de antecedência.
Uma noite para dançar e para relembrar o rei de reggae - Bob Marley - é o que propõe o encontro Tribo Cahaya, dentro do projeto Rock Steady Festival, que ocorre neste sábado na Cooperativa Brasil. O percussionista, cantor e compositor Lumumba comanda a festa ao lado de Doc Miranda (foto) e banda Reggae Spirit, Solano Jacob, Lei Di Dai (ambos de São Paulo), Êxodo da Babilônia (de Sorocaba), Natural Mystc, Ments Criminais, Expresso 411, Uabassa Ylu Menino Levado e DJs Dumbo e Alan Vibrations. A apresentação tem um caráter especial, já que marca os 31 anos de morte de Bob Marley, completados dia 11 de maio. "Nada mais apropriado que reunirmos fãs do ídolo para esta celebração regada a muita música",diz Doc Miranda. O encontro começa às 16h, com oficinas de percussão coordenadas por Lumumba e mestre Marquinho Simplício, e as apresentações ocorrem a partir das 21h30. A Coopertativa fica na Av. Dr. Eduardo Pereira Almeida, 670, Real Parque, Barão Geraldo. Pontos de venda também na Banca Central, Riva Rock e Disorder.
Nóis na Chuva é o nome do espetáculo que o coral Coromim apresenta neste domingo, na Casa do Lago da Unicamp. Criado em 1997 com o objetivo de reunir pais, professores e funcionários da Escola Curumim numa atividade lúdica, o Coromim tem como marca registrada a irreverência e alegria. Esta marca pode ser confirmada em Nóis na Chuva, uma brincadeira musical. Segundo o regente, Coré Valente, o principal objetivo do coro é divertir e proporcionar alegria, tanto para quem canta como para quem assiste. “O grupo tem uma ligação forte, que extrapola os ensaios e apresentações, e isso passa no espetáculo, que busca mostrar um pouco dessa interação musical-afetiva”, diz o regente. O repertório faz um mix de gêneros e ritmos, juntando música clássica com rock, forró, temas de filmes, MPB e “o que mais vier”. A programação do Domingo no Lago começa às 10h. O coral se apresenta às 11h30. Na Casa do Lago da UInicamp
Uma visão mais ampla sobre a cegueira, extrapolando a questão física e mostrando os danos que a rigidez humana pode acarretar. Esta é a reflexão proposta pelo espetáculo Os Cegos, uma montagem do Segundo Encontro Grupo de Teatro, companhia que se formou a partir do curso livre de teatro do Barracão Teatro. Nesta montagem, ao contrário das anteriores que partiam do exercício cênico para chegar à dramaturgia, o grupo partiu de um texto para chegar ao resultado final. O espetáculo é livremente inspirada no texto homônimo de Michel de Ghelderode (1898-1962). Conta a história de três cegos peregrinos que querem chegar a Roma e encontrar o Papa, na esperança de que este possa lhes conceder a visão. Segundo o diretor, Eduardo Brasil, o texto foi atualizado de forma a deixá-lo atemporal. A proposta é que não importa em que época acontecem os fatos. No caminho os cegos se encontram com um caolho que tenta alertá-los sobre os riscos da viagem, que mpode levá-los à morte, mas ignoram os avisos e insistem em sua louca caminhada. Hoje, às 21h, no auditório do IA, na Unicamp. Contribuições no chapéu.
Um século de literatura brasileira de ficção. Este é o panorama que o escritor João Cezar de Castro Rocha apresenta nesta quarta no projeto Invenção do Contemporâneo, da CPFL Cultura. Por se tratar de um período grande para abordar, ele parte de dois romances de 1902, que foram decisivos para a época: Canaã, de Graça Aranha, e Os Sertões, de Euclides da Cunha. Para o escritor, ambos são obras fundamentais para a cultura do Brasil, que ajudam a compreender a força que a ficção teve para pensar o país. A palestra avança até a década de 1990, mostrando as quatro correntes que, segundo Casto Rocha, foram as principais no período de 1902 a 1992: o empenho com a identidade nacional, o engajamento social e político, a preocupação com a linguagem e o cuidado em atrair o público leitor. Castro Rocha também vai ler trechos dos livros que considera emblemáticos de cada movimento. Nesta quarta, às 19h. Na quinta, no Café Filosófico, no mesmo horário, é a vez do bailarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo falar sobre o trabalho corporal. Na CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, fone: 3756-8000). Entrada franca.
Uma ótima oportunidade para conhecer ou rever a obra de um dos mais importantes artistas plásticos campineiros. Em Busca da Síntese é o nome da exposição do pintor Thomaz Perina em cartaz a partir de sábado no Instituto que leva seu nome. São desenhos, telas, estudos e esboços reunidos ao longo de seis décadas de trabalho do artista, que retratam suas paisagens tendo como cenário a Vila Industrial, onde viveu toda sua vida, ferrovias e a figura humana no cotidiano. Todas as obras foram doadas em vida por Perina ao Instituto. São 20 telas, algumas inéditas e cerca de 50 estudos em papel do processo criativo do artista, Segundo Maria Angelina dos Santos, sobrinha do artista e diretora do Instituto, a partir dos anos 60, Perina rompe com o tipo de arte que fazia e parte para nova fase, de retirar do trabalho tudo que para ele era desnecessário, não apenas os elementos como as cores. Nessa fase, Perina passa a usar o preto e branco como colorido, um marca registrada de sua obra a partir da nova fase. Outras marcas são o círculo representando a árvore e o traço, o caminho. De sábado a 31/5, de terça e sábado, das 10h às 16h, no Instituto Thomaz Perina, na Rua Santo Antonio Claret, 229, Castelo. Entrada franca. Duas telas de Perina, inclusive Paisagem (foto) depois da mostra vão para o México, integrando o acervo da Coleção de Arte Femsa.
Sexta Santa na Boblônia, um tributo rasta com a banda Reggae Spirit, DJ Dumbo e Waltão, é a atração de hoje no Sonique Campinas, que oferece Double Heineken até meia noite. A ideia é oferecer uma noite de paz e alegria para quem não vai viajar neste fim de semana. Criada por Doc Miranda (foto), a Reggae Spirit é a primeira banda do gênero do interior paulista, e soma 25 anos de estrada. No repertório temas consagrados do reggae de Bob Marley e Peter Tosh, de regueiros nacionais como Gilberto Gil e Luís Melodia, além de composições próprias da banda. Doc Miranda, um dos primeiros rastas de Campinas faz o papel de mestre de cerimônias, homenageando Hailê Selassiê. O Dj Dumbo que preza seus dreadlocks, é um cara sensível de pista e toca as música que a galera mais gosta, em vinil, com sua técnica em sctrachs surpreendente. Waltão é outro que vem fortalecendo o agito alternativo na cidade, com a galera do skate, do grafitti, da música e da moda. A Reggae Spirit é composta por Doc Miranda no vocal e guitarra base, Israel Mendes (Tche) na guitarra solo, Lucas Perete no baixo, Coré Valente nos teclados, e Steve Daves na batera. Hoje, a partir das 23h (discotecagem) no Sonique (Rua Ferreira Penteado, 1449, Cambuí, fone: 2512-0243). A banda ataca à 1h.
Uma chance única de conhecer por dentro o funcionamento da mais antiga fábrica de chapéus do Brasil – a Chapéus Cury. Por uma iniciativa da cineasta Julia Zakia, a fábrica abre suas portas ao público pela primeira vez em sua história e sedia a Mostra de Arte Chapeleira: A Fábrica Reencontrada. O evento reúne teatro, cinema, exposição fotográfica, visita guiada por mestres chapeleiros, além de barracas de souvenirs e de comida árabe. Julia é neta de Sérgio Cury Zakia, chapeleiro há mais de 70 anos e filho de um dos fundadores da fábrica. Em homenagem ao avô, ela dirigiu o documentário O chapéu do Meu Avô, de 2004, obra que inspirou os atores do Lume Teatro, Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini a criarem o espetáculo O que Seria de Nós Sem as Coisas que Não Existem, em 2006 (foto). Outro filme de média-metragem rodado na fábrica é Chapeleiros, de Adrian Cooper. O espaço e sua produção são objeto também da exposição fotográfica de Fábio Fantazzini, que já rodou o mundo e tem peças expostas inclusive no Museu de Houston (Estados Unidos). No domingo, tem ainda uma visita pelas dependências da fábrica guiada pelos chapeleiros Gegê e Lero.
Hoje, a partir das 15h, com exposição e visita guiadapelo prédio de 1920. Os curtas são exibidos em três sessões, às 16h, 17h e 18h, e o espetáculo teatral às 20h. Apesas a peça tem custo de R$ 20,00. As demais atrações são gratuitas. Na fábrica de chapéus Cury (Rua Baroneza Geraldo de Rezende, 142, Vila Itapura, fone: 3289-9869)
A psicanálise vista pelo viés da comédia e da música. Isso é o que propõe o espetáculo Sabor a Freud, comédia musical que abre a programação teatral de abril do Sesi Campinas. Dirigida por Débora Dubois, a montagem traz os atores Juan Alba e Angela Dip.O texto do filósofo argentino José Pablo Feinmann, foi adaptado por Gustavo Kurlat, quie também assina a direção musical.
A peça conta a história de um psiquiatra mal resolvido, que atende uma paciente com dupla personalidade. Enquanto ele é frustrado por adorar dança, mas não ter o menor talento para a prática, ela traz dentro de si uma mulher chamada Dolores, uma menção à cantora e compositora Dolores Duran.
Hoje, com sessão única às 19h, no Sesi Campinas (Av. das Amoreiras, 450, Parque Itália). Entrada franca. Os ingressos começam a ser distribuidos 1h antes do início.
Os atores campineiros Hélcio Henriques e Stella Vilela vivem um casal com problemas existenciais, no curta Francisca, que tem estreia hoje no auditório do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O filme de Rafael Ferrucci e Gabrielle Pompílio integra a mostra de curtas Projeto de Cinema, do curso de midiologia da Unicamp. Serão exibidos ainda os curtas Morte e Vida Tangerina, de Paulo Azeviche; Não Peça a Deus, de Fernando Dalberto; Midnight Wlaker, de Carlos Massari; e Aqueles que Andam pelo Fogo, de Luciano Evangelista. Francisca é uma adaptação, autorizada pelo autor, da obra de Rubens Fonseca. Mostra a insatisfação de Francisca, vivida por Stella Vilela, com um casamento desgastado e infeliz. Por meio de cenas do cotidiano e monólogos, o publico compartilha as insatisfações da personagem. O amor acabou e o que restou foi um marido, interpretado por Henriques, que trava com a esposa diálogos ácidos o tempo todo. No meio dessas insatisfações, ela toma coragem para resolver seus problemas. "Filmar Francisca foi uma experiência muito agradável, especialmente por poder contracenar com a Stella. O curta exigiu um trabalho profundo de ator, pois o filme se apoia efetivamente na interpretação dos atores", afirma Henriques, citando que a relação com diretores e produção foi de muita generosidade. O curta foi filmado em dois dias em São José dos Campos e levou cerca de três meses na edição e finalização. Segundo Henriques, "o filme é efetivamente da Stella, e foi um grande prazer ser coadjuvante dessa grande atriz".
Cantando no Cinema é o nome do recital que a Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos (Abal) promove hoje, dentro da série Encontros Musicais, somente com clássicos da sétima arte. "A ideia foi trazer para o palco músicas eternizadas nas telas, que tornaram os filmes famosos, ou ficaram conhecidas graças a eles", diz o presidente da Abal, Alcides Acosta. Ele lembra que muitas produções hollywoodianas foram grandes sucessos nos palcos da Broadway, transportados para as telas, como A Noviça Rebelde, Amor Sublime Amor, O Mágico de Oz, entre outros. No palco se revezam o soprano Marina Gabetta, o mezzo soprano Vera Pessagno Bréscia, os tenores Roberto Tortorelli, Cesar Kalau e Alcides Acosta, e o barítono José Luiz Águedo-Silva, com Carlos Wiik ao piano.
Além das músicas já citadas, serão interpretadas ainda temas das produções Ghost, Suplício de uma Saudade, Escola de Sereias, Branca de Neve, Amor sem Fim, O Homem que Sabia Demais, Além da Eternidade, Forte Álamo, Romeu e Julieta, Piaf e Mundo Cão. O cardápio musical foi montado com o propósito de agradar aos amantes da música e do cinema. Vale lembrar que a trilha sonora sempre foi item imprescindível nas produções cinematográficas. Mesmo na época do cinema mudo os filmes eram acompanhados, ao vivo, por orquestras, conjuntos ou pianistas que tocavam próximo à tela a música apropriada à ação. Se a sequência do filme era de ação o trecho musical devia ser rápido, forte e vivo. Já os momentos românticos se prestavam aos temas suaves e clássicos. Os Encontros Musicais da Abal ocorrem agora no auditório da Associação Campineira de Imprensa (ACI) (Rua Barreto Leme, 1479, Centro, fone: 3234-2591). Entrada franca.
A diversidade e talento de uma das maiores companhias de dança do Brasil podem ser conferidos hoje em Indaiatuba, dentro do circuito Sesc de arte. O Balé da Cidade de São Paulo faz apresentação única na cidade vizinha, iniciando a turnê da companhia, resultado de uma parceria entre o Sesc e a Secretaria de Cultura de São Paulo e também entre o Sesc-Campinas e Prefeitura de Indaiatuba.
Fundado em 1968 com o nome de Corpo de Baile Municipal, a companhia de dança tinha como proposta acompanhar as óperas no Teatro Municipal e se apresentar com peças do repertório clássico. A partir de 74, sob a direção de Antonio Carlos Cardoso, o grupo assumiu o perfil de dança contemporânea, que mantém até hoje. Hoje, o Balé da Cidade de São Paulo tem em seu repertório obras dos mais conceituados coreógrafos da atualidade.
Em Indaiatuba serão mostradas duas coreografias: Divinéia, de 2001, de Jorge Garcia; e Cidade Incerta, de 2011, do coreógrafo português André Mesquita. "São duas coreografias diferenciadas, escolhidas com a finalidade de mostrar o rigor técnico, a qualificação artística e a diversidade de estilos do Balé da Cidade", afirma o diretor artístico assistente, Fernando Machado.
Divinéia tem por base o livro Carandiru, de Drauzio Varella, e fala sobre o cotidiano de presidiários. "Antes do acesso dos visitantes aos pavilhões, era preciso entrar na sala e levantar os braços diante dos revistadores. A partir desta descrição procuro mostrar no palco a convivência de homens encarcerados utilizando uma fusão de técnicas de dança contemporânea e as várias culturas coexistentes no universo prisional, criando personagens de um mundo imaginário", disse Jorge Garcia sobre sua montagem. A coreografia é dançada por oito homens, e traz na trilha uma colagem musical com peças do grupo Cordel do Fogo Encantado, Suba e do DJ Dolores.
Cidade Incerta, de André Mesquita, é inspirada na obra O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. "Mesquita foi convidado por nossa diretora artística, Lara Pinheiro, e trabalhou com foco na relação do viajante, na movimentação dele", informa Machado. A trilha sonora foi composta especialmente para a montagem por Eduardo Agni. No palco, 15 bailarinos narram a trajetória dos viajantes.
Agende-se
O quê: Balé da Cidade de São Paulo
Quando: Hoje, às 20h
Onde: Sala Acrísio de Camargo, no Centro de Integração e Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei) (Av. Eng. Fábio Barnabé, 3665, Jd. Regina, Indaiatuba, fone: 3203-3387)
Quanto: Entrada franca, retirada de ingressos no local.
O grupo Compás, formado por bailaores amadores do Centro de Arte Flamenca (CAF) quer aumentar seu número de participantes e faz uma audição hoje, 21 de março, para candidatos que dançam flamenco há pelo menos dois anos. A aula será conduzida pela professora Adelita parra e terá na banca examinadora os profissionais Ana Paula Campoy, Yuri Cayres e Lu Garcia. A audição ocorre das 18h às 19h30. Inscrições gratuitas pelo telefone: 3243-6019. O CAF fica na Av. Heitor Penteado, 715, Parque Taquaral).
Na mesma linha, a Abamba abre inscrições para selecionar novos interessados no projeto Os Meninos do Barão, que forma bailarinos-atores para o mercado de trabalho. Os testes para adolescentes a partir de 12 anos, ocorre neste sábado, dia 24, às 10h, na sede da Abamba, na RuaRodrigo Ribeiro de Melo, 80, Real Parque, Barão Geraldo, fone: 3289-0651.
Além das apresentações da Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU), já conhecida do público acadêmico, o Centro de Documentação e Difusão Cultural da Unicamp (CIDDIC) programou para este semestre uma série de concertos de câmara, como forma de divulgar a música erudita. O primeiro do ano traz a formação tradicional de quintetos de metais com o Quinteto Platinum. O quinteto é formado por cinco instrumentistas da OSU: Samuel Proença e Oscarindo Roque Filho (trompetes), Sílvio Batista (trompa), Fernando Orsini Hehl (trombone) e Paulo César da Silva (tuba). O repertório variado traz músicas como Sonata from Die Bänkelsängerlieder , de Anonymous; Veraneios, de Samuel Krähembühl; Dances from Terpsichore, de Michael Praetorius; Goin’ Home, de Anton Dvořák; Eine Kleine Nachtmusik, de Mozart; Canzona Prima a 5, de Giovanni Gabrieli; Summertime, de George Gershwim; e Brejeiro, de Ernesto Nazareth, entre outros. Nesta quinta, às 12h30, na Casa do Lago, na Unicamp. (DM/AAN)
Vibrante, intenso, belo, emocionante. A montagem de Equus, um dos clássicos da dramaturgia contemporânea, escrita pelo inglês Peter Shaffer a partir de um fato real, com direção assinada pelo campineiro Alexandre Reinecke, encanta e surpreende o espectador. A trama gira em torno da investigação levada a cabo por um psiquiatra, sobre os motivos que levaram o jovem Alan a cegar seis cavalos do estábulo em que trabalhava. Nessa viagem ao universo interior do rapaz, o psiquiatra descobre a força da paixão do jovem e a falta de uma chama similar em sua própria vida. No final constata que "posso curar sua dor, mas isso vai matar sua paixão!". O ator Leonardo Miggiorin dá vida a Alan e mostra no palco um talento e garra pouco aproveitados nas produções globais. Interpretando o psiquiatra, o veterano Elias Andreato mostra porque é considerado um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira. Se os dois protagonistas dão um show de interpretação, o restante do elenco - composto por Patrícia Gasppar, Jorge Emil, Mara Carvalho, Leo Steinbruch, Gustavo Malheiros, Bruna Thedy e Fernanda Cunha - não fica atrás. Todos defendem muito bem seus personagens. Este é um espetáculo de ator, como disse Andreato na coletiva de imprensa, e o diretor conseguiu tirar o melhor de cada um em cena. A montagem é um exemplo de respito ao texto, à encenação e ao público.
O ponto polêmico da montagem fica por conta da nudez do personagem Alan, um mero detalhe, segundo o diretor, que afirma que o que importa mesmo é a história, a humanidade e paixão que o texto carrega. Ele tem toda razão, a nudez, que é quase uma exigência do texto, foi explorada de forma delicada, elegante, sem nada de apelativo, absolutamente dentro do contexto da história. A solução encontrada para inserir os cavalos em cena - representados pelos próprios atores e tendo como caracterização apenas um ferro de freio na boca e a expressão corporal - é inspirada, assim como o cenário, criado a partir de seis baias metalizadas, que fazem alusão a hospitais psiquiátricos e trailers de transporte de animais. A cavalgada de Alan num dos cavalos do estábulo - que ele ama de forma incondicional, como se fosse uma divindade -, é de tirar o fôlego de tão bonita, e merece, como ocorreu na estreia sexta para convidados, ser aplaudida em cena aberta.
Equus fica em cartaz até 1º de abril no Teatro Amil do Parque D. Pedro Shopping, de sexta a domingo. Vale a pena assistir, é um belíssimo trabalho.
Prosseguindo com as oficinas e eventos programados para ocorreram durante a produção do espetáculo Oréstia, de Ésquilo, o professor, diretor, cenógrafo e figurinista Márcio Tadeu fará um debate no Teatro de Arte e Ofício (TAO) nesta quarta (8/2), onde abordará questões relativas à tragédia grega, com ênfase nos aspectos cenográficos, de figurinos e adereços. O evento é gratuito e está aberto ao público em geral, especialmente à classe artística. Oréstia é uma montagem do Grupo Rotunda, com direção de Teresa Aguiar, e consiste em três peças que serão apresentadas simultaneamente. Márcio Tadeu e professor e fundador do Departamento de Artes da Unicamp, é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/USP e faz parte do Grupo Lux In Tenebris e do Teatro dos Benditos Malditos. O debate ocorre a partir das 20h, no TAO (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, fone: 3241-7217).
A cantora Anaí Rosa volta a se apresentar em Campinas, neste domingo, no Almanaque Café. Conhecida da noite campineira na década de 90, a cantora que está radicada em São Paulo, se apresenta com o grupo Farinha seca, no projeto Domingo é dia de Dançar. Uma ótima oportunidade de matar a saudade, ouvir boa música e chacoalhar o esqueleto. A pianista Carla Arnoni, que assim como Anaí integrou o Grupo Soma, também participa da banda.
À Beira do Nada é o espetáculo solo de Eduardo Arambula que abre hoje a programação teatral do Terra Lume 2012, evento realizado anualmente em Barão Geraldo com a proposta de aprofundar as pesquisas sobre o trabalho de ator. A montagem do Cisco Teatro, da cidade de Cachoeirinha (RS), é o resultado de cinco anos de pesquisas do ator e do diretor Claiton Manfro.
O espetáculo baseado no livro Louco, de Júlio Zanotta, com desenhos de Lordsir Peninha. Segundo Manfro, a proposta não foi passar uma mensagem ideológica, mas na interpretação do público, trata de questões psicológicas, de loucura e da desintegração humana. A peça conta a história de Varguinha, um homem que vive em um manicômio desde os 17 anos. A montagem mostra sua trajetória e a forma como se relaciona com o ambiente e com as pessoas, de dentro e de fora do manicômio. O espetáculo tem sessões hoje e amanhã, às 23h, na sede do Lumen (Rua Carlos Diniz Leitão, 150, Vila Santa Isabel, Barão Geraldo).
O Terra Lume está com uma programação intensa que inclui simpósios, espetáculos, mesa-redonda, demonstrações, entre outros. Vai até 17 de fevereiro e termina com o tradicional cortejo Trueque, pelas ruas de Barão Geraldo. A programação completa pode ser conferida no site www.lumeteatro.com.br
Uma noite para lembrar os grandes sucessos de Bob Marley, Peter Tosh, regueiros brasileiros, e conhecer o novo single da Banda Reggae Spirit, a primeira do gênero do interior do Estado, criada por Doc Miranda em 1987. A banda, com nova formação, que inclui vocal, guitarras, baixo, batera e três backing-vocals, se apresenta nesta quinta-feira, a partir das 22h30 (o bar abre às 21h) no Kabana Bar (Avenida Romeu Tórtima, 485, Barão Geraldo, fone: 3201.8216). Ingressos: R$ 8,00 (homem) e R$ 5,00 (mulher).
Os amantes da cultura popular tem um ótimo programa para este domingo. Durante todo o dia ocorre, na Vila Castelo Branco, a 29a. edição do Encontro de Bandeiras da Asfrecam (Associação das Folias de Reis de Campinas). Participam da festa as seis companhias de reis de Campinas - Azes do Brasil, Mensageiros da Paz, Grupo Folclórico Campinense, São José Operário, Estrela Guia e Voz do Oriente -, e os ternos de congado Chapéu de Fita, de Olímpia (SP); Xambá de São Sebastião do Paraíso (MG), Progem Gente Nova e Cia. Reis de Potirendaba (SP). O encontro surgiu de uma promessa de Maria Cândida Teodoro da Silva, presidente da Afrescam, que nesse dia abre as portas de sua casa para a benção das bandeiras. Ela ainda oferece almoço aos participantes. Das 9h às 18h, na Rua Humberto de Campos, 183, Vila Castelo Branco.
As companhias de reis de Campinas lançaram, em dezembro, seu primeiro CD - A Caminho da Estrela -, um registro sonoro dos grupos. E no próximo sábado, 21/1, o grupo Azes do Brasil faz uma benção e grava um documentário sobre seu trabalho, uma forma de passar essa cultura para as futuras gerações. A Azes do Brasil soma 103 anos de reisado, 63 sob a coordenação de Tião Mineiro.
Em casa, a coisa está difícil, mas fora de Campinas grupos e artistas da terra conquistam público e reconhecimento. Um exemplo é a recente indicação do espetáculo Diário Baldio, do grupo Barracão Teatro, oa Prêmio Shell 2011, na Categoria Especial. O espetáculo, que estreou em 2010 no Barracão, é resultado de um trabalho de pesquisa sobre dramaturgia da máscara, iniciado em 2006, e é baseado em nichos arquetípicos da cidade de Campinas. Esta é a terceira indicação do grupo à premiação Shell. O ator Esio Magalhães, que dá vida ao personagem Cotoco, em Diário Baldio, foi indicado duas vezes ao prêmio de melhor ator, por A Julieta e o Romeu, em 2007; e Encruzilhados, em 2008.
Uma brincadeira que mistura dança contemporânea e música ao vivo, criando um universo lúdico e divertido. Esta é a proposta do espetáculo Ora Bolas, uma montagem da Companhia Tugudum, com direção de Rosana Battistella, que reúne no palco o músico Dalga Larrondo e a bailarina Valéria Franco, e será apresentado neste domingo no Sesc-Campinas. A apresentação integra a programação do Projeto Ciranda, que procura mostrar as diversas linguagens artísticas voltadas ao público infantil. às 11h30, no teatro do Sesc, com entrada franca.
Quem se encantou com os encontros e mensagens do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, tem agora a oportunidade de mergulhar no universo lúdico e mágico do pequeno aventureiro que foge de seu minúsculo planeta por ter se desentendido com uma rosa caprichosa e acaba chegando no deserto do Saara, onde se encontra com um aviador e uma raposa pra lá de esperta.
A mostra, um pocket da exposição montada na Oca do Parque Ibirapuera em 2009, apresenta os cenários e situações mais emblemáticos de um dos maiores clássicos da literatura universal e que, por muitos anos foi injustamente estigmatizado como "o livro das misses". O deserto, o avião enterrado na areia, a Paris natal de Saint-Exupéry, o jardim das rosas, a raposa, o vôo com os pássaros e até o asteróide onde vivia o pequeno príncipe poderão ser conferidos na mostra.
A mostra abre nesta quinta ao público e permanece até 26/2 no terceiro piso do Shopping Iguatemi, com visitação de domingo a sexta, das 12h às 20h; e aos sábados, das 10h às 22h, com entrada franca. Vale a pena conferir e recordar.
Com teatro lotado, apesar das goteiras no saguão de entrada, começou ontem a Campanha de Popularização de Teatro, que prossegue hoje com a comédia Cirque du Chulé, com o grupo Úlitmo Tipo. A comédia tem apresentações hoje, amanhã e sexta, às 21h, no Centro de Convivência Cultural.
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