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03/10/2011 09:46:14
Jambeiro: secretário diz ter acordo  Compartilhar

Segundo Luis Yabiku, acerto, que ainda depende de aval do MP, pode desembargar imóveis

O secretário municipal de Urbanismo de Campinas, Luis Yabiku, garantiu ontem que tem em mãos um acordo que pode finalmente acabar com o embargo das obras de empreendimentos imobiliários no Parque Jambeiro desde julho. Segundo ele, falta apenas o sinal positivo do Ministério Público (MP)—mais precisamente dos promotores Valcir Kobori, de Habitação e Urbanismo, e José Roberto Carvalho Albejante, de Meio Ambiente — para que seja firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Com isso, os trabalhos já poderiam ser retomados. A única questão é que, das quatro construtoras envolvidas no assunto, apenas uma, a Goldfarb, teria assinado oficialmente o acerto.

Intenção é firmar um compromisso formal com a Promotoria

As empresas MRV, que tem obras embargadas ao lado da Goldfarb, a Sol Panamby e a Rossi, que não estão envolvidas no problema, mas contam com empreendimentos na região afetada pelo embargo que podem ser beneficiados pelas melhorias no futuro, ainda não teriam oficializado a sua concordância com o que pretende o governo municipal. A MRV e a Goldfarb teriam que desembolsar R$ 30 milhões para as obras. A Rossi responderia por R$ 4 milhões e a Sol Panamby, por R$ 2,5 milhões. “A empresa continua analisando a proposta apresentada pela Prefeitura acerca dos projetos de melhorias no Parque Jambeiro”, informa uma nota oficial divulgada pela Rossi, deixando claro que ainda não tem a decisão final sobre o assunto. O secretário  reforça que o drama para os compradores dos apartamentos embargados pode chegar ao fim em breve. “Na semana que vem, nós levaremos à Promotoria essa  proposta. Vamos mostrar que todas as iniciativas que a Prefeitura tomou   atendem ao que eles (os promotores) estavam esperando. O trabalho não foi feito por  terceiros, mas pelos próprios técnicos da Administração”, aponta Yabiku. “Nós sabemos muito bem que tipo de necessidade e equipamentos públicos a população precisa lá. Por exemplo: escolas, creches, postos de saúde e praças. Tudo foi contemplado. Além de melhorias das ruas”, garante o chefe da pasta de Urbanismo. Ainda segundo Yabiku, o estudo de drenagem também foi realizado. “Ali sempre foi  uma área de enchentes. Em função disso, a Goldfarb atendeu o pedido daAdministração de colocar mais dois tubos debaixo da Rodovia Anhanguera, com diâmetro maior, para dar vazão à chuva. Esse pedido vai ser atendido, assim como  também a necessidade da construção de um viaduto sobre a estrada para melhorar o fluxo de veículos, além de fazer uma via marginal na altura do bairro”, comenta o  secretário. “São grandes obras onde a cidade como um todo vai ganhar”, diz, atestando que tanto a Rossi quanto a Sol Panamby aceitaram participar do rateio para as obras. “Elas vão desembolsar um valor menor, mas já concordaram em participar. É preciso essa ajuda porque os seus empreendimentos vão se beneficiar das melhorias no sistema viário e de drenagem ali”, afirma o secretário. Jarretta O ex-secretário municipal de Urbanismo Hélio Jarretta — que ocupou a pasta durante o governo de  Hélio de Oliveira Santos (PDT)—poderá depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção na próxima quartafeira, no plenarinho da Câmara. A informação é   do presidente da comissão, o vereador Artur Orsi (PSDB). O depoimento é um dos  mais aguardados pelos parlamentares porque a gestão do exsecretário foi envolvida em denúncias de supostas irregularidades. Jarretta foi o responsável, por exemplo, pela liberação dos empreendimentos do Parque Jambeiro sem que fossem realizadas obras básicas de infraestrutura, o que acabou gerando o embargo que afeta a vida de milhares de pessoas atualmente. O depoimento é uma oportunidade de ele, enfim, dar a sua versão dos fatos. De acordo com estimativas feitas pelo atual secretário de  Urbanismo Yabiku, as construtoras deixaram de realizar obras de infraestrutura — as chamadas contrapartidas — que somam pelo menos R$ 100 milhões em investimentos na região das obras colocadas sob suspeita. 

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