DIA DOS NAMORADOS

A importância do controle emocional para a vida corporativa

Alcançar o equilíbrio e o bem-estar emocional não só fortalece a relação do casal como infere diretamente na vida profissional
11/06/2015 | - Atualizado em 11/06/2015 - 09h08 Portal RAC
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
O equilíbrio é fundamental para manter o bem-estar em todas as relações interpessoais
O equilíbrio é fundamental para manter o bem-estar em todas as relações interpessoais
Quando alguém está apaixonado, o cérebro age de modo diferente, interferindo em vários aspectos comportamentais, além daqueles que já estão ligados ao sentimento em si. Mas a paixão não é duradoura, até porque não suportaríamos a constante corrente de adrenalina em nosso organismo. Por outro lado, o amor verdadeiro, sim. Ele pode ser muito mais benéfico do que imaginamos, tanto para as nossas relações afetivas quanto para o nosso desempenho no trabalho. Se potencializarmos isso, o dia dos namorados pode ter "ganhos" muito além do que pensamos.

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"O autoconhecimento permite prever nossos comportamentos e faz com que criemos relações mais duradouras e sejamos donos de nossas escolhas. É uma excelente analogia que podemos fazer, associando o amor e as relações afetivas, muito lembrados nesse dia dos namorados, com o nosso cotidiano no mundo corporativo", lembra Adriana Fellipelli, CEO da Consultoria Fellipelli psicóloga, coach e instrutora do programa de coaching baseado em neurociência.

No ambiente corporativo, algumas metodologias, comprovadamente eficazes, se baseiam no funcionamento do cérebro humano para permitir insights, autoconhecimento, desenvolvimento de relações e empoderamento. A boa notícia é que boa parte do que vem sendo aplicado nos testes e treinamentos para as mais diversas áreas profissionais, começam a ser desvendadas também no campo das nossas relações amorosas, afetivas.

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Recentemente, neurologistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China divulgaram uma pesquisa onde mapearam o cérebro para estabelecer em que fase do amor romântico uma pessoa está. Apesar de necessitar de mais testes, uma análise preliminar feita por ressonância magnética funcional (MRI) aponta que é possível verificar que o amor traz influências distintas às redes do cérebro, e afetam áreas relacionadas à motivação, regulação de emoções, recompensas e regiões cerebrais vinculadas à cognição social.

"A cognição social é o campo onde compreendemos as outras pessoas e a nós mesmos, e é importante para a percepção da personalidade de quem convive com a gente. E isso é relevante para a boa relação e interação com o outro, seja no amor ou no trabalho", explica Adriana.

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Para a CEO da Consultoria Fellipelli, adaptabilidade é a melhor palavra que pode descrever indivíduos em diversos momentos. Assim com é preciso saber os potenciais da personalidade da pessoa com quem você namora, também é quando necessitamos identificar líderes e pessoas em uma equipe de trabalho. Extrovertidos e introvertidos talvez tenham reações diferentes entre amigos ou nos seus relacionamentos pessoais, mas similaridades quando se trata de ter interações e atitudes mais simpáticas, amistosas e sociáveis para ampliar o bom relacionamento no dia a dia no trabalho.

"O coach pode desenvolver um programa que avalie a motivação, as emoções, as recompensas e a cognição social. Isso irá ampliar diversas possibilidades profissionais, e terá impacto também nas relações pessoais como um todo, inclusive afetivas", explica.

Equalizar emoções

Diferentes tipos de "Personalidade" podem conviver em um mesmo ambiente. Extrovertidos, introvertidos, emotivos, lógicas e racionais. Apesar disso, ao aprimorar desempenhos, as empresas podem preparar melhor seus quadros de colaboradores. As empresas existem porque pessoas atuam nelas, são dependentes delas e, quanto melhor a "qualidade humana", provavelmente, melhores serão os resultados obtidos pelas corporações.

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Da mesma forma que existem o estresse e a ansiedade nas nossas relações afetivas, elas ocorrem também no mundo corporativo. Em todas as situações, haverá variações de acordo com a personalidade de cada um, pois o que pode ser estressante para um, não necessariamente será para outro.

Para a melhor harmonia no ambiente de trabalho – e nas nossas relações com nossos parceiros - é fundamental saber temperar as emoções. "É como equalizar uma música, onde você pode pender mais para o grave ou mais para o agudo. No entanto, a música, que seria no caso a nossa personalidade, será a mesma", define Adriana Fellipelli.

E a paixão, como fica?

Pessoas apaixonadas são excessivas em tudo. Por isso, quando ultrapassamos essa barreira e seguimos para outro estágio, do amor romântico, é sinal de que alcançamos estabilidade emocional. Transferido isso para nossas lideranças e equipes, pessoas em estado de "amor romântico" são aquelas mais lúcidas que, embora também estejam predispostas a empolgações e a novos desafios constantes, agem sem a adrenalina intensa da paixão.

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"Ainda bem que a paixão tem prazo de valide, pois nosso organismo não aguentaria tanta adrenalina o tempo todo. E também não suportaríamos isso diariamente, nem com nossos amores e eternos namorados nem com nossos colegas de trabalho", conclui a empresária.

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