CORPO E MENTE

Como alcançar a paz interior e afastar a angústia e a ansiedade

Ceder aos impulso em estado desequilibrado não vai te libertar do sofrimento espiritual
14/05/2015 | - Atualizado em 14/05/2015 - 10h03 Mariane Montedori
mariane.montedori@rac.com.br
Foto: Divulgação
Em estado equilibrado o ser humano é capaz de mensurar emoções e tomar atitudes de maneira consciente
Em estado equilibrado o ser humano é capaz de mensurar emoções e tomar atitudes de maneira consciente
Seja por uma decepção amorosa, seja por conflitos mau resolvidos, a angústia uma hora ou outra acaba entrando estufando nosso peito e tomando conta de nossa mente, afetando pensamentos e atitudes. Isso acontece porque a angústia desperta a ansiedade e na busca desenfreada pela 'resolução' de uma situação ou problema, acabamos tomando atitudes precipitadas e desesperadas, que geralmente só aumentando ainda mais essas sensações. O grande erro está na falta de paciência e nos impulsos cedidos, que pulam a etapa da concentração e paciência, levando o indivíduo a tomar decisões que não tomaria em estado equilibrado. Mas afinal, como alcançar o equilíbrio necessário e trazer paz para sua mente?

1. Desabe a chorar
Que angústia não gera choro? Tal sensação parece inflar nosso peito, passando pela garganta e chegando à região do nariz, como se toda a região do seu rosto estivesse inchada. Não tem jeito! De nada adianta suportar e segurar o choro. Deixe seu orgulho de lado, as lágrimas são o respiro da alma. Aconchegue-se em um local que sinta-se seguro, entre em contato com as forças espirituais de sua crença, e simplesmente solte todo o sentimento que tenta camuflar perante a sociedade. Chore até não restar mais lágrimas. Até sua cabeça começar a doer. Até o sono tomar conta de seu espírito e te consolar em um profundo sonho. E quando acordar, tome um banho, esfrie a cabeça e comece tudo outra vez. Porque dependendo do seu estado emocional, vai passar por isso por dias e semanas. Antes chorar agora, do que chorar depois por uma atitude precipitada.

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2. Espiritualidade e meditação
Não importa aqui credo ou classe social. Depois das lágrimas, ou em conformidade com elas, o que tem que fazer é buscar respostas em si mesmo. Com a ajuda de Deus, para os cristãos, com o equilíbrio proposto por Buda - para os budistas, ou simplesmente de encontro à morada de sua alma. O que há no mais profundo do seu ser? O que procura para sua vida? Essas respostas vão de encontro à posição que tem tomado perante às situações que te provam? Por que? Deixe suas respostas penetrarem em sua mente e libere-se de toda carga emocional negativa, para aceitar o que racionalmente você já sabe. 

3. Observe-se
Com o peito aberto e livre, olhe para a situação como alguém de fora. Tente se ver e responda: o que eu quero daqui para frente? Neste momento, não alimente suas preocupações. Preocupe-se apenas em se ver e olhar pra você da forma que você quer ser visto.Compreenda que isso gera sofrimentos inúteis para você e para quem está ao seu redor. Ser positivo não é ser otimista. Ser positivo é ter uma mente clara, com discernimento, sem nutrir expectativas negativas. 

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4. Faça de cada dia, uma meta
Não é de um dia pra outro que o sofrimento que inflama seu mente vai se dissipar e se transformar em paz de espírito. Aqui, é comum querer jogar tudo pro alto e ceder ao impulso que corrói sua alma. É um momento decisivo. Controle-se, treine seus pensamentos. Se não sabe o que fazer, mas quer fazer se questione: que resultado isso pode trazer?  Desenvolva a vigilância sobre seus pensamentos. E, quando perceber que um pensamento negativo surgiu em sua mente, substitua-o, imediatamente, por um pensamento oposto. Calma e perseverança sempre. Aguarde pelo momento certo. 

5. Pare de reclamar
Quando você reclama, você atrai para si mesmo a carga negativa de suas próprias palavras. Como um imã, você atrai tudo aquilo que não deseja. A maioria das coisas que não dão certo, começa a se materializar quando lamentamos. Para mudar esse hábito, é necessário policiar suas palavras e seu tom de voz. Comece a observar-se e ficará surpreso como, diariamente, você reclama muitas vezes. E provavelmente a frase: 'Por que isso está acontecendo comigo' deve fazer parte da sua rotina. Não se martirize. Faz parte do processo. Mas agora que conseguiu enxergar-se, é hora de mudar.  

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6. Aceite
Aceite o que lhe acontece no momento presente. Entenda que nada acontece por acaso. Estamos colhendo agora o fruto de nossos pensamentos, palavras e ações. Não se revolte com os fatos e pessoas. Extraia lições do que lhe acontece, e com paciência e coragem, supere seus obstáculos e desafios.

7. Equilíbrio
Não há tempo cronológico para alcançar o equilíbrio necessário. Nem fórmula padrão que irá te dizer exatamente o que fazer e como agir. Há apenas o consenso de sanidade. Nada se resolve no impulso. Nenhuma atitude tomada na angústia vai te libertar. Respeite o seu tempo. Que pode durar uma semana, um mês ou muuuitos dias. Somente quando conseguir controlar-se com facilidade e for capaz de olhar a situação com razão, é aconselhável que, enfim, resolve o conflito que te trouxe aqui. Em estado equilibrado não há sentimento de arrependimento depois, nem remorso. Nos confundimos muito ao achar que a emoção vale mais. A curto prazo, pode ser. Mas a longo, só te trará sofrimento. Se temos a razão, é justamente para usa-la a favor do equilíbrio emocional, para que sejamos donos de nossas escolhas e árbitros de nossa felicidade. 

Somente em estado equilibrado o ser humano é capaz de mensurar suas emoções, que nem sempre tendem para o lado bom, e encontrar a resposta de forma racional e matura. 

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