SAÚDE

Fisioterapia também pode ajudar no tratamento de doenças respiratórias

Aumentando em até 50% nesta época do ano, as doenças respiratórias são mais severas em bebês e crianças.
11/05/2015 | - Atualizado em 11/05/2015 - 13h25 Portal RAC
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Outono e inverno são épocas propícias para doenças respiratórias
Outono e inverno são épocas propícias para doenças respiratórias
É durante o outono e o inverno que doenças típicas costumam aparecer. Gripes, resfriados, chiado no peito, rouquidão, bronquite e pneumonia são algumas das doenças que acometem a população. Preocupante em adultos, as doenças respiratórias em crianças exigem cuidados redobrados.

E é neste período, que bebês e crianças de até 02 anos de idade contraem a bronquiolite, uma infecção responsável por inchar e acumular muco nos bronquíolos. Como nos primeiros anos de vida o sistema imunológico ainda não está totalmente desenvolvido, bebê e prematuros são os mais vulneráveis. Contagiosa, o vírus sincicial respiratório, causador da infecção é contraído da mesma maneira que se contrai uma gripe, através do ar, e os principais sintomas podem ser resumidos em: tosse, febre, vômitos, dificuldade para respirar com chiado no peito e falta de ar.

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Como as crianças e bebês possuem maior dificuldade para liberar as secreções acumuladas, a Fisioterapia Respiratória é um tratamento eficaz. Utilizando manobras de higiene brônquica (tapotagem), com o objetivo promover o movimento e deslocamento das secreções e facilitar a eliminação do muco pelo organismo, aliada as técnicas de reexpansão pulmonar, melhorando a oxigenação do ar e evitando o desconforto respiratório.

“No tratamento contra a Bronquiolite, nós realizamos expirações lentas e prolongadas, que provocam a tosse para excreção de secreções, realizados a limpeza nasal com soro fisiológico de forma correta, de forma que não comprometa o sistema respiratório da criança”, pontua o Dr. Rodrigo Peres, coordenador da Central da Fisioterapia.

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Mas quando a bronquiolite atinge bebês que ainda não conseguem expectorar, se faz necessário o uso do aspirador endotraqueal, para que as secreções sejam sugadas, através deste equipamento, por via nasal e/ou oral. Em casos mais graves, é preciso introduzir uma sonda até a traqueia do paciente para retirar o excesso de secreção, evitando possíveis crises pulmonares e trazendo de volta uma respiração tranquila.

Há mais de 14 anos na área, Dr. Rodrigo possui várias experiências na área, que estão sendo reunidas no livro “O que eu aprendi com a Fisioterapia”, editora Manole. A ser lançado no segundo semestre de 2015, o livro trará históricas verídicas de que a Fisioterapia vai além de reabilitação física. 

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