FUGIU DA BLITZ
Mano Brown, dos Racionais, é detido na zona sul de SP
Cantor não teria respeitado um bloqueio policial e foi levado para a delegacia
06/04/2015 - 19h05 | - Atualizado em 07/04/2015 - 19h42 Agência Estado
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação.
Rapper é o vocalista da banda Racionais
Rapper é o vocalista da banda Racionais
O vocalista da banda Racionais MCs, Mano Brown, foi detido na tarde desta segunda-feira (6) em um bloqueio policial no Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. 

Segundo a Polícia Militar, os policiais o abordaram na Rua Carlos Caldeira Filho por volta das 16 horas. Ele teria tentado escapar da blitz e foi detido por desobediência, desacato e resistência à prisão.

O cantor foi levado ao 37º DP (Campo Limpo), onde prestou depoimento. A PM informou que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Brown estava com o exame médico vencido desde julho de 2012. Já o veículo, em nome da mãe do cantor, está com o licenciamento atrasado desde 2013.
 
Pouco antes das 21 horas, Brown deixou o DP, sem falar com a imprensa. Ele foi liberado após assinar um termo circunstanciado de desobediência civil. Segundo depoimentos ouvidos pelo delegado Fabio Brandão, Brown freou bruscamente ao ver a blitz, o que levantou suspeitas dos policiais.
 
 
Suplicy
 
O secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy, escreveu na manhã desta terça-feira (7), no Facebook, que o vocalista da banda Racionais MCs, Mano Brown, levou um mata-leão de um policial e foi derrubado no chão. "Maior respeito e civilidade especialmente aos negros se faz necessário. O fato de o exame de saúde da carteira de habilitação estar vencido não justificava aquele procedimento", disse o ex-senador.

Segundo Suplicy, Brown foi à farmácia comprar um remédio para a mãe e, no caminho, a polícia lhe parou, no Campo Limpo, zona sul da capital paulista. "Abriu os vidros, desceu do carro. Mandaram ele elevar os braços por trás da cabeça. Brown pediu para não tocarem nele", descreve o secretário, que afirma que Brown foi ofendido quando estava no chão, caído, por diversos policiais.
 
"Algemaram-no e o levaram ao 37º DP, no Campo Limpo. Vicente Cândido e eu fomos lá até que fosse liberado"
 
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