COMPORTAMENTO

O relacionamento nos tempos da tecnologia

Somos capazes de grandes gestos de solidariedade a pessoas que nem conhecemos e, ao mesmo tempo, incapazes de compreender e perdoar um mau dia daqueles que convivem conosco.
16/04/2015 | - Atualizado em 16/04/2015 - 09h43 Divulgação
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Amor nos tempos de tecnologia
Amor nos tempos de tecnologia
Segundo Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental, estamos em uma de nossas melhores fases do desenvolvimento social sobre o poder das conexões e dos relacionamentos humanos. “A tecnologia nos mobiliza e nos une – seja nos protestos ou no movimento solidário de ajudar famílias prejudicadas em enchentes ou seca, por exemplo. Sem contar nossas preocupações com qualidade de vida, ecologia e meio ambiente. Também nunca recebemos tantas pessoas em nossas casas com a internet e mesmo a TV, pós-era digital”.

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Contudo, Heloísa destaca que ainda nos envolvemos com mesquinharias e coisas sem importância, como nos irritar no trânsito, o mau humor do chefe ou do colega de trabalho, de nosso parceiro ou nossa parceira, com o fato dos filhos serem diferentes de nós. “De maneira geral, irritamo-nos com o ‘como as pessoas se comportam’”.

“Nosso grande paradoxo está em sermos capazes de gestos de solidariedade e doação a pessoas que nem conhecemos e, ao mesmo tempo, sermos incapazes de compreender e perdoar um mau dia daqueles que convivem conosco. Isso não é incrível?”.

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A questão é que as pessoas dedicam tempo e esforço para ajudar pessoas distantes e não conseguem sorrir para o vizinho que fez barulho à noite ou não as deixou dormir. Alguns são capazes de gestos heroicos de proteger crianças que mal conhecem, mas ficam desequilibrados por causa do motorista barbeiro que os fechou, ou pela simples manhã de congestionamento.

“Somente existimos e nos desenvolvemos por meio de e com o outro. Contudo, nos falta sustentabilidade interior para lidar com tantos diferentes tipos de personalidade e com as adversidades geradas por elas. Sem contar que, para nós, estamos sempre certos, e o modo como o outro age é que precisa ser mudado. Se fizermos uma reflexão sincera, perceberemos que as pessoas a quem mais amamos e com as quais convivemos são também as grandes prejudicadas. Almejamos um mundo de paz e fazemos guerra em nossa própria casa”.

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Ou seja, queremos ser felizes, mas deixamos de fazer nossa parte quando esperamos que o outro saiba como nos trazer felicidade. “Então a dica é: desarme-se e tente fazer hoje, não só no mundo virtual, o melhor que pode para você e para os que estão a sua volta”.