SAÚDE

Como diferenciar a alergia de intolerância alimentar?

Identificar qual o problema que está te causando irritação é o passo número 1 para investir em tratamento
06/04/2015 | - Atualizado em 06/04/2015 - 10h23 Agência Estado
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Uma a cada 50 pessoas no mundo é seriamente afetada por alergias
Uma a cada 50 pessoas no mundo é seriamente afetada por alergias
Basta ingerir um determinado tipo de alimento para desencadear uma reação, que pode ir de um simples desconforto a uma crise que pode até colocar a vida em risco. Como identificar se um problema recorrente relacionado à alimentação se trata de uma alergia ou intolerância alimentar? A dra. Sulanne Oliveira, nutricionista e consultora da farmácia online Netfarma explica cada uma, em detalhes, e dá dicas de como evitá-las.

Alergia Alimentar
Segundo a especialista, "a alergia é a reação do sistema imunológico que produz anticorpos para se defender de uma substância estranha para o organismo. Também conhecida como hipersensibilidade alimentar", ela é mais comum em crianças, principalmente, menores de 3 anos de idade, mas pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. Entre os alimentos que oferecem mais risco de desencadear reação alérgica estão leite, ovos, amendoim, frutos do mar e comidas com glúten, presente na farinha de trigo, por exemplo. Os sintomas rápidos, normalmente, são coceira, rouquidão e dificuldade para respirar, mas outros como congestão nasal, inchaço, náuseas, cólicas, vômitos e diarreias também podem aparecer. "Nos casos mais graves, há o risco de ocorrer uma reação anafilática, extremamente grave e que requer socorro imediato ao paciente. Tontura, dificuldade para respirar ou deglutir e queda de pressão são alguns sinais de alerta que apontam para esse quadro", orienta a nutricionista.

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O grau da crise varia de acordo com a quantidade de alimento ingerida e com a idade e condições de saúde da pessoa. O diagnóstico é concluído após análise do histórico do paciente, dos sintomas e após testes como o de pele, que identificam a reação de anticorpos para substâncias suspeitas. "Excluir o alimento da dieta e substituí-lo por outro que não provoque a reação é a forma mais segura de evitar as crises. O acompanhamento médico é imprescindível, assim o paciente não fica sujeito a cair em ciladas, como por exemplo, ingerir um alimento diferente, mas do mesmo grupo do que é nocivo ao seu organismo e acabar sofrendo a mesma reação", afirma a consultora.

Intolerância Alimentar
"Já a intolerância alimentar ocorre quando o organismo não produz as enzimas necessárias para digerir um determinado alimento. Não há ligação com o sistema imunológico". Mais uma vez, glúten, lactose e frutos do mar estão entre os maiores causadores do problema, assim como certos conservantes e corantes. Sintomas como náuseas, vômitos e diarreias figuram como os mais frequentes.

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"Essas semelhanças fazem com que as pessoas confundam a intolerância alimentar com a alergia, por isso a avaliação médica é tão importante. O especialista vai realizar os exames que considerar apropriados para chegar ao diagnóstico preciso. Após o diagnóstico, o profissional vai cuidar também de repor os nutrientes na dieta do paciente, substituindo os alimentos que provocam a reação, por outros, mais adequados", explica a nutricionista.

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