DESEQUILÍBRIO
07 atitudes que esgotam sua energia
Atitudes que carregamos conosco são as verdadeiras responsáveis pelo esgotamento físico e mental, que nos levam ao esgotamento. Descubra como trabalhar sua mente para alcançar o equilíbrio
31/03/2015 - 11h28 | - Atualizado em 31/03/2015 - 12h03 Mariane Montedori
mariane.montedori@rac.com.br

Foto: Divulgação.
Desespero é um dos sintomas da sobrecarga de energia
Desespero é um dos sintomas da sobrecarga de energia
Algumas pessoas parecem consumir toda a energia do seu ser, a ponto de te levar ao esgotamento mental e físico. No entanto, algumas atitudes que carregamos conosco são as verdadeiras responsáveis por esse esgotamento. Quando temos nosso estado mental equilibrado, temos total controle sobre nossas atitudes e nossa carga emocional. Mas quando algo está em desequilíbrio, nos deixamos levar por essas pessoas e acabamos sendo sugados por ela. 

Em estado equilibrado, o ser humano consegue filtrar a carga negativa que recebe e até mesmo transformá-la em algo bom, devolvendo a carga para o emissor de forma tratada. Mas para atingir esse estado de espírito, é necessário foco e determinação, de modo que você reverta quadros de atitudes contínuas e conexas, que está habituado a tomar, retransformando-a. E isso requer prática e censura, onde você tem de estar a todo momento de vigiando. O resultado vale a pena e vai te deixar muito mais relaxada e cheia de disposição. Para isso, é necessário evitar determinados pensamentos e atitudes, visando a reeducação da mente. Olha Só:

1. Pensamentos obsessivos
No dia a dia, fatos e situações nos levam a criar dúvidas em nós mesmos. Dúvidas geram pensamentos. E se não nos vigiarmos, esses pensamentos serão sempre obsessivos e destrutivos. Um exemplo corriqueiro, pode ser o ciúmes. Onde um integrante do casal não manda aquela mensagem no tradicional horário do dia, deixa de dar um telefonena ou simplesmente faz algo que te faça gerar a dúvida: 'Onde ele/ela está?'. Pensamentos desse porte tendem a se torarem extremamente destrutivos. A mente humana começa então a trilhar supostas respostas para esta pergunta, que nem sempre resultam em ' ele/ela pode apenas estar descansando'. Mas sempre em 'será que está com outro/outra?'. E aqui mora outro ofensor da mente humana. Nossa mente precisa ser tirada do conforto, pois uma vez que esses pensamentos se acheguem com mais continuidade, ela tende a seguir o mesmo raciocínio sempre que outra ocasião como essas aparecer. Assim, é preciso reenciná-la a pensar. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.

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2. Sentimentos destrutivos
Raiva, intolerância, perda de controle emocional. Sabemos que nem sempre conseguimos nos manter em posição equilibrada. Mas se deixar 'estourar' em situações pequenas também levam a mente a agir continuamente nas situações posteriores. A solução aqui é única! É necessário um resguardamento de forma a repensar as atitudes e situações que lhe tiram do sério. Reveja os fatos e reexamine sua consciência. Sentimento de arrependimento é quase sempre constante aqui. Apegue-se a ele e reestruture cada situação. Como poderia ter agido, que não daquela forma, para evitar esse desgaste emocional? No início, não é tarefa fácil. Justamente porque sua mente está 'acomodada'. Comece com o silêncio. Mas não deixe de evitar as situações que te tiram do controle. Pois são elas que vão te mostrar que o caminho pode ser outro. Monitore-se. 

3. Fuga do conflito
Podemos dar continuidade ao exemplo anterior. Na ânsia de nos controlarmos, tendemos a nos afastar dos problemas ou situações que fogem ao nosso controle. Aqui mora o perigo. Você tem a falsa impressão de que tudo está sendo cuidado, alterado e que uma grande mudança está acontecendo em você. No entanto, só está guardado em um campo da sua mente. O tempo, é claro, é fundamental. Mas fugir dessas situações ou dos problemas não vai fazer você mudar nem mesmo resolver. Apenas irá tardar. E quando chegar o momento em que precisará tomar uma atitude, a explosão estará ali, guardadinha, esperando essa deixa para ressurgir. A fuga não é adequada. O que precisamos é vigiar nossa forma de ser e pensar. 

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4. Mentir para si mesmo
Esta aí uma situação que passamos sempre. Parece que a todo momento queremos nos enganar. No entanto, as artimanhas para sustentar uma mentira, ainda que para nós mesmos, nos tomam muita energia. Esse consumo energético reflete em nosso aspecto cansado e tenso. Encare a realidade. A dor é passageira e muito aprendizado se tira dela. É força que renasce. E em tamanho dobrado. 

5. Cuidar da vida do outro
Já tá difícil controlar nossos próprios sintomas e sentimentos, quem dirá o do outro não é? A curiosidade é típica do ser humano. Mas quando o outro é visto como competidor, devemos nos preocupar. Quando falamos em cuidar da vida do outro, não queremos tratar apenas dos momentos em que criticamos a forma como ele veste, o namorado/a feia que ele arranjou. Mas também das situações de competição que passamos, desnecessariamente. Podemos tomar como exemplo o ambiente de trabalho, onde você e seu colega exercem a mesma função. Sem querer, acabamos por olhar o outro como um concorrente. E queremos sempre estar a frente dele. E não preciso nem dizer o quanto isso esgota, não é? Mas por que? Não seria mais fácil cuidar do nosso trabalho, melhorá-lo a cada dia? Ou até mesmo nos unirmos ao outro visando algo maior? A vida precisa ser levada com calma. E até mesmo a calma tende ser trabalhada. 

6. Projetos inacabados: a bagunça
Desde sempre a desordem vem atrapalhando o desenvolvimento psíquico do ser humano, causando confusão mental e emocional. A bagunça e a consequente desordem mental parecem ser um escape. Inconscientemente, há algo em nós que não está como deveria. A checagem e rechecagem é sempre um conselho. Mas há situações e respostas que só vem com o tempo. Até lá, há uma dica que pode ajudar. Não há resolver o conflito, mas há servir como degraus para a resolução. Comece por ordenar sua mesa de trabalho. Jogue fora o que não tem mais serventia. Veja o que está faltando para que seu dia seja mais agradável. Continue por seu quarto. E aqui tenho certeza que levará um dia todo, ou dois. Doe roupas que não lhe sirvam mais. Crie uma ordem para as blusas. O importante aqui não é aonde vai guardar cada coisa ou como. Mas é justamente a tomada de atitude. É olhar para aquele trabalho bagunçado e terminá-lo. Mesmo que leve horas. A consequência é a sensação de dever cumprido, de trabalho feito. De consciência limpa. E a merecida recompensa! Que tal passar o dia seguinte assistindo a um filme ou sair para relaxar com os amigos? 

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7. O perdão
Deixei o perdão por último. Mas ele pode ser sempre o primeiro. Sem perdão, remoemos mágoas, vivemos no passado, temos medo do futuro, ainda que isso pareça não se manifestar num primeiro momento. Perdoar o outro significa se livrar de todo ressentimento. O que nada mais é que dar uma nova chance a si mesmo. A chance de recomeçar. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. E quando falamos em perdão, não queremos remeter a religiosidade não. Embora para cada qual, tenha seu grau de importância que de forma alguma deva ser menosprezado. Mas quando falamos aqui em perdão, nos referimos a tomada de atitude. A atitude daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres e abertos para a felicidade.
 
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