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Estresse pode ser gatilho para desencadear crise alérgica

Estudos indicam que asma e urticárias são os processos alérgicos mais comuns entre os nervosos
23/03/2015 | - Atualizado em 23/03/2015 - 21h35 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
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Atualmente, no Brasil, as doenças alérgicas já afetam 35% da população
Atualmente, no Brasil, as doenças alérgicas já afetam 35% da população
Existem diversos fatores e partículas que podem desencadear processos alérgicos, desde ácaros, mofos, fungos e pólen, passando pela ingestão ou pelo simples contato com determinados alimentos e medicamentos. Chamadas de alérgenos, algumas substâncias físicas, químicas ou biológicas provocam uma resposta exagerada do sistema imunológico, gerando uma verdadeira "guerra" no combate a estes organismos. E o estresse, que já afeta 90% da população ao redor do planeta segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), é outro grande causador das incômodas reações alérgicas.

De acordo com um estudo realizado pelo Departamento de Alergia e Imunologia da Universidade de Mississippi, indivíduos estressados têm mais chances de desenvolver quadros alérgicos quando comparados a pessoas com cotidianos mais tranquilos, principalmente processos de asma e alergias dermatológicas. Isso está relacionado à produção de alguns hormônios durante eventos estressantes. Atualmente, só no Brasil, as doenças alérgicas já afetam 35% da população (cerca de 70 milhões de pessoas), conforme dados do Ministério da Saúde.

"No caso da asma, por exemplo, o estresse tem a capacidade de alterar a resposta anti-inflamatória produzida por nossas vias respiratórias para combater esta alergia, aumentando a intensidade, a gravidade e a duração dos sintomas da doença", diz o coordenador técnico do Brasil Sem Alergia, o médico Marcello Bossois.
 
Para ele, o estresse é um importante gatilho para a asma, pois sentimentos como medo, preocupação e ansiedade atuam no organismo intensificando as crises de quem já tem predisposição à doença. "Durante eventos estressantes, a pessoa tende a produzir substâncias que resultam em um perigoso processo de broncoconstrição, atrapalhando a entrada de ar nos pulmões", acrescenta Dr. Bossois, que também integra o Departamento de Genética da Universidade de Laval, no Canadá, em apoio ao pesquisador Jacques Tremblay.
 
Alergias dermatológicas

Mas entre as doenças alérgicas não é apenas a asma que se torna mais presente após períodos de maior exposição ao estresse. As alergias dermatológicas, que neste caso são chamadas de pssicodermatose, também têm uma participação significativa de processos químicos decorrentes de acontecimentos desagradáveis do cotidiano.
 
"Assim como ocorre nas vias respiratórias no caso da asma, a pele reage a hormônios, como a adrenalina e o cortisol, liberados pelo organismo em maior escala durante situações mais estressantes", explica a alergista do Brasil Sem Alergia, Dra. Patrícia Schlinkert. "Como resultado desta reação, o organismo produz histamina, citosinas e outras substâncias na corrente sanguínea, causando coceira, inchaço e outros sintomas clássicos de alergias dermatológicas como urticárias e eczemas", conclui.

Existem, por outro lado, determinados hormônios e substâncias que podem ser muito benéficos no tratamento das alergias desencadeadas ou mesmo potencializadas pelo estresse, como conta a médica acupunturista Carla Simone. Recém-integrada ao Brasil Sem Alergia, Carla defende a eficácia da acupuntura como um recurso terapêutico capaz de diminuir ou até acabar com as crises alérgicas, inclusive com o aval da OMS. "Além da endorfina e da serotonina, que são neurohormônios relaxantes produzidos durante a administração da técnica terapêutica, o método é capaz de regular a produção de cortisol, diminuindo os sintomas", observa.
 
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