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Desenhar te ajuda a escrever melhor

Conheça o método que usa desenhos em sala de aula como aliados a escritamétodo
26/03/2015 | - Atualizado em 26/03/2015 - 11h34 Universia Brasil
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Shutterstock
Método fornece cadernos que não serão avaliados por meio de nota para os alunos, para que se sintam livres para se expressarem
Método fornece cadernos que não serão avaliados por meio de nota para os alunos, para que se sintam livres para se expressarem


As crianças geralmente gostam de desenhar e não se importam com o caráter estético dos seus desenhos. Com o passar do tempo, o desenho é excluído do cotidiano, porque as escolas deixam de valorizá-lo.

Professores da Escola Oak Knoll, na Califórnia, adotraram uma técnica de trabalho baseado no livro “Amelia’s Notebook”, escrito por Marissa Moss. A autora encarna uma pequena garota que expressa suas ideias sobre o mundo por meio de desenhos e palavras. A escola fornece cadernos que não serão avaliados por meio de nota para os alunos, para que se sintam livres para se expressarem.

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Segundo Karen Clancy, os estudantes não estão acostumados a poderem fazer o que quiserem sem serem avaliados. Porém, à medida que perceberão essa brecha no sistema educacional tradicional, começaram a escrever o que mais os interessava. Além disso, Moss afirma que escrever sem se preocupar com avaliações é essencial para despertar a voz de escritor intrínseca a criança.

A autora de “Amelia’s Notebook” escreveu alguns guias para professores, a fim de prepará-los para ajudarem os alunos a conciliar os desenhos e as palavras em seus cadernos, flexibilizando a visão sobre os textos. Para ela, é importante que os alunos tenham um espaço próprio para registrarem o que quiserem, da forma que mais os agradar.

Outro ponto defendido por Moss é que as crianças têm noção do poder que emana do ato de contar histórias. Abrir espaço para que os alunos possam se expressar faz com que eles escrevam mais e, consequentemente, se interessem mais profundamente pela leitura.

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Andrea Boatright, também da Escola Oak Knoll, começou o procedimento fornecendo pedaços de papel, chamados de “Lifebooks iniciantes”, para os alunos e explicou a proposta, que consistia em expressar-se por meio de palavras e desenhos. Após um tempo de construção do projeto, Boatright pediu para que os alunos compartilhassem algum dos textos com o resto da sala e, a partir de então, estavam aptos a adquirirem um “Lifebook”, nome dado ao caderno, permanente.

Boatright também afirmou que há grande diferença entre alunos que utilizam os “Lifebooks” nas aulas e outros estudantes. Os primeiros desenvolvem maior desenvoltura vocabular, melhor capacidade de se expressar e boa estruturação das frases, além de ampliarem o interesse pela escrita.