LITERATURA
6 livros que todo estudante deveria ler
Da literatura clássica nacional para a estrangeira, passando por best-sellers. A leitura é muito mais que informação, é conhecimento
23/02/2015 - 13h38 | - Atualizado em 31/03/2015 - 15h19 Mariane Montedori
mariane.montedori@rac.com.br

Foto: Divugalção.
Livros que vão fazer você ter um caso com a literatura
Livros que vão fazer você ter um caso com a literatura
Livros de vestibular são importantes para nos dar o embasamento necessário da cultura nacional. No entanto, a leitura extracurricular pode fazer você se apaixonar pelas histórias que entornam os fatos. Abaixo, algumas sugestões mais inteligentes que '50 tons de Cinza' pra você que é estudante e está pegando o gosto da leitura! Mas isso não exclui quem nunca leu ou procura por aquela história envolvente, que amarra página a página o leitor à história. De clássicos à best-sellers, confira 7 títulos que não podem faltar na sua cabeceira:
 
A Moreninha
O primeiro livro de literatura nacional de muitos adolescentes foi, sem dúvida, 'A Moreninha'. Bom, pelo menos o meu foi! Se ainda não leu, vale a pena. Apesar da linguagem fácil, você irá se apaixonar pela forte e audaciosa Carolina. Considerado o primeiro 'romance romântico brasileiro', propriamente dito,  'A Moreninha' (1844) é obra-prima de Joaquim Manuel de Macedo e segue a tendência do romance-folhetim, alcançando grande repercussão por apresentar os quesitos necessários para satisfazer o gosto do leitor da época: o namoro difícil ou impossível, a comicidade, a dúvida entre o desejo e o dever, a revelação surpreendente de uma identidade, as brincadeiras de estudantes e uma linguagem mais inclinada para o tom coloquial. Se você é daquelas que amam a luta do mocinho para ficar com a mocinha... Leiam.

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A Escrava Isaura
Outro romance importante da história nacional, que deu origem inclusive à telenovela de mesmo nome, 'A Escrava Isaura', de Bernardo Guimarães, foi obra que impulsionou e levou ao conhecimento de todos o dom da escrita do autor, sendo reconhecido até pelo imperador do Brasil, Dom Pedro II. No enredo, o drama de uma escrava aparentemente branca, educada e muito bonita, numa época em que começava a se levantar questões sobre os crimes da escravidão e o rebaixamento da pessoa humana em função de sua raça e classe social. Apesar de tratar da escravidão negra no Brasil, o tema que sustenta a narrativa são os sofrimentos em função do amor: o amor da infeliz escrava impedida de amar a quem desejasse; o amor egoísta do seu senhor, que se achava não só dono de suas vontades, mas também dono dos seus sentimentos. Ótima dica para quem curte um 'amor impossível' e, principalmente, pra você entender que 'sofrer por amor' não é a expressão mais adequada pra você que tem 12 anos. 

Dom Casmurro
E há como falar em literatura sem mencionar Machado de Assis? 'Dom Casmurro' está dividido em 148 capítulos, na sua maioria curtos. O enredo não é dinâmico e a narrativa é interrompida a todo momento por pensamentos ou lembranças fragmentadas. Publicado pela primeira vez em 1899, 'Dom Casmurro' confirma o olhar certeiro e crítico que o autor estendia sobre toda a sociedade brasileira. Também a temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: a enigmática Capitu.

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Diário de Anne Frank
Para quem ama assuntos relacionados à Guerra, especificamente à Segunda Guerra Mundial, 'O Diário de Anne Frank' é sem dúvidas a melhor indicação para jovens. Trata-se de uma espécie de autobiografia, onde a autora, a pequena Anne (13 anos) relata o período que se estende de 1942 a 1º de agosto de 1944. Falamos de um diário escrito por qualquer garota de 13 anos, nos tempos atuais, com todas as inquietudes e preocupações de uma jovem, se ela não estivesse vivendo justamente em um dos contextos mais difíceis da história da Humanidade.

Cem anos de Solidão 
Como não amar o colombiano Gabriel Garcia Marques após a leitura de suas obras? (Eu e mais de 1 milhão de leitores somos apaixonados, então não ligue caso esteja sendo tendenciosa).  Para começar a leitura do autor, recomendamos 'Cem anos de solidão', que tem como pano de fundo a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a aldeia de Macondo. A narrativa se desenvolve em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca conhecida.

O retrato de Doryan Gray
Partindo para um outro nível de contexto, citamos 'O retrato de Doryan Gray', um romance filosófico do escritor e dramaturgo Oscar Wilde. (Uma pausa para esclarecer à meninas nascidas dos anos 90 pra cá, que trata-se de 'Gray', e não 'Grey: de Christian Grey'). Enfim, neste livro, o belo jovem 'Dorian Gray', o protagonista, torna-se modelo para uma pintura do artista Basil Hallward. O pintor apresenta Dorian ao Lorde Henry Wotton, que o faz tomar consciência de sua beleza e do valor de sua juventude e o inicia num mundo de vícios e desregramento. Apaixonado pela própria imagem e influenciado pelas palavras de Lorde Henry, Dorian deseja permanecer eternamente belo como no retrato. Misteriosamente, seu desejo é atendido. Dá pra imaginar os problemas psicológicos (leia-se psicóticos) que vem por aí. 

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