SAÚDE

7 coisas que você precisa saber sobre a Síndrome do ovário policístico

Ao contrário do que muitas pacientes temem, a SOP não é sinônimo de infertilidade. Tratamentos específicos podem fazer a mulher ovular
19/02/2015 | - Atualizado em 20/02/2015 - 21h54 Mariane Montedori
mariane.montedori@rac.com.br
Foto: Divugação
O principal sintoma da síndrome do ovário policístico é a irregularidade avançada no ciclo menstrual
O principal sintoma da síndrome do ovário policístico é a irregularidade avançada no ciclo menstrual
 

Embora seja uma desfunção exclusiva das mulheres, a Síndrome do Ovário Policístico (SOP). é uma doença hormonal, de origem endocrinológica, caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos. Mas calma... isso não significa que você vai começar a desenvolver voz grossa e que seus pelos vão crescer para sempre. Apesar do espanto, a SOP é de fácil tratamento e pode ser controlada. 

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Levando em consideração o alto número de pacientes que desenvolvem a doença, listamos 07 informações importantes para esclarecer o que é, quais os sintomas e como tratar a  Síndrome do Ovário Policístico. Olha Só:

1. Os sintomas
Antes de mais nada é preciso entender que para a doença ser diagnosticada é preciso que a paciente apresente dois ou três sintomas combinados, e que seja excluída outra patologia. Além disso, o médico deve avaliar sua história clínica e realizar o exame físico. Os sintomas da SOP são:

Aumento do volume ovariano
Ausência ou irregularidade da menstruação
Ausência de ovulação
Aumento de peso
Aparecimento de acne
Hirsutismo (crescimento de pelos no rosto e outros locais em que a mulher normalmente não tem pelos)
Queda de cabelo
Resistência insulínica (RI)
Problemas com a fertilidade

Vale ressaltar que a falta crônica de ovulação ou a deficiência dela é o principal sinal da síndrome.

2. A causa da Síndrome 
A medicina ainda não conseguiu responder porque algumas mulheres desenvolvem a SOP. No entanto, o diagnóstico e o tratamento precoces podem reduzir o risco de complicações de longo prazo, tais como diabetes do tipo 2 e as doenças cardíacas.

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3. Diagnóstico
O diagnóstico da doença é feito por meio do ultra-som ou no de toque realizado no exame ginecológico de rotina. Às vezes, basta examinar a paciente para localizar os dois ovários aumentados. O ovário tem mais ou menos 9cm³. O ovário policístico chega a ter 20cm³, quer dizer, o dobro do volume. Além disso, sua aparência é típica: fica coberto por uma capa branca semelhante à albugínea que envolve o testículo, e os cistos formam uma saliência na superfície.

4. Eu tenho SOP, e agora?
Você procurou uma ginecologista provavelmente por complicações na menstruação e descobriu que tem SOP. Não há necessidade de desespero. Você pode levar uma vida normal, aliada ha uma dieta saudável para evitar o aumento de peso, bem como praticar exercícios físicos e, muitas vezes, tomar um anticoncepcional adequado. 

5. É possível engravidar?
Por ser uma disfunção hormonal, se não houver tratamento adequado, a infertilidade é uma consequência. Para se ter uma ideia, 30% dos casos de mulheres que não conseguem engravidar estão relacionados à SOP. Muitas delas, inclusive, só descobrem que têm a doença quando percebem que não estão conseguindo ter filhos e vão a um especialista para resolver o quadro. Mas é importante que a mulher saiba que há formas de se amenizar os sintomas da SOP e que a possibilidade de engravidar existe quando o quadro é avaliado cuidadosamente e o tratamento correto é administrado.

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6. Como tratar?
Segundo o ginecologista Dr. Sergio dos Passos Ramos, o tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento, mas para isso é fundamental questionar se a paciente pretende engravidar ou não.

Os principais tratamentos são:

Anticoncepcionais orais? - Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. 

Cirurgia ?- Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais.

Antidiabetogênicos orais?- Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes.

Dieta e atividade física – Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas.

Indução da ovulação - ?Se a paciente pretende engravidar, o médico lhe recomendará tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras possibilidades de causas de infertilidade. Não se deve fazer esse tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar.

7. Existe prevenção?
Para prevenir a síndrome dos ovários policísticos é recomendada uma dieta leve e completa, acompanhada de exercícios físicos. Mulheres que estão acima do peso, têm glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas fazem parte do grupo de risco da doença, por isso precisam se prevenir seguindo uma dieta saudável, praticando exercícios físicos e realizando acompanhamento ginecológico anual. O mais indicado, caso você tenha alguns dos sintomas ou se fizer parte do grupo de risco, procure um ginecologista para realizar os exames necessários. Afinal, sua saúde merece sua atenção.

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