SAÚDE

Higiene íntima é essencial para evitar infecções vaginais

Apesar dos sintomas variados, os mais comuns são ardor ao urinar, dor durante as relações sexuais, coceira na região genital, corrimento e vermelhidão
19/02/2015 | - Atualizado em 19/02/2015 - 21h12 Portal RAC
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Foto: Divugalção
Toda doença que atinge o órgão genital feminino, provocada por microorganismos habituais da vagina ou adquiridos, é chamada de infecção vaginal ou vulvovaginites
Toda doença que atinge o órgão genital feminino, provocada por microorganismos habituais da vagina ou adquiridos, é chamada de infecção vaginal ou vulvovaginites
Toda doença que atinge o órgão genital feminino, provocada por microorganismos habituais da vagina ou adquiridos, é chamada de infecção vaginal ou vulvovaginites. Apesar dos sintomas variados, de acordo com o agente causador, os mais comuns são ardor ao urinar, dor durante as relações sexuais, coceira na região genital, corrimento e vermelhidão.

É fundamental consultar o ginecologista ao perceber as alterações, citadas anteriormente, ou mesmo diferentes, para investigação e diagnóstico. “Para um tratamento adequado, a paciente precisa da avaliação profissional para identificar a causa das queixas e realizar o exame ginecológico”, explica a dra. Silvana Maria Quintana, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Segundo a ginecologista, existem três tipos mais comuns de vulvovaginites: a vaginose bacteriana, a candidíase e a tricomoníase.

Vaginose Bacteriana

Principal causa do corrimento, esse tipo de infecção acontece devido à alteração na flora vaginal normal, diminuindo a concentração de lactobacilos, que protegem a vagina, e aumentando a população da espécie dessa bactéria, em geral a Gardnerella vaginalis.

O ginecologista deve realizar análise do conteúdo vaginal – geralmente é branco, em grande quantidade e com mau odor. Para o tratamento, está indicada a administração de antibióticos, como o metronidazol. Apesar de raras, entre as complicações desta infecção está o parto pré-termo (em gestantes) e a probabilidade de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis.

Candidíase

Assim como a vaginose, a candidíase é decorrente de um desequilíbrio da flora vaginal. Seu agente causador é o fungo Candida, presente nas pequenas cavidades do corpo humano. Por isso, a moléstia não se restringe ao canal vaginal, podendo aparecer na boca, por exemplo.

Dentre seus desencadeadores estão o uso excessivo de antibióticos, diabetes e maus hábitos de higiene. Seus sintomas mais comuns são o corrimento branco com grumos, coceira intensa, ardência, dor na relação sexual, inchaço e vermelhidão da região genital.

O tratamento deve ser realizado com antifúngicos que podem ser de uso vaginal ou via oral. Para prevenir sua recorrência, aconselha-se evitar roupas apertadas, usar antibióticos apenas com indicação médica e manter a região genital ventilada.

Tricomoníase

Diferentemente das anteriores, a tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas. Pode ser assintomáticaou provocar corrimento vaginal cinza, amarelado ou verde, coceira, vermelhidão e, em casos raros, dores abdominais.

Manchas vermelhas na parede vaginal ou no colo do útero aparecem no exame pélvico, que auxilia no diagnóstico, assim como a análise do corrimento. Com cerca de uma semana de duração, o tratamento consiste no uso oral de metronidazol.

“A melhor prevenção para as infecções vaginais é a prática de bons hábitos de higiene como, por exemplo, banhos diários e lavar a região anal após evacuar, a redução do número de parceiros sexuais e sempre usar preservativos. Os remédios e pomadas recomendados pelo médico devem ser utilizados de forma adequada. Quando não tratada corretamente, algumas vulvovagintes podem predispor a inflamação das trompas e da região pélvica”, alerta Dra. Silvana.