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Doença do beijo: saiba mais sobre a mononucleose

Em geral, o doente com mononucleose se recupera em poucas semanas
03/02/2015 | - Atualizado em 03/02/2015 - 18h00 Portal RAC
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
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A mononucleose é conhecida como “doença do beijo” por ser transmitida quando há o contato com a saliva de uma pessoa já infectada. Por isso, adolescentes e jovens adultos estão mais propensos à aquisição desta infecção viral.

De acordo com o dr. João Silva de Mendonça, coordenador do Departamento de Hepatites Virais da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a transmissão do vírus EB também pode ocorrer de outras formas – por transfusão sanguínea ou pela placenta, se a gestante adquire a infecção aguda - entretanto, são formas excepcionais e menos comuns. Não há dados definitivos sobre transmissão sexual.

De acordo com o Dr. Mendonça, não há um antiviral que tenha ação plena sobre o vírus causador – mesmo com a resolução clínica dos sintomas o EB persiste em estado de latência, ou seja, não é eliminado do organismo. “Deve-se considerar, ainda, que pode permanecer presente na saliva, de forma continua ou intermitente, por períodos prolongados”, explica.

A medicação indicada pelo médico ao paciente com Mononucleose Infecciosa visa aliviar os sintomas e manter, da melhor forma, a condição geral do paciente. Na fase mais aguda, recomenda-se repouso, evitando atividades físicas de maior intensidade.

Em geral, o doente com mononucleose se recupera em poucas semanas. Salvo as exceções – há casos em que os sintomas duram meses. Por isso, é importante consultar um médico para o controle da doença.
 
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