EDUCAÇÃO

Termina paralisação dos professores no Distrito Federal

Categoria marcou uma nova assembleia e pode parar mais uma vez no dia 9 de abril
27/02/2015 | - Atualizado em 27/02/2015 - 21h24 Agência Brasil
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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Docentes já tinham feitos protestos no mês passado
Docentes já tinham feitos protestos no mês passado
Em assembleia nesta sexta-feira (27), os professores da rede pública do Distrito Federal (DF) decidiram terminar a greve que começou no dia 23. Depois de uma votação acirrada, os docentes resolveram retornar ao trabalho na próxima segunda-feira (2) após nova proposta do governo do DF. A categoria marcou uma nova assembleia com indicativo de greve para 9 de abril.

Segundo o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), uma comissão de professores esteve com o governador Rodrigo Rolemberg para discutir uma nova proposta. O governo prometeu quitar toda a divida até o dia 30 de abril, bem como pagar a segunda parcela das férias e, caso haja condições financeiras, antecipar a quitação total dos pagamentos atrasados para março. A proposta inclui ainda que não sejam descontados os dias parados e que isso conste na folha salarial, desde que haja reposição das aulas.
 
O presidente do Sinpro-DF, Washington Dourado, informou que a maioria da assembleia decidiu por suspender a paralisação. “Segunda-feira, as aulas voltam, Suspendemos a paralisação para preparar para abril a mobilização pelo pagamento do nosso plano de carreira. Caso [isso] não seja atendido, entraremos em greve por tempo indeterminado”, disse Dourado.

Alguns professores, como Tiago Baldês, não concordaram com o final da votação. “O governo não prioriza a educação, nem o sindicato. Esses acordos internos, nos quais não se sabe se houve manipulação, o professor não aceita. Eu acho que se os benefícios não foram pagos até o momento não vão ser pagos até abril. Temos verbas, o problema é que não se dá prioridade à educação. Segunda-feira vamos voltar, mais em respeito aos alunos”, disse Baldês.

Os professores pararam na segunda-feira (23), em protesto pelo não recebimento de benefícios como abono de férias e décimo terceiro salário. Os valores são referentes ao fim do ano passado e somam quase R$ 200 milhões. Do total, R$ 35 milhões foram pagos e mais R$ 35 milhões serão pagos ainda neste mês.
 
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