POSSÍVEL GREVE

Com salários atrasados, professores do DF paralisam aulas na segunda

Docentes votarão em assembleia se entram em greve ou não após a paralisação
19/02/2015 | - Atualizado em 19/02/2015 - 20h20 Portal RAC
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Docentes já tinham feitos protestos no mês passado
Docentes já tinham feitos protestos no mês passado
Com benefícios como abono de férias e décimo terceiro salário atrasados, os professores da rede pública do Distrito Federal farão uma paralisação na próxima segunda-feira (23), data marcada para o início do ano letivo. Neste dia, a categoria vai decidir, em assembleia, se entra em greve ou retorna às salas de aula. Os professores não concordam com o parcelamento dos atrasados a serem pagos até junho.

A falta de recursos do governo do Distrito Federal provocou os atrasos e a equipe do governador Rodrigo Rollemberg, que assumiu o cargo no dia 1° de janeiro, propôs o parcelamento dos pagamentos. Os professores, no entanto, não querem esperar tanto para receber os valores.
 
“Estamos insistindo que o governo apresente uma alternativa. Ninguém defende greve. Não e a melhor saída, mas, às vezes, é a única que nos resta. Desde dezembro, estamos insistindo para que se tenha outra solução que não puna os trabalhadores”, disse a diretora do Sindicado dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa.

De acordo com Rosilene, a categoria está disposta a negociar e solicitou uma reunião com o governo. “Entendemos que é possível ter solução para evitar radicalização. Se governo não demonstrar interesse, definiremos na assembleia se temos aulas pelos próximos dias ou não”, disse ela.

O governador Rodrigo Rollemberg comentou o assunto nesta quinta-feira (19) após participar de evento no Palácio do Buriti e disse que, se for possível, fará o pagamento de forma mais rápida.
 
“Estamos fazendo o esforço necessário para pagar os atrasados deixados pelo governo passado no menor prazo possível. Reconhecemos a dívida, definimos o parcelamento e, se tivermos condições de pagar os atrasados de forma mais rápida, assim o faremos. Contamos com os professores para a retomada das aulas”, disse.