ESCOLAS

Matrículas em educação integral crescem 41,2%

Censo Escolar da Educação Básica de 2014 teve os dados divulgados nesta quarta-feira (11)
11/02/2015 | - Atualizado em 11/02/2015 - 19h03 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Dominique Torquato/ AAN
49,8 milhões de alunos estão matriculados na educação básica
49,8 milhões de alunos estão matriculados na educação básica
Pelo quinto ano consecutivo, as matrículas em educação integral apresentam crescimento expressivo. O número de alunos que permanecem, pelo menos, sete horas diárias em atividades escolares aumentou 41,2% em 2014, passando de 3,1 milhões para 4,4 milhões. Desde 2010, o contingente de crianças e adolescentes atendidos em tempo integral mais que triplicou.
 
Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica de 2014, divulgado nesta quarta-feira (11), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número de crianças matriculada em creches também cresceu. São 2,9 milhões, o equivalente a um aumento na oferta de 40% nos últimos quatro anos. O número de escolas que oferecem creche chega a 58,6 mil estabelecimentos.
 
 
Ao todo, o Censo de 2014 registra 49,8 milhões de alunos matriculados na educação básica. No ano anterior, eram 50 milhões. “A queda é fruto do tamanho da população, que diminui a cada ano. É consequência, ainda, de um fenômeno positivo, a melhoria dos indicadores de progressão e, em consequência, a redução da defasagem idade-série. O problema está sendo enfrentado e diminui a cada ano”, observou o presidente do Inep, Chico Soares.
 
O ensino fundamental é a maior etapa de toda educação básica e ultrapassa os 28 milhões de alunos. Destes, 15,7 milhões cursam os anos iniciais e 12,8 milhões os anos finais. Um dos destaques dessa etapa é que praticamente todos os alunos do primeiro ano do ensino fundamental estão na idade adequada para a série.

No ensino médio, o número de matrículas permaneceu estável em quatro anos. A frequência dessa etapa é de 8,3 milhões de alunos, 95,9% desse total em áreas urbanas. As redes estaduais são as que detêm a maior participação, com 84,7% do total de matrículas.
 
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