FINANÇAS PESSOAIS

Saiba como sobreviver aos gastos extras de janeiro

Na época mais crítica do ano, especialista dá dicas de como sair do sufoco nos próximos três meses
08/01/2015 | - Atualizado em 08/01/2015 - 19h45 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Consumidores mais atentos começaram planejamento no ano passado
Consumidores mais atentos começaram planejamento no ano passado
Após a empolgação com as festas, é chegada a hora de planejar o pagamento das conhecidas e temidas contas de início de ano. A lista dos famosos gastos como IPVA, IPTU, materiais e uniformes escolares, será estendida com o acréscimo do aumento de água e energia, previstos para fevereiro. O professor de Economia e Empreendedorismo da IBE-FGV, Paulo Ferreira, dá dicas de como encarar os três primeiros meses turbulentos do ano.
 
Papelarias lotadas de pais buscando o melhor preço são cenários comuns no mês de janeiro, porém 2015 preparou uma surpresa nada agradável aos consumidores: uma alta de 8% no valor dos materiais escolares, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE). Essa não foi a única notícia desagradável para o início do ano; de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a partir deste mês passou a valer o sistema de bandeiras tarifárias. Agora, o valor mensal da conta vai depender da cor da bandeira: verde, amarela e vermelha. Elas vão indicar o custo da energia, podendo sofrer reajustes de até R$ 3.

A lista não para por aí. Mais um custo que será sentido pelo consumidor será o reajuste na tarifa de água, que será de 11,98% a partir de fevereiro.

“As pessoas deveriam ter se preparado para os gastos de início de ano em novembro do ano passado, quando receberam a primeira parcela do 13° salário, porém sabemos que a maioria das pessoas não fazem esse tipo de planejamento, e agora não enxergam uma luz no final do túnel”, explica o professor de Economia e Empreendedorismo da IBE-FGV Paulo Ferreira.

Planejamento

Segundo Ferreira, a melhor maneira de encarar a situação é reunir a família e fazer um planejamento de despesas, retirando do orçamento qualquer gasto que não seja fixo e os supérfluos. “Gastos com restaurantes, idas ao shopping, cafezinhos na rua, compra de vestuário, tudo isso deve ser deixado de lado nesse momento; a prioridade deve ser pagar as contas fundamentais,” afirma o professor.

O parcelamento de dívidas, o diálogo com os credores e a pesquisa de preços são fundamentais de acordo com o especialista em Economia para se obter um bom resultado no final do primeiro trimestre de 2015.
 
“O maior número de contas possíveis deve ser parcelado nesse início de ano. Os pais devem conversar nas escolas dos filhos e tentar o parcelamento das matrículas dos filhos sem juros, em quanto mais parcelas melhor. O material escolar, depois de uma vasta pesquisa, também pode ser parcelado. Essa prática faz com que o pouco dinheiro que restou estique por mais tempo,” afirmou.

Para Paulo Ferreira, as despesas que não devem ser nunca parceladas são a fatura do famoso cartão de crédito e jamais utilizar o cheque especial. “São os dois 'nuncas' que utilizamos na economia. Em último caso, a melhor opção para o pagamento de dívidas é o empréstimo consignado. É necessário fazer uma vasta pesquisa nos bancos e verificar qual a menor tarifa de juros oferecida. É trabalhoso, mas se a pessoa poupou o trabalho no final de 2014 se planejando, gastará seu tempo agora se reestruturando,” afirma.

As palavras de ordem para quem quer sair do sufoco no início de 2015 são planejamento (de contas), renegociação (de dívidas), pesquisa (de preços) e contensão (de gastos).

“É necessário que, passado o sufoco, fique a lição para em 2015 guardar o 13° salário e fazer um planejamento para as contas de janeiro, para não passar pela mesma situação novamente,” ressaltou Ferreira.
 
Veja também