Saiba quais são os tratamentos ortodônticos com e sem extrações

04/12/2014 | - Atualizado em 04/12/2014 - 19h45 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Você sofre com os dentes tortos? Ainda tem dúvidas sobre quais procedimentos deve seguir? Então, aproveite que preparamos várias respostas para você. Confira:
 
É necessário extrair dentes para fazer tratamento ortodôntico?
Sim... e Não! Em alguns casos, para que se consigam os melhores resultados, tanto estéticos quanto funcionais, é necessário extrair dentes. Não é certo generalizar, tanto para o lado das extrações quanto para não extrações. Cada caso é um caso e isto é sempre avaliado com extremo critério pelo especialista em ortodontia.

Por que extrair dentes em alguns casos?
A evolução da espécie humana vem diminuindo o tamanho das arcadas dentárias. E os dentes não diminuem na mesma proporção. Desta forma falta espaço para que os dentes se acomodem, devidamente alinhados, nos seus suporte ósseos da maxila e da mandíbula. É verdade que o número de dentes está diminuindo, 50 % das pessoas têm ausências congênitas de um ou mais dos terceiros molares (sisos). Quando não ocorre a ausência dos dentes do siso, geralmente há falta de espaço para todos os dentes, incluindo os sisos. Extrair os terceiros molares é uma boa alternativa. Porém, neste caso, já é um caso com extrações... E sendo necessárias extrações, pode ser mais conveniente e vantajoso, para o paciente, extrair outros dentes ao invés dos sisos.

Há profissionais que conseguem fazer tratamento ortodôntico sem extrair?
Os especialistas em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares procuram, sempre que possível, fazer os tratamentos sem extrair nenhum dente. Um dos recursos para isto é expandir as arcadas dentárias com ou sem expansão das bases ósseas (ver expansão das arcadas dentárias). Também, principalmente em adultos, recorre-se a "slicers", pequenos desgastes nas faces proximais dos dentes, os quais não causam mal e, somados, podem provir os poucos milímetros que sejam necessários. Desta forma é possível evitar as extrações. Porém a expansão das arcadas dentárias não pode ultrapassar o limite das bases ósseas. E os "slicers" restringem-se a poucos milímetros. Desta forma há casos em que se impõe as extrações como a melhor solução e não extrair acarretará outros problemas mais graves.

E como ficam os terceiros molares (sisos) em casos de não extrações?
Quando os sisos estão presentes, de uma maneira geral, é crítico o espaço para a erupção destes dentes. Se o tratamento é feito com o propósito de levar os dentes para trás, isto irá tornar ainda mais crítica a possibilidade de erupção dos terceiros molares. Os ortodontistas e ortopedistas dispõem de recursos para avaliarem o espaço de erupção dos terceiros molares. Se há presença dos terceiros molares e o tratamento propõe-se a levar os dentes para trás, quase certamente os sisos não terão espaço para erupcionarem e terão de ser extraídos. Então o caso é com extrações. E deve ser muito bem avaliado. Pois sendo um caso extrações. E é necessário que se faça um balance das vantagens e desvantagens, de cada caso, extrair terceiros ou extrair prémolares. Acontecem casos de ser mais vantajoso, para o paciente, extrair pré-molares do que os sisos.

Por que pode ser preferível extrair pré-molares do que sisos?
Os pré-molares são os dentes mais fracos que temos. E se os terceiros molares estando bem posicionados e com espaço para irromperem, eles são mais valiosos que os pré-molares, por serem mais fortes. Também a extração de pré-molares é simples enquanto que extrair terceiros é sempre uma manobra mais complicada. Além disto, extraindo-se os pré-molares, que podem ser os segundos, o espaço é aproveitado em parte para alinhar os anteriores e outra parte para trazer os molares para frente e assim conseguir lugar para os terceiros.

Fonte: ABC da Saúde

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