PESQUISA

Ferramentas de busca online têm pouca utilidade quando o assunto é 'implante'

De acordo com relatos, um número crescente de pessoas tende a pesquisar por informações relacionadas à saúde na internet
03/12/2014 | - Atualizado em 03/12/2014 - 17h44 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Dos cem primeiros resultados listados na busca pelo termo “Dental implants” (Implantes odontológicos), pelas duas ferramentas mais populares da internet, Google e Yahoo, no outono de 2013, os pesquisadores da Universidade de Santiago de Compostela concluíram que no geral a maioria era pouco acessível ou útil. A informação do restante das páginas, que foram avaliadas pelo grupo durante o estudo, também era deficitária nesses dois quesitos. Os resultados na página do Yahoo foram um pouco melhores em termos de relevância e utilidade em comparação com os do Google. No entanto nenhuma diferença significativa foi detectada entre as duas ferramentas em relação à acessibilidade.

Os resultados ruins em termos de qualidade mesmo nos resultados mais relevantes podem ser a razão pela qual pacientes que consideram implantes odontológicos são tão desinformados sobre isso ou têm expectativas muito elevadas sobre o tratamento, sugerem os pesquisadores. “Informação virtual sobre implantes na língua inglesa é difícil de ler para a paciente comum e deficitária em termos de qualidade”, eles disseram no relatório. “Por isso é necessário gerar sites on-line que deem informações mais confiáveis e de maior qualidade sobre implantes, com conteúdo que seja ao mesmo tempo independente de interesse comercial e de fácil compreensão para o paciente comum”.

De acordo com uma rápida pesquisa na internet feita pelo site 'Dental Tribune', o Yahoo listou pouco mais de 1.7 milhões de resultados para “Dental Implants” no inicio de setembro, enquanto o Google listou quase o dobro deste número. Com aproximadamente um bilhão de usuários por mês o líder de mercado continua sendo a ferramenta de pesquisa na língua inglesa mais popular do mundo, seguida pelo Yahoo, que estima ter 300 milhões de usuários.

No geral, o estudo apenas incluiu 32 páginas das quais a maioria está ligada às organizações não governamentais ou instituições médicas e odontológicos. Apenas cinco dessas páginas estavam nos resultados das duas ferramentas. Páginas de empresas, fóruns ou discussões não foram incluídas de acordo com os pesquisadores.

O estudo recentemente publicado no Clinical Oral Implants Research Journal foi conduzido pelo grupo de pesquisa OMEQUI da Escola de Medicina e Odontologia da Universidade de Santiago de Compostela.
 
Fonte: Site 'Dental Tribune'
 
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