TRATAMENTO

Entenda a diferença entre artrite e artrose

Médica explica o que acontece no organismo em cada uma dessas doenças e dá dicas de tratamento
12/12/2014 | - Atualizado em 12/12/2014 - 18h43 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
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Informação sobre as doenças é o caminho para um diagnóstico mais rápido
Informação sobre as doenças é o caminho para um diagnóstico mais rápido
Artrite e atrose são doenças reumáticas, mas muita gente ainda faz confusão na hora de identificar e procurar o tratamento indicado. A reumatologista de um hospital da capital paulista, Elisa Terezinha Hacbarth Freire, explica as diferenças e orienta: “Qualquer pessoa pode desenvolvê-las. Por isso, a informação e o conhecimento de suas existências e manifestações, bem como um diagnóstico e tratamento precoce com um reumatologista habilitado, são primordiais.”

De acordo com a especialista, o termo artrite significa inflamação na articulação, ou seja, uma articulação aumentada de tamanho, dolorida e, às vezes, com calor e vermelhidão local que causa dificuldade na realização de movimentos cotidianos. “Ocorre em vários tipos de doenças reumáticas, sendo a artrite reumatóide a mais conhecida”, completa.

Já a artrose é uma condição com pouco ou nenhum sintoma específico que evolui lenta e progressivamente, geralmente em pessoas acima dos 50 anos. O problema normalmente se apresenta como deformações progressivas, pela alteração da cartilagem, como nódulos nos dedos de mãos e formação de osteófitos (os famosos ‘bicos de papagaio’), em especial na coluna vertebral. “A ocorrência de dor nesses pacientes é variável, e as alterações radiológicas podem ser apenas um ‘achado’ – ou seja, descobri-las ao fazer um raio-x por outro motivo qualquer.”

Tratamento

Ainda segundo a especialista, o tratamento de uma doença reumática varia conforme a sua classificação. No entanto, um ponto comum é a utilização de anti-inflamatórios como medicação de primeira linha.

Os anti-inflamatórios podem ser basicamente de dois tipos: os denominados não hormonais como os diclofenacos, oxicans (peroxicam, tenoxicam, etc), ninemisulide, cetoprofeno, ibuprofeno, entre outros, que, basicamente, inibem a produção de prostaglandina, um mediador da resposta inflamatória; e os anti-inflamatórios hormonais que são o grupo dos corticosteroides (mais potentes em uso).

“Não existe uma forma útil para se prevenir muitas das doenças reumáticas porque existe para algumas um padrão genético herdado que favorece o desenvolvimento da doença. Por isso, a informação da população e o diagnóstico precoce são os dois aspectos cruciais para uma boa evolução de cada caso.” A definição diagnóstica precoce, a introdução de tratamento específico e o acompanhamento por uma equipe bem formada, podem modificar, em muitos casos, a história da doença e do paciente.
 
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