CUIDADOS COM A SAÚDE

Quase um quarto dos universitários sofrem de hipertensão

Conclusão é de um estudo realizado por duas professoras de Campinas e será apresentado em congresso no Rio de Janeiro
01/12/2014 | - Atualizado em 02/12/2014 - 21h23 Divulgação
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Aproximadamente um quarto dos universitários sofrem de pressão alta
Aproximadamente um quarto dos universitários sofrem de pressão alta
Um estudo realizado com 292 estudantes voluntários aponta que 22,2% dos universitários convivem com a hipertensão, a chamada pressão alta. O levantamento feito pelas professoras Priscila Sperling Cannavan e Simone Andery Pinto, coordenadora do Pronatec e do curso de Fisioterapia  da Faculdade Anhanguera de Campinas, respectivamente, teve como objetivo levantar a incidência de fatores de risco de morte súbita entre os universitários.

Como definição, a morte súbita é aquela que acontece de maneira instantânea ou em até 24 horas após o início dos sinais e sintomas. As principais causas são as doenças cardiovasculares que, por sua vez, têm a hipertensão arterial, a obesidade e o sedentarismo como principais fatores de risco.

Para a realização do estudo, as professoras entrevistaram e avaliaram 184 estudantes do sexo feminino e 108 do sexo masculino. A média de idade dos entrevistados é de 29 anos. Entre as mulheres foi observado que 14% apresentavam níveis de pressão arterial acima do ideal, 34,2% estavam acima do peso e apenas 30% admitiram praticar algum tipo de atividade física. Já entre os homens, as pesquisadoras identificaram uma discrepância. Apesar de 48% deles afirmarem praticar alguma atividade física rotineiramente, cerca de 60% estavam acima do peso e, 36,5% apresentaram níveis de pressão arterial acima do normal.

De acordo com as pesquisadoras, tendo em vista que trata-se de uma população no auge da produtividade econômica, conhecer esses fatores permite o refinamento para a prevenção de doenças cardiovasculares e morte súbita entre jovens ativos. "Trata-se de um importante mecanismo para evitar que jovens adultos venham a óbito ou fiquem acamados por conta de doenças que podem ser evitadas", explica a professora Priscila.

O trabalho das professoras, que tem como título a "Prevalência de Fatores de Risco para a Morte Súbita em Estudantes Universitários", será apresentado no próximo dia 5 de dezembro, no XXXI Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, no Rio de Janeiro.
 
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