ODONTOLOGIA

Pesquisadores japoneses descobrem novo agente antisséptico para combater a periodontite

Os pesquisadores acreditam que este novo agente antimicrobial pode ser usado para desenvolver novas terapias para a doença inflamatória, que em sua forma mais severa afeta de 15 a 20 por cento dos adultos ao redor do mundo.
21/11/2014 | - Atualizado em 21/11/2014 - 20h58 Portal RAC
faleconoscorac@rac.com.br
Em experimentos in Vitro, pesquisadores da Universidade de Medicina e Odontologia de Tokyo, e do Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada do Japão, testaram a eficácia do agente antisséptico (NBW3) contra a Porphyromonas gingivalis e a Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Eles concluíram que os níveis de ambas as bactérias diminuíram para abaixo do limite detectável em apenas 30 segundos de exposição.

Eles ainda observaram que a NBW3 não teve impacto relevante em tecido oral humano. Usando uma amostra de tecido in Vitro, composta de derivados de células epiteliais, descobriram apenas uma diminuição mínima da viabilidade das células após 24 horas de exposição. Tais modelos são usados para teste tóxico e de potencial irritação em novos materiais odontológicos e produtos de saúde bucal. De acordo com os pesquisadores eles são mais previsíveis para reações humanas e mais relevantes clinicamente que as culturas de células animais ou monocelulares.

Tratamentos convencionais com antibióticos para tratar a periodontite têm o risco de diversos efeitos colaterais, como o desenvolvimento de resistência das bactérias e reações adversas do paciente. No entanto, o NBW3 é produzido a partir de ozônio, que tem efeito antimicrobiano e é efetivo contra bactérias, fungos e vírus, e ainda não induz resistência antimicróbica. A água ozonizada normalmente mantém sua eficácia por um período curto de tempo, mas o NBW3 produzido pelos pesquisadores usando uma técnica patenteada, mantém sua capacidade de oxidação por mais de seis meses. Essa estabilidade permite engarrafamento e seu uso como um desinfetante.

Ainda que os resultados deste estudo sejam promissores, estes modelos de testes in Vitro não podem ser diretamente traduzidos em situações clínicas, nas quais o potencial do NBW3 pode ser reduzido pela saliva dos pacientes. Por isso mais pesquisas são necessárias. O estudo intitulado “Efeitos de nano-bolha de água de ozônio em células de periodontite e orais – Estudos In Vitro”, foi publicado na edição de setembro do periódico Science and Technology of Advanced Materials.
 
Fonte: Dental Tribune Brasil
 
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