UNICAMP

Tese associa condição social à incidência de cáries em jovens

Estudo foi feito na Faculdade de Odontologia de Piracicaba
12/11/2014 | - Atualizado em 12/11/2014 - 18h48 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Estudo de doutorado da cirurgiã-dentista Fabiana de Lima Vazquez concluiu que, entre adolescentes moradores da periferia de Piracicaba, prevalece uma grande necessidade de tratamento da cárie e da doença periodontal (infecção bacteriana crônica que afeta as gengivas e o osso que dá suporte aos dentes). A pesquisa apontou um importante impacto na saúde bucal dessas pessoas para as atividades diárias e para sua qualidade de vida. Foram examinados 1.179 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos.

A pesquisadora, que realizou a sua tese na Faculdade de Odontologia (FOP) de 2011 a 2014, investigou as doenças bucais (cárie, doença periodontal e má oclusão) que mais acometem os adolescentes e sua associação com variáveis individuais e contextuais. Além de avaliar a saúde bucal, esses adolescentes receberam orientações e, os que necessitaram de tratamento odontológico, foram encaminhados para as Unidades de Saúde da Família (USF). 
 
A doutoranda verificou nesse trabalho que variáveis socioeconômicas tiveram associação com as doenças bucais. “Apesar de Piracicaba ter 100% de esgoto e de abastecimento de água, pequenas variações em alguns subúrbios da cidade significam estado de vulnerabilidade, formando áreas de risco social.”
 
Outro achado da pesquisa, orientada por Antonio Carlos Pereira, docente da FOP, foi que o sexo feminino mostrou maior impacto sociodental em comparação ao sexo masculino. Vários estudos têm feito essa associação, em que as mulheres relatam uma pior qualidade de vida que os homens.

O trabalho de campo abrangeu 34 USF e 21 escolas estaduais. A amostra foi calculada com base na experiência de cárie da região Sudeste, usando dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – Projeto SB Brasil.

Fonte: Unicamp
 
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