SAÚDE E BEM-ESTAR

Dormir bem previne contra o câncer

Pesquisadores apontam que o sono de má qualidade pode acelerar o desenvolvimento do câncer e torná-lo ainda mais agressivo
26/11/2014 | - Atualizado em 26/11/2014 - 18h46 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Dormir ajuda na prevenção contra o câncer
Dormir ajuda na prevenção contra o câncer
Dia 27 de Novembro é o Dia Nacional do Combate ao Câncer. A data, instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem por objetivo conscientizar as pessoas quanto à importância da adoção de hábitos mais saudáveis, com foco na prevenção de uma das doenças que ainda mais mata no mundo.

A qualidade do sono está diretamente ligada à qualidade de vida, que é certamente, um dos principais aliados da medicina, tanto na prevenção como no tratamento de doenças. De acordo com a Consultora do Sono, Renata Federighi, durante a noite, as células precisam repousar completamente para não perder a sua eficiência e sofrer mutações que podem ser causas para o aparecimento de um câncer. “As poucas horas de sono também prejudicam o sistema imunológico e favorecem quadros inflamatórios, deixando o corpo mais vulnerável a tumores”, explica a especialista.

Aliado contra o câncer

Enquanto dormimos, na ausência de luz, o corpo produz hormônios e substâncias que desempenham papéis vitais para o bom funcionamento das funções fisiológicas e psicológicas do organismo, como é o caso da Melatonina.

Pesquisas recentes constataram que além de regular o nosso relógio biológico, nos avisando inclusive sobre o horário de dormir, a Melatonina consegue inibir o crescimento tumoral e a produção de células cancerosas, além de bloquear a formação de novos vasos sanguíneos do tumor.

Recentemente, outra pesquisa publicada na Revista Cancer Research comprovou que não ter uma boa noite de sono pode acelerar o crescimento de câncer e torná-lo mais agressivo. Para a descoberta, foram realizados experimentos com ratos de laboratórios. Os pesquisadores injetaram células tumorais nos animais. Uma parte deles teve sono tranquilo e sem interrupções; a outra parte foi submetida a ruídos que faziam os ratos acordarem a cada dois minutos. Após um mês, os tumores dos ratos que tiveram sono fragmentado estavam duas vezes maiores que os dos demais.

O estudo foi o primeiro a demonstrar em animais os efeitos diretos do sono fragmentado em doenças como o câncer.
 
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