SAÚDE

Médico revela como diagnosticar e tratar a surdez

Fazer diagnóstico precoce, de preferência na fase pré-natal, é uma das principais formas para combater a surdez e os problemas decorrentes da deficiência auditiva
18/11/2014 | - Atualizado em 18/11/2014 - 17h38 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
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Suspeitas e dúvidas sobre a doença devem ser sempre levadas aos médicos
Suspeitas e dúvidas sobre a doença devem ser sempre levadas aos médicos
Fazer diagnóstico precoce, de preferência na fase pré-natal, é uma das principais formas para combater a surdez e os problemas decorrentes da deficiência auditiva. No Brasil, os problemas auditivos atingem pelo menos 5,1% da população (9,7 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE de 2010), e alguns casos poderiam ser evitados. A orientação é do otorrinolaringologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Gustavo Barros. “É importante lembrar também de que existem hoje diversos meios de prevenção e reabilitação das perdas auditivas. E, nesse caso, o otorrinolaringologista é o profissional mais indicado para consultas”, reforça.  

Ainda de acordo com o especialista, as causas são diversas, podendo incluir: doenças genéticas; malformações; infecções na gravidez; doenças infecciosas do ouvido e do sistema nervoso central; doenças metabólicas; medicações tóxicas para o ouvido interno; tumores; trauma acústico; envelhecimento do aparelho auditivo, entre outras. “Normalmente, existe uma queixa de diminuição da audição, mas pode haver outros sintomas associados como zumbido, tonturas, sensação de ouvido tampado e dificuldade de entender as palavras”, revela o médico em relação aos principais sintomas.

Caso haja a constatação de alguma dessas questões, o primeiro exame recomendado é a audiometria – que mede a audição por meio de instrumentos. “O otorrinolaringologista pode pedir como complemento a avaliação eletrofisiológica da audição (avalia a função dos componentes da orelha interna) e com exames de imagem, quando necessário (tomografia computadorizada ou ressonância magnética).”
   
O médico lembra que cada caso deve ser conduzido de acordo com o tipo de perda e a causa específica. “O importante é saber que, quanto mais cedo for feita a reabilitação auditiva, melhor será a evolução do quadro auditivo, pois o tempo de privação sonora será menor.” Essa reabilitação pode ser feita com o uso de próteses auditivas externas ou implantáveis. “A cidade de São Paulo é referência internacional na cirurgia da prótese carina, com o qual temos excelentes resultados auditivos.”

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