SAÚDE E BEM-ESTAR

Saiba mais sobre a dispepsia funcional

Confundido com gastrite, distúrbio afeta mais mulheres acima de 20 anos
13/11/2014 | - Atualizado em 13/11/2014 - 20h24 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Dispepsia funcional
Dispepsia funcional
Muitas pessoas se queixam de dores ou desconforto no estômago. Uma das maiores causas é a dispepsia funcional, termo usado para sintomas relacionados à indigestão. O distúrbio atinge de 30% a 40% da população mundial, entretanto, apenas um quarto dos pacientes procura tratamento médico.

Em alguns casos, os sintomas da doença podem ser confundidos com gastrite ou inflamação no estômago, mas nem sempre estão associados. O diagnóstico de gastrite, que só pode ser feito por um patologista, exige biópsia durante o exame endoscópico. A endoscopia permite verificar a existência de doença no esôfago, estômago ou duodeno que explique os sintomas dispépticos. Caso tenha sido normal e os outros exames não tenham revelado nenhum problema na vesícula e no pâncreas, nem verminoses, o diagnóstico a ser feito é de dispepsia funcional.

Segundo Flávio Quilici, professor titular de gastroenterologia da Faculdade de Medicina da PUC Campinas (SP), o diagnóstico deve ser feito por critérios clínicos e avaliação do médico. “A dispepsia funcional é um quadro de alteração ou sensibilidade no estômago, diagnosticada sempre que a dor ou queimação, saciedade precoce ou desconforto persistirem durante três dos últimos seis meses. Não é uma doença, pois não há lesão, é somente um mau funcionamento do estômago. Quando o paciente também apresenta anemia, sangramento ou emagrecimento, esses são sinais de alerta para doenças propriamente ditas do aparelho gastrointestinal”, explica.

Flávio Quilici ressalta que as causas são desconhecidas, mas sabe-se que o quadro é frequente em pessoas com mais de 20 anos, com maior incidência em mulheres. “A melhor maneira de evitar um quadro de dispepsia funcional é ter uma alimentação balanceada, sem exagero de alimentos gordurosos e condimentados. Também é importante estar atento a qualquer sintoma e procurar um especialista caso sinta necessidade. O ideal é que o paciente procure auxílio médico e a medicação correta para o tratamento, que ajuda muito.”

Ele também explica que é preciso evitar alimentos gordurosos e condimentados, parar de fumar e diminuir a ingestão de álcool e cafeína. “Essas substâncias têm propriedades que prejudicam a digestão”, comenta. O especialista ressalta que o tratamento deve ser feito, sempre, com acompanhamento médico.

Coma de maneira saudável

Flávio Quilici observa que a alimentação pode contribuir para a doença. “Um cardápio equilibrado, com base em alimentos funcionais, pode evitar e ajudar imensamente no tratamento”, aconselha.

Entre os exames mais solicitados para detectar a doença estão a endoscopia alta, que exclui suspeitas como a úlcera do estômago ou do duodeno e o cancro do estômago. Alguns especialistas pedem uma ecografia abdominal ou outros testes para excluir patologias como litíase da vesícula ou pancreatite.


Definição

Quadro de alteração ou sensibilidade no estômago, diagnosticado sempre que dor ou queimação, saciedade precoce e desconforto persistirem durante três dos últimos seis meses

Causas

São desconhecidas, mas sabe-se que o quadro é frequente em pessoas com mais de 20 anos, com maior incidência no sexo feminino. O paciente que se depara com o quadro apresenta algumas queixas, que são importantes para distinguir o tipo de doença e o tratamento adequado.

Sintomas
 
Os principais sintomas da doença são:
- Enjôo
- Mal-estar
- Vômitos
- Saciedade precoce
- Estufamento e peso no estômago
- Dores no estômago e no peito
- Queimação e azia
- Náusea e gases

Como evitar ?

Não é unanimidade entre os médicos, mas alguns recomendam que as pessoas com problemas no estômago evitem alimentos que são mais difíceis de digerir, como:
- Frituras
- Alimentos gordurosos
- Doces concentrados e chocolates
- Condimentos fortes; 
 
 
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