INVESTIGAÇÃO

Presidente do Inep diz que Enem não será cancelado

Instituto aguarda o resultado da apuração da Polícia Federal sobre fraudes na prova
14/11/2014 | - Atualizado em 14/11/2014 - 17h49 Agência Brasil
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Agência Brasil
Estudantes fizeram a prova do Enem no último fim de semana
Estudantes fizeram a prova do Enem no último fim de semana
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, descartou nesta sexta-feira (14) a possibilidade de o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ser cancelado.
 
“O Enem não será cancelado. É muito importante deixar claro isso. Estamos aqui diante de um fato completamente isolado e que a polícia está investigando”, afirmou. 
 
As declarações foram dadas durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal (PF) no Ceará, após a polícia ter deflagrado a Operação Apollo, que investiga uma quadrilha acusada de fraudar o Enem, além de diversos vestibulares e o ingresso em universidades públicas pelo sistema de cotas.

Soares disse ainda que o Inep vai esperar os resultados das investigações da PF no Piauí para tomar alguma providência. “Há uma investigação em curso na superintedência da Polícia Federal em Teresina, que está trabalhando da mesma foma que essa operação, e nós temos que esperar a conclusão para proceder com as ações”.
 
Operação
 
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão no Ceará, na Paraíba e no Piauí. Segundo a corporação, a investigação começou há 13 meses e, além das prisões ocorridas hoje, foram presos em flagrante dois candidatos do Enem 2014, no sábado (6), na cidade de Juazeiro do Norte (CE). “As investigações seguem agora para identificar todos os possíveis beneficiários do esquema criminoso, responsável por fraudes ao Enem 2013 e 2014”, informou a PF.

Segundo a PF, o esquema tinha como centro de atuação a região do Cariri, no sul do estado do Ceará, mas as ações da quadrilha se estendiam também pela Paraíba. Os fraudadores direcionavam a atuação a candidatos interessados em ingressar no curso de medicina de universidades públicas.