VIAGEM

Parcelamentos tornam possível o sonho de uma viagem internacional

A nova classe média, a classe C, tem aumentado o consumo de viagens internacionais
06/11/2014 | - Atualizado em 06/11/2014 - 18h13 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Getty Images
Viajar sempre é bom, não importa o destino
Viajar sempre é bom, não importa o destino
A máxima de que viajar para o exterior é artigo de luxo já se tornou ultrapassada. A nova classe média, a classe C, tem aumentado o consumo de viagens internacionais favorecida pelo acesso ao crédito, aumento exponencial da renda nacional nos últimos anos, queda dos preços das passagens aéreas e aperfeiçoamento dos programas de milhagens. Essa parcela da população, que compõe um montante de 108 milhões de pessoas no Brasil, gastou mais de R$ 1,17 trilhão em 2013 e movimentou 58% do crédito no país. Diante desse cenário, o mercado de turismo está atento às novas oportunidades, cujo desafio é transformar esses deslocamentos na ampliação de consumo de serviços de turismo.

Na cartilha de destinos preferidos por essa classe, Argentina e Santiago despontam como os principais. A América Latina é de fácil acesso, tem passagens mais acessíveis (muitas vezes mais baratas que viajar internamente), e a comunicação é facilitada pelo 'portunhol'. Além disso, o câmbio favorável em relação aos vizinhos latino-americanos permite aos brasileiros bancarem uma fama internacional: a de gastadores invictos!

No entanto, com o aumento do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) de 2.38% para 6,38% sobre as operações realizadas com cartões de crédito internacionais, os gastos ficaram mais delicados. Uma solução providencial tem sido os cartões pré-pagos em moedas estrangeiras, os quais possuem um IOF expressivamente mais baixo, além de não cobrar tarifas bancárias e juros associados ao saque em espécie no cartão de crédito.

O engajamento da classe C na busca por experiências culturais tem se revelado também no seu maior conhecimento e preocupação financeira. Isso soa, também, a um maior comprometimento dos estudantes nas viagens internacionais, cujos intercâmbios estudantis aumentaram 683,6%, de 2003 a 2014.  A perspectiva tem um quê de oportunidades não só para o turismo como para a economia nacional, como um todo.
 
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