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Profissional da Odontologia é bem avaliado pelos brasileiros, aponta Datafolha

No entanto, cidadão ainda desconhece os seus direitos de atendimento público universalizado
18/09/2014 | - Atualizado em 18/09/2014 - 21h20 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Direito a serviços públicos de qualidade na saúde bucal; acesso ao cirurgião-dentista; Odontologia de emergência; conhecimento das políticas públicas; e avaliação do atendimento ao cidadão. Afinal, como anda a saúde bucal do brasileiro? Estes são alguns motivos pelos quais o Conselho Federal de Odontologia (CFO) encomendou ao Datafolha uma pesquisa sobre comportamento, conhecimento e hábitos, que avaliou questões estratégicas a respeito do tema.
 
O instituto montou uma amostra de 2.085 entrevistados, a partir dos 16 anos de idade, de todos os níveis econômicos e de todas as regiões do país, reproduzindo a população brasileira adulta de 148,9 milhões de pessoas em termos de distribuição territorial, renda, grau de instrução, sexo e idade. Foram realizadas entrevistas em 133 municípios de grande, médio e pequeno porte, em cidades da região metropolitana e do interior. A margem de erro da pesquisa é de 2,0 pontos percentuais.
 
Principais Resultados 
 
Para grande satisfação do CFO, a pesquisa revelou que os brasileiros dão nota 9 para o atendimento recebido do cirurgião-dentista. Na esfera pública, a nota é 8,5 e, na particular, sobe para 9,2. São notas que demonstram a capacidade e a qualidade dos nossos profissionais.
 
Para 59% dos brasileiros, o estado de saúde bucal é ótimo ou bom. Este número é puxado pelos mais jovens, mais escolarizados e das classes sociais mais altas – 10% dos brasileiros consideram a sua saúde bucal ruim ou péssima. Dos entrevistados que não estavam em tratamento, 68% afirmam que vão ao cirurgião-dentista pelo menos uma vez por ano, 11% declaram que não costumam ir ao cirurgião-dentista. Nesse segmento, destacam-se os mais velhos, com ensino fundamental, menor renda, moradores do Nordeste e de cidades do interior.
 
Apenas 2% dos entrevistados nunca foram ao cirurgião-dentista: o número é baixo porque a população entrevistada é composta por pessoas com idade acima de 16 anos. Quanto ao acesso ao serviço odontológico, 81% informam que sua cidade tem atendimento odontológico público, 95% é privado e 35% gratuito.
 
No atendimento público em situações de emergência, a pesquisa mostra que há muito a evoluir e que existe, sem dúvida, uma necessidade de ampliar a oferta de serviços odontológicos: 66% declaram não conseguir atendimento público de urgência.

Pela pesquisa, podemos cogitar que, em 2013 e durante os cinco primeiros meses de 2014, 111 milhões de pessoas foram ao cirurgião-dentista. Destes, 70% utilizaram serviço particular e apenas 28%, o público. Esse é outro dado que indica necessidade de ampliar as políticas públicas para melhorar a saúde bucal do país.
 
Os procedimentos mais procurados no atendimento público: 33% para extração, 30% limpeza, 27% obturação ou restauração. No privado, foram 40% para limpeza, 25% obturação ou restauração, 17% extração. A pesquisa mostra, claramente, que a dificuldade de acesso a um tratamento continuado praticamente dobra o número de extrações no atendimento público. Tanto que apenas 4% dos entrevistados citam tratamento de canal, contra 12% no serviço particular.
 
Fonte: Conselho Federal de Odontologia
 
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