EDUCAÇÃO E COMPORTAMENTO

Saiba mais sobre a procrastinação: até que ponto é aceitável?

Quem nunca utilizou a incrível arte do "depois eu faço"?
11/09/2014 | - Atualizado em 11/09/2014 - 19h39 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
A incrível arte do ?Depois eu faço?
A incrível arte do ?Depois eu faço?
Quantas vezes você se pegou adiando alguma tarefa seja ela em casa, na escola ou no trabalho? O nome disso é procrastinar. “Devemos entender que procrastinar não significa necessariamente estar com preguiça para realizar alguma atividade. Procrastinar significa adiar, deixar para depois”, esclarece a especialista em desenvolvimento de pessoas da IBE-FGV, Rita Ritz. E este comportamento pode ter várias causas.

Embora seja um comportamento da essência do ser humano, a diferença é que algumas pessoas procrastinam frequentemente ou sempre, enquanto outras. Seja como for, a probabilidade deste comportamento ser verificado, em algum momento, é muito alta.

Esta atitude de adiar a realização de uma atividade extrapola os muros organizacionais. “Normalmente o resultado desta opção é que a qualidade do trabalho acaba sendo comprometida e o funcionário fica se sentido culpado e com autoestima baixa, fica reclamando de falta de tempo e os colegas identificam isto como uma atitude que prejudica o trabalho em equipe e, no limite, prejudica o trabalho deles”, exemplifica a especialista em desenvolvimento de pessoas da IBE-FGV.

No livro “A arte da procrastinação”, o autor John Perry afirma que "os procrastinadores raramente fazem absolutamente nada". Então, a chave para a produtividade é se comprometer com mais coisas, mas ser metódico. Segundo Rita, quando se cria mecanismos para lidar com as demandas, a pessoa passa a ser mais crítica em relação ao comportamento e passa a buscar melhores resultados. “Não deixe as coisas na base da intenção, mas sim da entrega. Defina prazos e os acompanhe de perto ”, aconselha a especialista.

Entre outros motivos para a procrastinação, estão o medo do fracasso, a desmotivação, quando temos a percepção de que a tarefa não é prazerosa, e também a dificuldade em dizer “não”, que pode levar a procrastinar uma ação. “É melhor ser honesto e dizer que não pode ou não sabe fazer a atividade, do que assumir o compromisso e depois ficar adiando a realização”, diz Rita.

O primeiro passo é a pessoa reconhecer que tem este comportamento e estar de acordo em tentar mudá-lo. A pessoa deve ter uma motivação para empreender a mudança. “Procrastinar é um comportamento e como todo comportamento, a mudança é de médio ou longo prazo”, conta Rita. Em momentos de lazer, de descanso, podemos sim deixar algumas atividades para fazer depois sem que isto nos traga grandes prejuízos. Podemos adiar uma louça para lavar, o carro para limpar, o quintal para organizar em nome de um ócio consciente e prazeroso. Afinal de contas, é muito bom experimentar uma preguiça de vez em quando e não procrastinar o ócio.

Confira algumas dicas

- Diferencie o urgente do importante pode ajudar a tornar o dia a dia mais interessante e eficiente/produtivo.
- Programe o tempo, tenha uma agenda que lhe ajude a ter uma visão sistêmica do dia, da semana, isto ajuda bastante a identificar aquilo que é importante e evitar que vire urgente.
- Mapeie todas as pessoas envolvidas na tarefa e peça ajuda a elas.
- Identifique o prazer de agir e entregar com antecedência, sendo proativo, o que pode ser um fator motivador importante para ajudar.
- Se a tarefa for chata, intercale com uma atividade prazerosa, seria como uma recompensa.
 
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