CIUMENTOS

Ciúme patológico: quando o sentimento fica perigoso

Emoção passa a ser prejudicial quando afeta a vida da outra pessoa
10/09/2014 | - Atualizado em 10/09/2014 - 21h09 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
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Ciúme excessivo pode ser melhor analisado em terapia
Ciúme excessivo pode ser melhor analisado em terapia
É difícil conhecer alguém que nunca tenha sentido ciúme, pois trata-se de um sentimento que faz parte das relações humanas. Normalmente, o ciumento reconhece e sabe lidar com este anseio, porém há casos em que o ciúme é excessivo e não são raras as situações em que isso torna-se um problema para o casal. Mas, afinal, qual é o limite para o ciúme?

"Sentir ciúmes dos pais, irmãos, filhos e de seu parceiro é considerado normal, desde que não transforme a sua vida e do outro em um caos", esclarece a psicóloga Sonia Paes Breda. 
 
De acordo com ela, o ciúme passa a ser patológico quando há distorção nas suas interpretações da realidade. "O ciúme excessivo faz com que uma pessoa fantasie situações, viva buscando indícios de infidelidade e, assim, a sua vida pessoal fica prejudicada pelo fato de não conseguir pensar em outra coisa que não seja as suas fantasias e desconfianças. A presença de uma terceira pessoa em um relacionamento, sendo real ou imaginaria, vai gerar angústia, sofrimento, ansiedade, depressão e pensamentos destrutivos – o que algumas vezes leva o parceiro a agredir o outro para 'não perdê-lo'."
 
Por trás do ciúme, há insegurança, baixa autoestima e personalidade dominante, pois quer controlar tudo ao seu redor. Sonia orienta para que pessoas que apresentem este comportamento busquem outras atividades. "Nunca deixe de viver a sua vida em função de viver e controlar a do outro. Procure, primeiramente, se amar, se cuidar, fazer coisas que lhe dão prazer, como viajar com os amigos, praticar exercícios físicos, sair com outros casais e conversar com outras pessoas".
 
Quando uma pessoa não consegue controlar o ciúme, pode ser indício de que seja patológico. Nesses casos, o melhor é procurar ajuda profissional. A psicóloga explica que é importante fazer tratamento porque na terapia a pessoa tem a oportunidade de entender o porquê da insegurança, qual foi o histórico de vida que chegou a lhe fragilizar e a fez ter ciúme patológico, assim como aprender estratégias para lidar com as emoções.
 
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