SAÚDE AUDITIVA

Especialista alerta sobre cuidados com a audição nas cidades

Todas as pessoas devem ficar atentas à saúde auditiva para prevenir problemas futuros
01/09/2014 | - Atualizado em 01/09/2014 - 20h15 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
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Especialista alerta sobre cuidados com a audição
Especialista alerta sobre cuidados com a audição
As grandes cidades são as principais responsáveis por elevadas concentrações de barulho. No dia a dia dos cidadãos, esses ruídos podem ultrapassar 85 dB (decibéis), que é o limite recomendável de exposição ao ruído, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Como a combinação de intensidade forte e tempo de exposição é o que oferece risco à audição humana, a cada aumento de intensidade deve-se reduzir o tempo de exposição.

Ainda, de acordo com a OMS, os ruídos são a terceira principal causa de poluição mundial. Quando a intensidade do ruído atinge 110 dB, por exemplo, a recomendação de exposição máxima é de 15 minutos. "Níveis elevados de ruído podem ser prejudiciais à audição caso a pessoa esteja exposta a ele por um período longo", afirma a fonoaudióloga Maria do Carmo Branco.

Para os motoristas, muitas vezes, as maneiras de se protegerem são mais eficazes, pois podem fechar as janelas do automóvel e minimizar a exposição aos sons externos. Já para os profissionais do trânsito, motociclistas e ciclistas, as chances de proteção são menores. Por isso, esses grupos de pessoas precisam redobrar a atenção e estarem cientes dos riscos para a audição devido ao tempo de permanência em locais barulhentos.

Fones de ouvido: um perigo

Outra preocupação é a utilização frequente de fones de ouvido por ciclistas. Além dos riscos para a audição pelo uso prolongado em alto volume, como perda de audição, a pessoa pode perder as percepções em relação às sinalizações sonoras, como buzinas e sirenes, por exemplo. O código de trânsito proíbe que motoristas conduzam o veículo utilizando o acessório, por um risco tanto para o motorista quanto para os demais condutores, além dos pedestres.

Segundo Maria, o ideal é que o ciclista não utilize o acessório, pois as viagens exigem maior atenção aos sons ambientes para garantir a segurança no trânsito. ''Quando precisar utilizar o acessório em outros momentos, recomenda-se que o controle de volume esteja até a metade, por, no máximo, duas horas, e mantenha o volume em um nível que ainda consiga escutar a própria voz, sem tentar mascarar o ruído externo", alerta.

Além disso, é fundamental evitar tempos prolongados de uso do equipamento, higienizar os fones é um aspecto importante para manter a saúde das estruturas externas da orelha e, no caso de algum sintoma, como dificuldade auditiva, dor de cabeça, zumbido e/ou tontura persistentes após a exposição aos ruídos intensos, recomenda-se procurar um médico otorrinolaringologista para avaliar os sinais. Vale lembrar que os prejuízos para a audição, em decorrência da exposição excessiva aos ruídos, são irreversíveis.
 
 
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