HISTÓRIAS

Jornalista preso e torturado na Síria faz palestra na Oficina do Estudante

Klester Cavalcanti relata dias de terror que passou na penitenciária central da cidade de Homs
29/09/2014 | - Atualizado em 29/09/2014 - 19h12 Divulgação
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Divulgação
Klester Cavalcanti foi à Síria um ano depois da Guerra Civil começar
Klester Cavalcanti foi à Síria um ano depois da Guerra Civil começar
Preso e torturado por seis dias na Síria, o jornalista brasileiro Klester Cavalcante conta os detalhes da perigosa e emocionante experiência que viveu durante a cobertura da guerra no país árabe, neste sábado (4), às 09h30, em palestra realizada no Colégio Oficina do Estudante, em Campinas. O encontro será aberto ao público, mas com vagas limitadas. Para participar é obrigatório confirmar inscrição pelo telefone (19) 3241-6688.
 
Durante a palestra, Klester irá detalhar tudo o que viveu, fatos chocantes que presenciou e como sobreviveu aos seis dias de sofrimento e tortura na penitenciária central da cidade de Homs. O brasileiro chegou a dividir uma cela com outros 20 detentos e em meio a angústia escreveu sobre as suas sensações, seus medos e suas amizades, que aos poucos construiu neste cenário adverso.
 
Publicação

A história marcante rendeu um livro: “Dias de Inferno na Síria”, lançado pela Editora Benvirá. Ganhador de dois prêmios Jabuti, um dos mais importantes da literatura, Klester chegou à Síria em maio de 2012 para registrar o conflito que começara em março de 2011. O que era para ser uma viagem de alguns dias para mostrar a ação dos rebeldes, se transformou em uma estadia em que o jornalista viu de perto as condições dos presos sírios.

Até hoje, Klester Cavalcanti foi o único jornalista brasileiro a entrar em Homs, a terceira maior cidade da Síria e uma das mais afetadas pela guerra.
 
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