ESTÍMULO

Robótica pode despertar interesse de estudantes por exatas

País enfrenta dificuldade para atrair jovens e formar profissionais na área
04/09/2014 | - Atualizado em 04/09/2014 - 20h04 Agência Brasil
faleconoscorac@rac.com.br
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Participaram do festival 23 equipes de seis países, incluindo o Brasil
Participaram do festival 23 equipes de seis países, incluindo o Brasil
A robótica pode ser usada para despertar o interesse dos estudantes para a área de exatas, segundo os organizadores do 1º Festival Internacional de Robótica, que terminou nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte. O evento, das companhias Lego e First, ocorreu simultaneamente à Olimpíada do Conhecimento e foi voltado para jovens de 9 a 15 anos. 
 
"Um dos grandes desafios da educação é o estímulo. O objetivo [do festival] é levar esses meninos e meninas a se interessar por matemática, física, transformarem-se em engenheiros e pesquisadores. Brincando, a gente aprende".
 
A preocupação se justifica. Há alguns anos, o Brasil enfrenta dificuldades em despertar o interesse de jovens para a área de exatas, especialmente as engenharias. O número total de matrículas nas engenharias representa 56% da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): 44,5 para cada 10 mil habitantes no Brasil e 78,5 em média para cada 10 mil habitantes nos países da OCDE.
 
Diversão

No festival, era contagiante a alegria e os mais variados chapéus, que identificavam as equipes e os gritos da torcida. Os robôs foram todos feitos na plataforma Lego Mindstorms, que permite montar e desenvolver softwares de forma simplificada. Na competição, as equipes receberam um problema, que neste ano, sob o tema Fúria da Natureza, foram os desastres naturais. Eles tiveram que pesquisar, buscar soluções, aplicar fórmulas e números para fazer um robô funcionar.

No entanto, para além da parte prática, tiveram que aprender a trabalhar em equipe e a se ajudar. Todas essas etapas contaram ponto, inclusive a integração dos participantes. "É uma competição diferente, não há uma rivalidade entre as equipes", diz a estudante Giovana Saraiva, do grupo Legosos e Furiosos, de Uberlândia (MG). O grupo foi o vencedor do festival.

Participaram da competição 210 estudantes organizados em 23 equipes. Além do Brasil, participaram Chile, Estados Unidos, Estônia, Canadá e Áustria.
 
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